Como foi a XXXPERIENCE edição 20 anos

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No sábado dia 12 de novembro rolou o festival XXXperience edição 20 anos! Nós fomos conferir e vamos dar todos os detalhes de como foi aqui, ajudando com dicas para quem quiser ir nas próximas!
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A XXX aconteceu na fazenda Maeda, em Itu, a pouco mais de 100km de São Paulo. As duas opções principais para chegar lá são 1) alugar um ônibus das várias excursões oficiais ou 2) ir de carro e pagar o estacionamento (que custava R$70 reais antecipado). Como nós não queríamos nos preocupar em dirigir depois de 15h de festa, resolvemos pegar um ônibus organizado pela Good Vibes. Depois de passar por vários problemas com eles, entendemos que a escolha da excursão é MUITO importante então resolvemos fazer um post só sobre isso, vocês podem conferir aqui!
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XXXperience edição 20 anos 
Chegamos por volta das 18h no local. A fila estava imensa, mas tivemos a sorte de ter credencial de imprensa com acesso liberado, então não tivemos que esperar. Assim que entramos fomos conferir os quatro palcos e gostamos muito do que vimos. O Love stage, palco principal, estava com a decoração super bem feita e a cabine dos DJs super visível mesmo para quem estava de longe. O Peace e o Union Stage tinham um espaço ótimo para o público, e o palco Skol Beats by Joy, era em um espaço fechado, com acesso somente para quem comprou o ingresso Backstage.
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XXXperience edição 20 anos
Para nossa alegria não choveu durante o dia e pudemos andar bastante pelo espaço, explorando cada cantinho do festival. A estrutura como um todo estava boa, até com pias do lado de fora dos banheiros para lavar as mãos. A única coisa que não esperávamos era o preço salgado do consumo lá dentro. O lanche mais barato era um cone de batata-frita, que custava R$12,50, enquanto o hambúrguer custava $20. A água, de 300ml, era vendida a R$7,50, a cerveja a R$10 e o energético a R$17,50, o que não agradou muito o público de uma maneira geral.
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Caiu a noite e com ela uma garoa que ficou até o raiar do dia. Felizmente não rolou muita lama, e os tênis puderam sair quase intactos. Fomos aproveitar para curtir mais os palcos e o primeiro que passamos mais tempo foi o Peace Stage, que estava em um formato novo pela organização. A noite foi feita com b2b de vários DJs de trance que marcaram outras edições da XXXPERIENCE. Por lá estava o pessoal mais agitado do festival, numa vibe incrível.
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Saímos para a apresentação do DJ Alok no palco principal. Com um set que agradou todo mundo que estava por lá, ele não economizou nos fogos de artifício e chuva de papel picado. Chamou no palco os artistas internacionais Zeeba e Iro, duas de suas mais novas parcerias para cantar seus hits “Me & You” e “Hear me Now”. Tivemos o prazer de fazer uma entrevista com ele logo após o show, confira abaixo! Ele reforçou o quanto gosta de tocar em festivais grandes e que a experiência na XXX tinha sido incrível, com a galera super animada acompanhando seu set durante todo o tempo.

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XXXperience edição 20 anos

Após a entrevista fomos conferir Steve Angello, que fez uma das apresentações mais aguardadas pelo pessoal que ficou a maior parte do tempo no Love Stage. Dizendo que estava muito feliz em voltar para o Brasil, fez um set que animou todos que estavam por ali. tage rolava o B3B (com os DJs Mau Mau, Anderson Noise e Renato Cohen), que esquentavam a galera que estava na expectativa da entrada do DJ Stephan Bodzin. Quem estava por lá viu um set incrível, e saiu de lá com a sensação de que foi a melhor apresentação do festival.
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Voltamos para o espaço dos artistas pois tínhamos mais uma entrevista com o FTAMPA! Super simpático, nos recebeu muito bem e falou da sua empolgação de tocar na XXXPERIENCE! Ele saiu de lá e fez um set memorável no festival, com músicas comerciais que todo mundo cantava o tempo todo. ­­

XXXperience edição 20 anos 
Com o fim do set, chegou a vez do Chapeleiro introduzir o Trance para o palco principal. Nós saímos para ver Ben Klock, que tocava para o pessoal que ainda lotava o Union Stage, passamos pelo Gabe fechando o Backstage e pegamos o fim de Szaki e Infected Mushroom no Love Stage. Nem parecia que era 8 da manhã e que a maioria do pessoal estava ali fazia muitas horas. Os caras não deixaram ninguém ficar parado e todo mundo aproveitou até o último segundo do set.
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Fazendo uma análise do festival como um todo, achamos que a XXXperience estava muito bem estruturada. Tirando o fato de que o som do Love interferia no som de quem estava um pouco para fora do Union e do Peace Stage, os palcos estavam bem organizado e que o espaço recebeu muito bem os milhares de fãs da música eletrônica que estavam ali. A vibe da galera estava incrível, o festival atendeu bem os diferentes estilos com os quatro palcos e fez a noite de muita gente inesquecível.
XXXperience edição 20 anos XXXperience edição 20 anos  
O único ponto que colocamos aqui como uma ressalva é a segurança. Enquanto andávamos por lá com as câmeras ouvimos muita gente falando para tomarmos cuidado pois estava rolando arrastão no meio do pessoal. Mesmo ficando das 17h às 09h, não vimos nada de errado dentro do festival, só escutamos os comentários.
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O problema foi o que presenciamos na saída. Felizmente encontramos nosso ônibus com facilidade e entramos para esperar o resto do pessoal, mas o que vimos a partir daí foi digno de um filme de terror. Eram mais de 9h da manhã, o dia estava claro e existiam grupinhos de assaltantes usando drogas como se o território fosse único e exclusivamente deles. De repente eles escolhiam uma pessoa, se juntavam em mais de 10 e iam assaltar e até mesmo bater em quem apenas estava tentando ir embora. Ficamos uma hora no ônibus entre o tempo de chegar todo mundo e conseguirmos sair do estacionamento, com todo mundo em pânico. Me senti num episódio de Black Mirror, com todo mundo assistindo o caos generalizado sem poder fazer nada. Não havia UM segurança para manter o controle, não havia polícia, nem nada que pudesse deter aquelas pessoas de estragar o festival de todo mundo que estava ali apenas para aproveitar.
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Lemos muitos comentários de pessoas que foram assaltadas dentro e fora do festival, e sobre como é comum nos eventos que acontecem no Parque Maeda (como a Tribe também) isso ser uma prática. Ouvimos histórias de pessoas que presenciaram a hora em que uns 200 desses moleques tentaram invadir a entrada, fizeram arrastão no pessoal que estava trabalhando e roubaram pulseirinhas para ter livre acesso ao evento. Também houveram relatos de pessoas que foram roubadas pelos próprios seguranças, ou que eles pediam algo em troca (dinheiro ou droga) para liberar o que tivesse na mochila.
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É um absurdo que depois de um festival tão bem organizado, que proporcionou momentos inesquecíveis para muita gente, o que fique seja a falta de segurança e o medo de passar por isso de novo. A XXXPERIENCE é brasileira, é nosso orgulho de festival bem feito, cresceu muito nesses 20 anos e está bonita de ver. Mas precisa focar no que é mais importante para todo mundo, a segurança e a garantia de sair de lá do jeito que você entrou. O festival precisa se juntar com os órgãos públicos e pensar em alternativas para evitar que isso aconteça novamente, pois é uma pena ter que deixar de ir em uma festa tão boa por toda essa insegurança.

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