DJ André Valença conta como foi tocar por 2 verões na Europa e seus novos projetos

O sonho de muitos DJs no Brasil é poder fazer uma turnê fora do Brasil,  principalmente pela Europa. Imagina como seria a conquista de ser residente em uma festa no velho continente, com lotação máxima durante todo o verão europeu. Foi nessa situação que conhecemos o DJ recifense André Valença, quando fomos cobrir a festa La Belle Musique, em Malta.

Fomos em uma noite de agosto conferir outro brasileiro, que era headliner da festa no club Gianpula Village, o bombado Bruno Martini. Depois de conhecermos o Bruno no Tomorrowland, ele nos convidou para a festa em Malta, já que seria bem na data que passaríamos por lá. A surpresa, além de uma noite lotada e com boa música, foi conhecer o André, que encerrou a festa com um som de primeira.André Valença

Batemos um papo com o pernambucano, que nos contou um pouco da sua história e nos despertou muita curiosidade, já que estava pelo segundo ano em turnê pela Europa. Além disso, descobrimos que o DJ estava voltando para o Brasil com um novo projeto, o duo The Mechanical Waves com participação do também produtor Kaique Slater.

André Valença começou a carreira de DJ e produtor em 2014. No ano seguinte investiu no club Profana, localizado na capital pernambucana, Recife. O espaço foi referência para as festas locais, com localização privilégiada e proposta inovadora. Em 2016 o projeto MONOCOLOUS se apresentou em seu primeiro palco grande, festival RecBeat, que atrai mais de 40 mil pessoas.

Ainda em 2016, André se lançou em mais uma aventura, tocar na Europa. Passando por Budapeste e fazendo um dos seus sets mais incríveis no ruinpub Instant. Ao retornar ao Brasil se apresentou em São Paulo, ao lado do Teenage Mutants no palco da clash club. Lançando no fim do seu primeiro remix, através da G-Mafia records, da música “Knights of Cydonia – MUSE”.

Em 2017 um grande amigo, Mykill Cini, aclamado como DJ nº1 em Malta fez o convite e André partiu mais uma vez para o velho continente. “O Mykill é Residente do Cafe Del Mar e o maior DJ da ilha com programa de rádio e uma agenda completamente lotada. Havíamos um plano de trazê-lo ao Brasil para uma turnê, o mais engraçado é que terminou que eu fui fazer a turnê em Malta e ele foi meu agente nesse processo”, nos contou André.André Valença

O verão em Malta é um dos destinos turísticos mais procurados da Europa. André se apresentou nos maiores clubs do país. Além de ser destaque no Festival do La Belle Musique ao lado de Bruno Martini, foi residente na Boat Party, organizada por holandeses através da Party Malta Cruises, uma festa open bar super divertida no meio do mar mediterrâneo. Sunsets incríveis e energia contagiante, uma das melhores experiências para quem vai a Malta.

André Valença

Quando perguntamos qual o maior desafio de tocar fora do Brasil, André nos contou: A experiência de tocar em outro país é nunca saber o que esperar, o público é diferente, tem gostos diferentes, reagem a alguns timbres que a galera do Brasil não curte tanto e muitas vezes as músicas que fazem sucesso aqui são completamente desconhecidas lá. É legal, pois você pode explorar tracks muito boas e ainda contar com o elemento surpresa, mas por outro lado seu som pode soar chato para eles, então precisamos ter esse cuidado. É uma galera mais exigente, estão ligados na sua construção e são vidrados por long sets.”

Sobre outros diferenciais entre os dois continentes, o pernambucano disse: “Aqui no Brasil geralmente os artistas se apresentam 1 horinha apenas, eu acredito que para construir um set legal você precisa trabalhar bem o público e isso leva um tempinho a mais. Além disso a presença de palco é outro fator bem importante para os europeus, não basta tocar você tem que estar alí, interagir faz parte do show. O mais louco é que Malta não para durante o verão, 24/7, festas todos os dias e a todo momento, um incrível paraíso para os baladeiros. As vezes batia o cansaço, tinha semana que precisava tocar todos os 7 dias e mais de uma festa por dia. No final a sensação de dividir experiências e compartilhar música é única. Em 2018 já tenho uma nova turnê a caminho, pelo menos 4 meses fora do Brasil e alguns países pra apresentar o novo trabalho com o The Mechanical Waves”.

De volta para o Brasil, André deu início à gravadora PUZZL3 Records, formada essencialmente por DJs e produtores nordestinos. Que lançou dia 18 de dezembro seu primeiro V.A. com artistas regionais, projetando uma maior visibilidade na cena Nacional. Iniciou também o projeto duo The Mechanical Waves, que vem produzindo material de alto padrão nas vertentes de deep house e progressive house. Músicas completamente originais, contando com collabs de artistas internacionais. Em Janeiro está previsto o lançamento de sua primeira track “Sailors” com participação da cantora Yngrid Bitencourt através da gravadora americana, Deep Sounds.

Confira mais informações na Página do FB e o projeto Monocolous de André Valença abaixo:

 

CONFIRA MAIS:

- Para receber cupons de desconto e mais informações sobre festas e festivais de música, clique aqui
- Para participar dos nossos grupos exclusivos de wsapp e receber as novidades em primeira mão, clique aqui

- Siga também nossos perfis no Instagram: @bruejode e @wegoout

Administradora paranaense, morou alguns anos em São Paulo e adora as várias opções de festas e eventos que a cidade oferece. É viciada em festivais, não tem medo de encarar um sozinha! Já passou por mais de 15 fora do Brasil, como Creamfields (UK), SXSW (Austin), Coachella (CA), Ultra (Miami e Croácia) e Mysteryland (NL). Divide suas paixões musicais entre techno e indie rock!

Comente aqui:

Please enter your comment!
Please enter your name here