Entrevista: A pressão de pista do Hot Bullet retorna ao El Fortin nesse Carnaval

Uma união de mentes que respiram música eletrônica o tempo todo. Assim pode ser definido o Hot Bullet, projeto formado pelos DJs e produtores Marco Violent e Marc Ransson que ganhou destaque na cena brasileira após uma série de faixas de grande aceitação das pistas do país.

Marc e Marco são crias de São Paulo, nasceram e se criaram na principal metrópole urbana do país, absorvendo as mais diversas referências presentes na cidade. Essa mistura de traços e particularidades formou a identidade do projeto, criado em 2013. Desde o princípio do Hot Bullet há uma busca constante por novas sonoridades e formatos de construção musical dentro do segmento que a dupla atua. O feeling de pista e a pressão dos sets durante as apresentações também são marcas registradas do projeto.

Às vésperas do retorno da dupla ao El Fortin, falamos com eles sobre processo criativo, relacionamento com a cena do interior de São Paulo, último single lançado e muito mais. Confira:

Olá, meninos! Tudo bem? O processo criativo de uma dupla é certamente diferente do individual. Como vocês tem produzido as faixas de vocês atualmente?

Marco: O nosso processo é um pouco curioso… A gente tem duas formas de fazer um som: ou um começa uma ideia e passa para o outro ver o que achou e continuar, ou a gente discute uma ideia previamente, e parte pro estúdio pra começar e desenvolver a ideia. Temos outros compromissos em nosso dia-a-dia, e nem sempre os horários batem pra sentar junto no estúdio. O fato de tanto eu como o Marc termos estúdios e equipamentos em casa, e trabalhamos no mesmo DAW (Live) ajuda bastante nesse sentido.

Marc: Sem dúvidas o processo criativo de uma dupla é um pouco diferente, em nosso caso procuramos fazer uma soma de ideias, eu e o Marco sempre conversamos bastante, mas nem sempre conseguimos sentar ao mesmo tempo para produzir, até mesmo por que com o tempo, percebemos que existem timming diferentes de criação de cada um, mas sempre nos reunimos para finalizar os projetos.

Sabemos que o Hot Bullet conquistou um sucesso considerável em SP antes de ganhar as pistas de todo Brasil. Falem um pouco a respeito desse relacionamento com o interior paulista e da importância dessa cena pro crescimento do Hot Bullet.

Marco: A gente sempre foi frequentador de festas no interior de São Paulo, e vimos muito da cena atual começar por aqui. O Marc é um grande produtor de eventos no estado, e eu também faço eventos em alguns clubes em São Paulo. Naturalmente, isso gerou uma grande rede de relacionamentos e contatos para nós. Entendemos que muito do que está na cena hoje, teve início em nossa região. Isso nos ajudou a de certa forma sair na frente em alguns quesitos. Por ser um estado grande e populoso, existem vários núcleos e muitas regiões para a gente desenvolver nosso trabalho. Sempre soubemos dar valor ao estado nesse sentido, sem desmerecer as outras regiões do país.

Marc: O Estado de São Paulo sempre foi nossa casa,rs…eu e o Marco sempre fomos muito ativos na cena paulista, o que nos rendeu muitos contatos, e nos e consequentemente ajudou em muitas gigs.

Hot Bullet

O último single de vocês, Take Control, já bateu números interessantes nas plataformas digitais. Como foi produzir essa faixa ao lado do Gustavo Mota? Quais foram as principais inspirações que vocês tiveram para compor esse trabalho?

Marco: O Mota, além de nosso amigo, tem alguns gostos parecidos com o nosso. A química com ele é fácil e as ideias fluem muito bem. Essa é a nossa segunda música com ele. Na nossa primeira, “Just Game”, tivemos um relativo sucesso, com muitos DJs tocando, e alcançando ótimos números de venda e plays.

Marc: O Motinha é nosso amigo de longa data, sempre tivemos um bom entrosamento com ele, desde quando sentamos a primeira vez em estúdio para produzir a “Just Game”uma track que nos deu muitas alegrias, sendo Top 1 do Beatport. Sempre funcionou muito bem. Acho que podemos perceber isso nas duas track.

Sobre o relacionamento com as gravadoras: o que vocês tem tirado de melhor do aspecto humano e profissional desse cenário?  

Marco: Eu acredito que vivemos um momento com o qual foi sonhado por muito tempo: a possibilidade do público comum poder consumir música eletrônica além dos clubes. Isso ajudar a democratizar a música eletrônica, e as pessoas poderem consumir também o som que curte em festas em momentos cotidianos da sua vida. Enxergamos o potencial disso, e entendemos como as grandes gravadoras tem procurado explorar isso. Sentimos que existe uma tendência de “desmecanizar” a música eletrônica, com a grande massa podendo ter fácil acesso a música eletrônica, e entendendo que somos “além de bate estaca” ou “um monte de barulho de máquinas”.  

Marc: Acho que com o alavanque do Spotify, as grandes gravadoras entraram de vez no mercado da música eletrônica, até pouco tempo atrás o mercado da musica eletrônica era bem restrito a grande massa, por que as plataformas que existiam eram “undergrounds” ao grande publico. Com o Spotify, tudo mudou uma track eletrônica hoje pode facilmente chegar ao “trending topics” e ser acessível a milhões de pessoas.

A Summer Tour do Hot Bullet ficou marcada por uma sequência de gig’s impressionante até aqui. Quais são as melhores lembranças que vocês vão levar dessas últimas semanas?

Marco: Esse verão foi muito importante pra gente. Pegamos ótimas festas em diferentes regiões do país, e podemos perceber o crescimento de algumas tendências tanto em termos de festas, como em termos de público. Sinto que esse verão vai ditar muitas coisas pro nosso mercado. Estamos muito felizes com o resultado. Fomos recebidos de norte a sul do país com nosso som, e isso nos deixa muito realizados.

Marc: Desde o nosso início sempre fizemos ótimas tours de verão, eu particularmente gostei de todas de 2018, foram sempre ótimas, e o público sempre com uma energia incrível, nos recebendo de com toda a alegria.

Gigs, novidades, lançamentos: o que vem por aí em 2018?

Marco: Esse ano teremos muitas novidades, em todos os campos. Em termos de lançamentos, não podemos adiantar muitas coisas. Mas pra não passar batido, vou falar algumas: temos collabs vindo com os nossos amigos Shapeless, Doozie e muitas outras coisas. Tá bom, o resto não iremos dizer pra não estragar a surpresa, né?

Marc: Muitas novidades estão por vir, mas por enquanto é segredo, rs.

Para finalizar, que tal deixar um recado pra galera do El Fortin que vai encontrar vocês no Carnaval?

Marco: Estamos muito ansiosos pra voltar pro “Trevas”, ainda mais com um line up tão pesado e tão cheio de amigos. A gente adora o clube, sabemos da força da pista. Estamos preparando algumas surpresas especiais pro nosso set. Aguardem!!!

Marc: Estamos muito animados para está temporada de carnaval, já faz um tempo que estivemos no El Fortin. Voltar ao club em uma data tão especial, e com um line up de tantos amigos, sem dúvidas já nos causa muita ansiedade.

O Carnaval no El Fortin terá no line up ILLUSIONIZE, Chemical SurfGroove Delight,  Bruno FurlanHot Bullet. Confira mais informações do evento nesse link.

Hot Bullet

Quer saber a programação do Warung Day Festival? Confira nesse post.

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Administradora paranaense, morou alguns anos em São Paulo e adora as várias opções de festas e eventos que a cidade oferece. É viciada em festivais, não tem medo de encarar um sozinha! Já passou por mais de 15 fora do Brasil, como Creamfields (UK), SXSW (Austin), Coachella (CA), Ultra (Miami e Croácia) e Mysteryland (NL). Divide suas paixões musicais entre techno e indie rock!

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