Como foi a edição de 15 anos do Kaballah Festival

Nesse final de semana rolou a edição de 15 anos do Kaballah Festival no parque de diversões Hopi Hari, em Vinhedo – SP! O evento vem passando por um reposicionamento de marca nos últimos anos, com um estilo mais abrangente e moderno. A prova disso foi a diversidade do público de mais de 20 mil pessoas, que englobam os fãs de música eletrônica comercial, os seguidores do techno e amantes do tradicional psytrance.

Se preferir, veja o video com a nossa experiêcia por lá antes de ler nosso review:

Uma das primeiras decisões a ser tomada quando se fala em um festival no Hopi Hari é como chegar, pelo fato de ficar consideravelmente longe de São Paulo (80km). Nós decidimos que a melhor opção para chegar até lá seria uma excursão. Escolhemos a Alien Ingressos e tivemos uma ótima experiência. Chegamos no terminal da Barra Funda às 14h e eles tinham vários ônibus disponíveis para a ida ao festival. Conforme os ônibus iam enchendo já saiam então no horário combinado já estávamos a caminho. O trajeto até o Hopi Hari demorou pouco mais de uma hora, e logo depois das 15h já estávamos estacionando no parque.

Apesar da fila estar dividida entre homens e mulheres, o espaço de entrada do Hopi Hari não conseguiu dar vazão ao tanto de pessoas que chegavam ao mesmo tempo e a maioria do pessoal ficou muito tempo esperando para ser revistado. 

Assim que entrava no evento, dava para notar que os palcos estavam bem divididos dentro do parque. Em frente à entrada, com a roda gigante ao fundo, ficava o palco Masquerade. Enquanto ainda era dia, o palco acabou funcionando como um aquecimento para quem ia curtindo a música no caminho para os outros palcos, mas ao cair a noite, foi ganhando forma e recebeu ótimas apresentações dos DJs Bruno Furlan, Walker & Royce e Mat.Joe. Sem deixar de destacar, é claro, do “dono” do palco e principal atração da noite, o DJ Claptone.

15 anos do Kaballah Festival

O palco principal Só Track Boa estava com uma nova estrutura, em formato triangular, com o DJ na parte de baixo e três camarotes, um atrás e um de cada lado. A decoração do palco impressionava, parecia um jardim suspenso que, junto com os fogos de artifício, formava um lindo espetáculo visual. 

15 anos do Kaballah Festival

O espaço destinado à pista foi suficientemente grande para comportar o público que lotou várias apresentações durante a noite. Podemos dizer que foi na hora do lindo live do Elekfantz b2b Gui Boratto que o palco começou a encher para receber uma das atrações mais esperadas da noite, o DJ Vintage Culture. Seu set repleto de hits não deixou ninguém parado e foi nesse momento que o festival começou de fato para a maioria das pessoas. A sequência com Bruno Be, Cat Dealers, Chemical Surf e Gabriel Boni foi suficiente para conquistar ainda mais fãs do palco STB.

O palco Elrow foi o segundo com maior destaque (e mais elaborado) do festival, que estava super bem decorado com o tema Bollywood e lembrava muito a estrutura da festa que aconteceu em São Paulo, só que dessa vez ao ar livre. Oliver Huntemann e Sven Väth fizeram sets que juntou o melhor da música eletrônica com a vibe da festa: papel picado, infláveis e personagens interagindo com a galera.

15 anos do Kaballah Festival
Foto: Fernando Sigmaa

Além desses três palcos ainda tinham mais dois: o Michael Deep, que ficou em um cantinho mais afastado. Durante a madrugada rolaram algumas projeções e um line up repleto de DJs revelação na cena brasileira: KVSH, Shapeless, Dubdogz, Liu e JØRD.

15 anos do Kaballah Festival

O palco Psycho Roots ficava em um espaço grande e fez a festa dos que deram preferência para escutar psytrance, comandado por grandes nomes como Neelix, Mandragora, Major7 e Paranormal Attack.

15 anos do Kaballah Festival

Um dos grandes problemas que dificultou transitar de um palco para o outro durante a noite foi o frio, que atrapalhou muito. Mesmo com várias blusas o vento não deu trégua e muitas pessoas acabavam tendo que procurar um cantinho mais quente para se esconder. Além disso, no final da tarde ainda caiu uma chuva e com ela vieram alguns problemas como a falta de sinal para conseguir carregar o cartão do bar, o que acabou gerando filas e alguns bares fechados momentaneamente ou só aceitando dinheiro.

Um dos benefícios de fazer um festival no Hopi Hari é a possobilidade de usar os brinquedos durante o evento! Muitos deles esstavam funcionando, sem muita fila, até às 18h e alguns foram até às 2h. Incluisive nós aproveitamos que estávamos passeando pelo parque e que o tempo ainda estava estável para andar de montanha russa. Foi muito divertido e deu um clima diferente ao festival.

15 anos do Kaballah Festival
Foto: Fernando Sigmaa

Com relação aos preços, achamos que estava OK com relação a outros eventos parecidos. A Itaipava Go Draft custava R$10, assim como a água e o refrigerante. A dose de vodka Smirnoff custava R$15 e a dose de gin Gordon’s era R$20.

Para quem buscava mais conforto, tinha o Lounge Itaipava Go Draft em frente ao palco principal, que era um dos únicos locais com uma tenda, o que deixava menos frio que os outros espaços. A área contava com open bar de Gin Tanqueray, Vodka Ketel One, Cerveja Itaipava Go Draft e outros drinks, além de espaço para massagem e jogos de fliperama.

Mesmo com o frio intenso, tiveram muitos sets imperdíveis que fizeram a galera ficar até de manhã no parque. Às 7h, quando tudo já estava acabando, os sobreviventes iam se direcionando ao estacionamento em busca dos carros e excursões, inclusive nós, que rapidinho encontramos o pessoal da Alien Ingressos e saimos de lá felizes pelo ônibus partir na hora certa e sem enfrentarmos problemas no transporte.

O Kaballah Festival fez uma grande edição em 2018, atraindo um público que é apaixonado por música eletrônica, diversão e que busca um serviço de qualidade. O tempo ruim certamente jogou contra e dificultou o processo de entregar um festival excelente, mas é importante que o evento absorva todos os problemas enfrentados, seja com fila, sistema, mais espaços cobertos, e garanta que teremos uma edição ainda melhor em 2019, com a mesma energia e vibe que o público e os DJs criaram no decorrer das 18 horas de música.

15 anos do Kaballah Festival
Foto: Fernando Sigmaa

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Tem duas paixões na vida: viagem e música. Com mais de 30 países na bagagem e muitas histórias em festivais, escolheu os cinco dias acampada na lama do Glastonbury e a mágica de trabalhar no Tomorrowland Bélgica como as experiências mais incríveis que já teve.

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