Black Coffee estreia em São Paulo em março; conheça a história desta potência do Afro House

Black Coffee

São Paulo recebe pela primeira vez, no dia 18 de março, um dos principais nomes da música eletrônica da atualidade: o DJ sul-africano Black Coffee. Este grande artista do Afro House mundial tem apresentação marcada na festa Savanah, no Vale do Anhangabaú.

Nkosinathi Innocente MaphumuloNathi para os mais íntimos – é o nome do homem por trás do projeto com quase 30 anos de carreira e que acumula funções: DJ, produtor musical, cantor, compositor, dono de gravadora, empreendedor e filantropo. Nascido em 1976, ele cresceu em Umtata, na África do Sul, uma cidade que fica apenas a 29 km de onde viveu Nelson Mandela.

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A história de Nathi com a música vem desde a infância: o DJ participou do coral da escola, fez parte de um trio de Afro-Pop chamado SHANA (Simply Hot and Naturally African) e chegou a trabalhar como backing vocal do cantor sul-africano Madala Kunene. 

Dono de uma capacidade intelectual invejável e com crescimento constante e inspirador, a potência de Black Coffee já podia ser sentida desde seus 14 anos. Em 1990, durante as celebrações da libertação de Nelson Mandela, ele foi atingido por um carro e perdeu todo o movimento de seu braço esquerdo. Transformando a adversidade em força, investiu todo seu aprendizado na carreira. Hoje, ele detém até um recorde no Guinness World Book do set mais longo tocado com uma mão só, depois de se apresentar por 60 horas sem parar no Maponya Mall em Soweto, Johannesburgo.

Maphumulo foi apresentado à discotecagem quando ainda era criança, por um primo. Ele se formou em Jazz na Technikon Natal (atualmente conhecida como Durban University of Technology) e aos 21 anos começou sua carreira como produtor de música eletrônica, unindo Jazz à sua origem africana. Essa é uma das características mais marcantes do DJ – ele sempre trabalhou atentando-se às suas raízes, escolhendo produzir como um sul-africano ao invés de adotar uma maneira europeia ou americana de criar. 

2003 marca um ano importantíssimo em sua carreira, quando foi escolhido como um dos dois participantes sul-africanos da Red Bull Music Academy, a qual frequentou com trompetista Hugh Masekela, uma lenda sul-africana, com quem Black Coffee teve a oportunidade de trabalhar de perto. Dois anos mais tarde, ele lançou um remix da música de Masekela, “Stimela”. Essa versão foi um sucesso e se destacava pela conexão entre o novo e o antigo da música sul-africana. No mesmo ano, lançou sua gravadora Soulistic Music com o álbum de estreia intitulado com seu próprio nome. Produzido com recursos super básicos, “Black Coffee” ganhou prêmio de Best Urban Dance Album no South African Music Awards (SAMA). As vitórias de Maphumulo nessa premiação tornaram-se rotina dali para frente.

Em 2007, ele lançou “Have Another One” com músicas e colaborações que já mostravam a brilhante habilidade de adaptação do artista. Um destaque do álbum é a track “Izizwe”, parceria com Busi Mhlongo, herói da música sul-africana. Seu álbum “Home Brewed” lançado em 2009 levou dois prêmios no SAMA: Best Urban Dance Album e Best Male Artist.

O destaque e reconhecimento vão muito além de seu sucesso na música. Seu trabalho como filantropo é tão extenso quanto o número de tracks que o artista já lançou. Em 2010, ele fundou a Black Coffee Foundation, instituição que apoia crianças e jovens em situação de vulnerabilidade, e leva educação e acesso à música. O set de lançamento da fundação foi aquele de 60 horas, pelo qual o DJ entrou para o Guinness World Records. Em 10 anos o projeto, já construiu um bairro e uma escola de arte, música e moda, a FAM Academy, o estilista Virgil Abloh era um dos envolvidos no projeto.

Um parênteses: o que listamos até agora poderia ser o suficiente para descrever a carreira de Black Coffee como um enorme sucesso, mas não estamos nem na metade do que se transformaria sua música e autenticidade.

Em 2012, ele lançou o pacote com DVD e três CDs do álbum e show ao vivo de “Africa Rising”, que foi certificado como dupla platina em apenas um mês. No ano seguinte, o mundo estava começando a conhecer mais o talento de Maphumulo e o som Afro House. Ele teve seu show de estreia na festa CircoLoco no clube DC-10 em Ibiza.

Depois disso, o resto é história. Seu álbum “Pieces of Me”, lançado em 2015, foi platina na África do Sul e teve vários singles lançados via Ultra Music nos Estados Unidos. A invasão de Black Coffee tinha começado, passando a colecionar apresentações por toda a cena da música eletrônica, desde o Panorama Bar em Berlim, até festivais gigantes como Coachella, Snowbombing, DGTL, Tomorrowland, Ultra South Africa e Ultra Miami

Em 2017, começou sua residência no Hï Ibiza aos sábados. Dois anos mais tarde, foi o primeiro e único DJ a ser convidado do programa Daily Show com Trevor Noah. Nele, Maphumulo contou sobre sua iniciativa Africa Is Not A Jungle, plataforma de streaming criada para africanos com objetivo de dar espaço para os melhores artistas da música eletrônica sul-africana. Na mesma linha, ele lançou o GongBox, um aplicativo que combina elementos de streaming e rede social para música africana, dando acesso à uma biblioteca de música de artistas africanos de todos os gêneros.

O ano de pandemia trouxe para o artista a possibilidade de ter um tempo de qualidade com seus filhos, focar em sua música e ainda focar em sua empresa de investimento-anjo, a Flightmode Digital. Se já não estava claro que o trabalho filantrópico dele está de igual para igual com o volume de lançamentos de sucesso, em 2020 ele ainda participou da live Global Citzen One World: Togheter at Home e levantou fundos para Covid realizando transmissões ao vivo de live sessions em sua casa. 

Ano passado, o DJ e produtor lançou o álbum “Subconsciously”, abrigando uma união de artistas que torna evidente a narrativa de sucesso que ele buscou através de uma consistência artística impressionante. Em produção por três anos, o álbum conta com participações de grandes nomes da música como Pharrell Williams, David Guetta, Diplo e Usher, mas sem perder as raízes trazendo nomes sul-africanos como Sun-El Musician e Msaki.

Outro marco importante – e muito comemorado pelo artista -: Black Coffee chegou a 77.2 milhões de streamings em 176 países no Spotify em 2021. 28.3 milhões a mais do que em 2020, e quase dobrando o número de países.

Em 2022, além de voltar ao ritmo de turnê que ele já conhecia, o artista está concorrendo ao Grammy na categoria de Best Dance/Electronic Album pelo maravilhoso “Subconsciously”.

Com uma carreira dessas fica claro como Black Coffee chegou onde está: pelo seu trabalho duro e de uma maneira única, respeitando suas raízes, tanto do Afro House quanto culturais, ao mesmo tempo em que encontrou uma maneira de adentrar o mercado pop e seu esforço de devolver à comunidade e enaltecer a cultura que o formou através de seus trabalhos filantrópicos e empresariais (sua gravadora está sempre lançando novos nomes da música sul-africana). 

Assistir a um set desse gênio musical é também aproveitar a possibilidade de estar no mesmo espaço que uma potência mundial, vai além de curtir suas músicas e toda a vibe que ele traz. Não perca a oportunidade de estar na estreia deste gigante em São Paulo, garanta já seu ingresso para a Savanah pelo app ou site da Ingresse clicando aqui.

Serviço

Savanah com Black Coffee

Data: 18 de março

Local: Vale do Anhangabaú

Atrações: Black Coffee e mais
Ingressos: sujeito à disponibilidade de lote via Ingresse com o cupom wegoout

Obrigatória a apresentação do comprovante de vacinação com duas doses, respeitando o intervalo mínimo de 15 dias após a segunda dose.

Informações de camarote: (11) 97158-4638 (WhatsApp).

Evento proibido para menores de 18 anos

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DJ, produtor musical e graduado em Comunicação Social pela ESPM SP, seu objetivo de vida é emocionar as pessoas e fazer com que elas sintam lá no fundo algo confortante. Seja tocando em festas, produzindo suas próprias tracks ou escrevendo textos, acredita que a música eletrônica tem o potencial único de unir pessoas e trazer bons momentos e experiências inesquecíveis.

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