Boris Brejcha conta sobre seus festivais de música preferidos

Boris Brejcha

Tivemos o prazer de conversar com o DJ e produtor alemão Boris Brejcha, que nos contou mais sobre seus festivais de música favoritos e sua relação com o Brasil. Confira a entrevista abaixo:

Boris, quais os cinco melhores festivais que você já tocou na sua carreira? Por quê escolheu esses festivais?
Essa é uma escolha difícil, existem muitos festivais bons. O primeiro seria o Universo Paralello – Bahia (Brasil) – pois toda minha carreira como DJ começou nele, foi minha primeira GIG. O segundo é AFP – Nizhny Novgorod (Rússia), o maior festival da Rússia. Eu toquei lá no ano passado e foi incrível, estava congelante mas todo mundo estava dançando demais. Minha terceira escolha é a Tribe (Brasil), pois eu realmente amo o público da América do Sul. Eles são muito intensos e esse festival em si tem uma produção massiva. O número 4 é um festival pequeno em Bonn (Alemanha), chamado Panama Open Air. Eu realmente amei tocar lá ano passado, tudo foi perfeitamente organizado, o palco era pequeno mas intenso. O último festival é o Sea You Festival, em Freiburg, também na Alemanha. Ele é feito a beira-mar, no verão e muito bem organizado, eu amei.


Nos conte mais sobre o fato do Universo Paralello ser sua primeira Gig em 2006. Como foi essa estreia?
Foi estranho, intenso e maravilhoso ao mesmo tempo. Para mim era a primeira vez viajando para o exterior. Junto com um amigo nós ficamos os sete dias de festival. Era totalmente novo para mim tocar como um DJ e tudo deu errado no início. Eu estava tocando com meu laptop e uma das primeiras versões do Traktor (um software). Por causa do clima o laptop não estava funcionando muito bem, e desligando toda hora. Eu Estava muito preocupado se iria funcionar na hora que eu fosse tocar, mas no fim deu tudo certo e o feedback do meu set foi incrível. Eu e meu amigo tivemos uma ótima experiência no festival, relaxando, nadando e nos divertindo. Eu sempre lembrarei disso até o final da minha vida. Também porque tive que dirigir 6 horas para chegar no festival!

Boris Brejcha
O que você acha do público brasileiro? Qual é a maior diferença entre tocar aqui e em outras lugares?
Eu amo o público brasileiro (sul americano). O público na Europa também é ótimo. Eu realmente amo tocar aí e também no resto do mundo, mas as pessoas da América do Sul tem uma conexão mais sensata com o artista. por exemplo, eles esperam 5 horas na porta do hotel só para tirar uma foto, e se não der certo está tudo bem, ou então viajam 7 horas de carro para ver seu DJ favorito tocando. Acredito que pode ser pela cultura ou também de acordo com quão famoso você é em cada país.

Sua máscara lembra uma máscara de carnaval, foi essa sua ideia? Como surgiu?
Sim, a máscara que uso agora é de Veneza. No começo da minha carreira a máscara Joker (que lembra um palhaço)  era apenas uma ferramenta para atrair mais atenção. Eu queria fazer alguma coisa especial para me diferenciar dos outros DJs. Mas a máscara se tornou parte de mim, uma parte de todo negócio “Boris Brejcha”, e isso é legal em vários aspectos.  Quando estou tocando, combinada com a música, a máscara cria uma atmosfera especial para as pessoas. E toda vez que você vê um DJ com uma máscara no estilo “Joker” você já sabe, é Boris Brejcha. Isso realmente é especial para mim, é uma característica que nunca perderei.

Você sempre está vindo para o Brasil. Você acompanha a cena eletrônica por aqui? Quais DJs são mais promissores para você?
Boa pergunta, pois eu não estou tão por dentro da cena da música eletrônica. Eu tento escutar unicamente minha música, e no meu tempo livre outros estilos de música. A razão para isso é que eu realmente não gosto de copiar nada. É por isso que eu escuto muito Hans Zimmer, por exemplo. Ele é um ótimo produtor de trilhas sonoras de filmes.

De tudo que eu já vi na cena brasileira, posso dizer que a DJ ANNA está fazendo um ótimo trabalho. Ela consegue deixar sua música underground. Também sou um grande fã de Gui Boratto.

Você já tocou em vários festivais pelo Brasil, menores e maiores. Você tem um festival favorito por aqui? E pelo mundo? 
No Brasil, sempre escolherei o Universo Paralello e a Tribe. Ambos viraram como família para mim ao longo dos anos. Pelo mundo, escolho o mesmo: Universo Paralello, onde começou minha carreira.

Boris Brejcha


Nos dias de hoje o techno está ganhando mais espaço na cena. Temos festivais como Awakenings, Dekmantel, Welcome to The Future e podemos falar até do Tomorrowland – que vem dando cada vez mais espaço ao estilo. Quanto você acha que esse estilo ainda irá crescer? Você prefere tocar techno em uma pista grande ou pequena?
Eu não falaria que o Techno está ganhando mais espaço. O Techno é mais para a origem da música eletrônica, e é como um círculo, em um dia está maior e em outro nem tanto. O que tenho certeza é que o Techno é para sempre. 

Para mim é mais intenso tocar em pistas pequenas, pois a conexão com o público é impagável. Por outro lado, grandes festivais são bons também, pois você consegue ganhar novos fãs. Visualmente é incrível quando você está tocando suas próprias tracks e o pessoal está indo a loucura. Nunca me cansarei disso.

Finalmente, nossa última pergunta! Quando você virá para o Brasil novamente? Que lugares você gostaria de tocar por aqui (tanto que você já tocou quanto os que você ainda não teve a chance)?
O plano é voltar em 2019. Sei que é muito tempo, mas faz sentido não estar aí o tempo todo, ou pode se tornar chato. Eu amaria tocar novamente na Tribe e o Universo Paralello em 2019 e com certeza estamos planejando mais showcases Boris Brejcha pelo Brasil.

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Tem duas paixões na vida: viagem e música. Com mais de 30 países na bagagem e muitas histórias em festivais, escolheu os cinco dias acampada na lama do Glastonbury e a mágica de trabalhar no Tomorrowland Bélgica como as experiências mais incríveis que já teve.

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