Como foi o Dekmantel SP por diferentes olhares e experiências

Rolou nos dias 03 e 04 de março o tão aguardado Dekmantel SP e nós ainda estamos em êxtase. A edição brasileira do festival holandês aconteceu no antigo Playcenter, que reabriu as portas para um final de semana de muita música de qualidade. Permeando por diferentes estilos, do techno ao jazz, do disco ao samba (sim, teve muita música brasileira no palco Gop Tun), tudo por lá tinha o objetivo de fazer com que o público experimentasse músicas novas e abrisse sua mente para o desconhecido. 

Como foi o Dekmantel SP
Mainstage – Foto: Ariel Martini

Às vezes, vem à cabeça alguns flashes dos nossos momentos vividos por lá e a sensação contraditória de ter curtido muito o evento e ao mesmo tempo de ter deixado muita coisa boa passar! Vimos sets impagáveis como o do tão esperado Four Tet no mainstage, a animação do Modeselektor fechando o primeiro dia, Kobosil quebrando tudo no palco UFO, Willikens & Ivkovic no Selectors e Selvagem no Gop Tun. Isso citando menos de um terço das memórias que presenciamos por lá.

Como foi o Dekmantel SP

Se os holandeses queriam trazer a qualidade e organização de um festival europeu para o Brasil, parabéns, a tarefa foi cumprida! Mais uma vez vimos palcos bem distribuídos, banheiros limpos e completos, com descarga, papel, torneira e também uma bela ativação da Natura Faces oferecendo maquiagem! Na entrada foram distribuídas capas de chuva quando a água começou a cair e também tinha repelente para passar na galera! Tinham bares em bastante quantidade e ótimo acesso para chegar e para se locomover lá dentro, praticamente não existia fila para nada.

A beleza do Playcenter tomado pelas árvores também deu um charme especial ao festival, fazendo do verde das folhas a principal decoração. Os preços das bebidas eram justos, considerando o preço médio de festas e festivais em São Paulo, e as opções oferecidas eram diferentes do que normalmente é encontrado pelo Brasil. Cerveja Stella Artois por R$12 e Hoegaarden por R$18 fizeram a alegria de muitos!

Como foi o Dekmantel SP
Palco Selectors – Foto: Ariel Martini

Além dos dois dias de festival ainda teve duas afterparties oficiais do Dekmantel no Sambódromo, com um line up também invejável. No sábado a experiente Lena Willikens tocou por algumas preciosas horas e no domingo a surpresa foi encontrar um b3b despretensioso de Nina Kravz, Marcel Dettmann e Kobosil. Como não se emocionar com uma madrugada de segunda-feira tão mágica, não dava para dizer que em poucas horas o mundo voltaria ao normal! 

Ah, a Nina Kraviz, nossa ídola, até compartilhou o video que fizemos dela no after! Como sabemos que a experiência de cada um no festival é única e é impossível generalizar as opiniões para afirmar que o festival foi ou não um sucesso, resolvemos convidar amigos que também são pessoas atuantes na cena da música eletrônica para nos contar suas principais impressões de como foi o Dekmantel SP 2018:

“Você olha para o lado e todos estão sorrindo. Você vai ao banheiro e todos estão sorrindo. Você caminha entre as pistas e todos estão sorrindo. Você chega ao bar e todos estão sorrindo. Esse é o resumo do Dekmantel São Paulo 2018: todos estavam sorrindo. E como não sorrir com um evento que te proporciona tantos momentos únicos no meio de sua cidade, com seus amigos e artistas como Lena Willikens & Vladimir Ivkovic, Stingray, Mall Grab e Four Tet? Isso é um festival de verdade: uma troca de experiências marcantes que ficará para sempre em sua memória. Obrigado Dekmantel por tudo mais uma vez! – Alexandre Formagio, diretor da Media Education

Felizmente, depois de 20 anos, voltamos à era de ouro da música de pista (ou dance music, como preferir). E isso foi o que vimos neste último Dekmantel. Esta liberdade poética que os berliners do Modeselektor tiveram ao mixar Underworld (Born Slippy) com Frank Ocean (Nikes). Dos holandeses dos Dekmantel Soundystem, fundadores do festival, prestarem um tributo à música Brasileira tocando a versão do Numumbah para Tudo Que Você Pode Ser do Lo Borges. Da Peggy Gou tocando Donna Summer (I Feel Love) e Underground Resistance (Make Your Transition) no mesmo set. E o Four Tet. Ah, o Four Tet. Se um festival representa o espírito do tempo, o Dekmantel é um exemplo do que está acontecendo hoje em clubes, festas e ruas do Brasil. O festival é um grande encontro da DJ culture pós-moderna. A segunda edição do Dekmantel São Paulo se consolida, supera a maldição do segundo álbum e mostra que veio para ficar.” Franklin Costa, co-fundador do Projeto Pulso e OCLB

Como foi o Dekmantel SP
Formagio e Franklin no Dekmantel

“Acho que o layout do Playcenter conectou melhor os palcos e trouxe mais áreas de sombra natural por conta das árvores. Acho que os Mulheres Negras, banda de Rock Experimental da década de 80 me impressionou e fez um show que agradou muito o público no final do domingo no palco do Gop. As minhas outras apresentações prediletas foram DJ Stingra, Lena Willikens x Vladmir Ivkovic, Anthony Parasole, Bufiman, Jayda G e Antal.” Caio T – DJ e Produtor Gop Tun

“Pairava um certo receio no ar de que o Dekmantel São Paulo poderia sofrer da famosa “síndrome do segundo álbum” (aquela que acomete bandas e artistas que tem trabalhos de estreia geniais e não repetem a dose no segundo). Pra minha sorte e de quem esteve em São Paulo nos dias 3 e 4 de março isso não aconteceu. Havia uma expectativa em torno da nova locação e a instalações amplas repletas de uma cenografia natural exuberante certamente igualaram o Playcenter ao Jóquei – pra muitos, ultrapassaram. A curadoria caprichou muito e assim como em 2017 era possível circular por todos os espaços ouvindo sempre música de primeiríssima qualidade. Midland, Lena Willikens e Vladimir Ivkovic, Four Tet, Antal e Peggy Gou fizeram algumas as melhores apresentações que ouvi na noite – por razões pessoais não pude circular muito nem me estender pra programação noturna, que foi elogiadíssima. A estrutura e o serviço merecem uma observação a parte: staff educado e prestativo, preços razoáveis e zero filas colocam o festival como um exemplo a ser seguido pelos demais eventos do porte no país!” João Anzolin – co-fundador do Festival Subtropikal e agência Hot Content

Como foi o Dekmantel SP
Foto: Eduardo Magalhães

Já sabe quais são os principais festival no Brasil em 2018? Confira nesse post

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Administradora paranaense, morou alguns anos em São Paulo e adora as várias opções de festas e eventos que a cidade oferece. É viciada em festivais, não tem medo de encarar um sozinha! Já passou por mais de 15 fora do Brasil, como Creamfields (UK), SXSW (Austin), Coachella (CA), Ultra (Miami e Croácia) e Mysteryland (NL). Divide suas paixões musicais entre techno e indie rock!

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