Com várias polêmicas, saiba como foi o Lollapalooza Brasil 2017

Muita gente quer saber como foi oLollapalooza Brasil 2017, ou então não curtir segunda-feira dia oficial da ressaca pós-Lolla. Enquanto algumas pessoas ainda estavam com a cabeça lembrando dos melhores shows que viram na vida, outros estavam mais animados para contar o que viveram e responder às polêmicas que circularam pela internet.

Então antes de contarmos a nossa versão e ponto de vista de como foi o festival, vamos relembrar alguns acontecimentos que geraram a maior parte de comentários:

– Maior lotação da história do Lolla Brasil Para quem não estava acreditando nessa edição do Lolla, tanto pelo line ou até pelo preço dos ingressos e a crise, pode ter se chocado com essa informação! Foram 100 mil pessoas no sábado e 90 mil no domingo! A lotação pôde ser percebida principalmente na hora das filas para comprar bebida e carregar a pulseira. Um dos grandes culpados pode ter sido a tão falada Pulseira Cashless, que deveria ter facilitado o processo do carregamento e compra de bebidas, mas que com alguns problemas de sistema e falta de preparo de quem utilizava, dificultou mais do que ajudou.

– The Chainsmokers “roubam” público do Metallica, segundo site de notícias Rolou um auê de uma notícia super tendenciosa do G1 afirmando uma série de acusações e depreciando o show da dupla de EDM que tocou ao mesmo tempo da tradicional banda de metal. É claro que as duas performances são completamente diferentes e atendem a público distintos. Muito difícil (quase impossível) alguém que tenha saído de casa para ver Metallica tenha sido “abduzido” pelas batidas da Dance Music dos dois jovens. As pessoas que estavam lá no palco do Chains foram para ver exatamente aquela apresentação, cheia de fogos, papel picado e hits. A apresentação seguiu o estilo que as referências do EDM costumam fazer e fez a galera dançar do começo ao fim, não só com hits próprios, mas com diversos remixes das principais músicas desse estilo.

– A apresentadora do canal BIS e Multishow Titi Müller critica o DJ Borgore ao vivo antes da apresentação Uma das notícias mais comentadas do festival foi essa, com o vídeo da Titi circulando pela timeline de todo mundo, sendo recebida tanto por elogios da atitude da apresentadora, mas também por algumas críticas. Para quem não acompanhou, ela falou ao vivo que o artista tem letras machistas, misóginas e babacas, como por exemplo “aja como uma vadia mas antes lave louça”. Somos #teamtiti porque acreditamos que ela teve coragem de aproveitar uma situação de exposição para trazer questões importantes que agora estão sendo discutidas, abrindo os olhos dos fãs que seguem músicos sem saber o que eles tem a dizer ou que apoiam esse tipo de mensagem machista nas músicas.

como foi o Lollapalooza Brasil 2017

Depois dessas que foram algumas das notícias mais comentadas, vamos contar como foi nossa experiência: .. Normalmente vamos aos festivais com um olhar 360º, para entender cada canto do evento e saber quais experiências estão sendo oferecidas. Fazendo isso, normalmente acabamos perdendo alguns shows e o espírito que está rolando em cada palco. Dessa vez resolvemos fazer diferente e curtir da forma que fazíamos nos velhos tempos, buscando os shows que mais gostávamos e vendo o que a galera estava sentido, pulando e dançando até o final. E assim fizemos tanto no sábado quanto no domingo e podemos contar aqui como foi o Lollapalooza 2017. .. No primeiro dia chegamos em torno das 2h30 e entramos pelo portão 7, próximo de onde o Cabify nos deixou. Ir de Cabify foi uma ótima opção considerando que tinha código promocional especial para o Lolla. Como a grande maioria vai de metrô, essa opção ajuda tanto na rapidez para chegar (não tem que enfrentar aquela caminhada final), quanto na entrada (os portões são mais vazios dos usados pela galera que chega de metrô).

Entramos no festival e demos de cara com o show do Bob Moses no palco Axe. Como adoro eles, valeu a pena ficar um pouco por lá e sentir a animação do show. Logo depois fomos curtir o show do Glass Animals no palco Onix, que estava quase no final. Deu para ver as últimas músicas e dançar ao som da “Gooey” que é minha favorita!

Depois foi hora de ver as irmãs gêmeas Tegan e Sara novamente no palco Axe, que estavam estreando no Brasil. Ficamos por algumas músicas, sorte que deu tempo de ouvir “I Couldn’t Be Your Friend”, e já saímos correndo para o show do The 1975, que foi aquecendo a plateia até fechar com “The Sound”, que foi lindo de se ver! Lembrando que os dois palcos ficam em cada extremo do autódromo, então essas idas e vindas foram super cansativas e no final do show já estávamos mortas! Pelo menos conseguimos cumprir a tarefa de ver as bandas que mais queríamos durante a tarde.

Lollapalooza Brasil 2018

Um dos shows mais aguardados estava chegando, The XX e antes de curtir de perto pelo canto esquerdo, fomos pegar bebida e olha, a tarefa não foi fácil, muita fila e demora e em alguns bares a cerveja tinha acabado. Ponto negativo para o Lolla. Mas o show estava começando e a partir daí não deu para pensar em outra coisa que não fosse a linda sequência de músicas que o trio britânico tocou. Começaram com “Say Something Loving” e terminaram em um lindo coro de “Angels”. Acho que muita gente lembrou da mini série Amores Roubados ao cantar “As in love with you as I am, they would be, in love, love, love”.

No último horário da noite nós nos separamos. Eu fui curtir o The Chainsmokers e a Jode foi ver Metallica. Eu curti bastante a dupla, que fez um show lotado e bem empolgante, com tudo o que uma apresentação de EDM tem direito (achei a apresentação mais barulhenta do que eu esperava, mas, como já falei, longe de ser a tragédia que o G1 reportou). Metallica, segundo a Jode, fez um show com uma vibe altíssima, todo mundo sentindo e cantando todas as músicas.

No domingo chegamos um pouco mais tarde (não foi fácil se recuperar do cansaço de sábado) e chegamos com um grande impasse de shows: e Two Door Cinema Club. Na dúvida, resolvemos ver metade de cada. Já havíamos visto um show da MØ na Inglaterra no ano passado e tinha sido sensacional. Dessa vez achamos ela um pouco mais controlada, menos louca. Já TDCC não tem como dar errado, todas as músicas são animadas e curtimos cada segundo do show. Logo já estava escurecendo e era a hora do The Weeknd. Que show, minha gente! Não esperávamos uma apresentação com aquela energia, todo mundo pulando do começo ao fim. Muitos ficaram com a sensação de “gente, conheço mais música dele do que imaginava”

Para finalizar o festival, fomos ver The Strokes. Nossa expectativa não era alta porque os últimos shows que vimos da banda já tínhamos notado que eles não tem uma sintonia ao vivo, além deles resolverem sempre arriscar as músicas novas que não são tão animadas e conhecidas, o que deixa a galera menos empolgada. Dessa vez seguiu a mesma linha, e apenas os hits levantaram todo o público. Fora que eles deixaram de fora do setlist algumas ótimas músicas como “You Only Live Once”, “Under Cover of Darkness” e “Take it or Leave it”.

Uma pena que não conseguimos ficar muito tempo no palco Perry, mas a programação agradou bastante! Estava tão movimentado que em algumas apresentações como Vintage Culture e Martin Garrix os portões foram fechados para suportar a quantidade de pessoas do palco. Acho que é mais do que um sinal que o festival precisa rever o tamanho do palco eletrônico, pois com tantos artistas renomados nesse palco, cada vez mais pessoas querem curtir por lá.

No fim, como foi o Lollapalooza Brasil 2017? No geral o festival foi muito bom!! Continua crescendo e atendendo as expectativas do público. Traz cada vez mais novidades e estrutura, mas ainda peca em algumas questões de fila. O line up estava super diversificado, atendendo ao gosto de muita gente (o que colaborou para o recorde de público).  . Cada pessoa tem seu estilo de curtir um festival. Tem a galera que chega 10h da manhã e já gruda na grade dos palcos, tem o pessoal que anda por tudo e explora todas as ativações das marcas. Tem os vips que não saem do Lolla Lounge e tem os que querem aproveitar o máximo de shows e ficam correndo de um lado para o outro, que é mais nosso estilo! O que importa é aproveitar e sair com a sensação de que valeu muito a pena cada centavo investido!

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Administradora paranaense, morou alguns anos em São Paulo e adora as várias opções de festas e eventos que a cidade oferece. É viciada em festivais, não tem medo de encarar um sozinha! Já passou por mais de 15 fora do Brasil, como Creamfields (UK), SXSW (Austin), Coachella (CA), Ultra (Miami e Croácia) e Mysteryland (NL). Divide suas paixões musicais entre techno e indie rock!

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