Entrevista: Afrojack fala sobre seu retorno aos palcos e cita admiração por Chemical Surf

Entrevista Afrojack

O DJ e produtor Afrojack, um dos artistas mais inovadores e procurados do mundo, segue ano a ano quebrando as barreiras da música eletrônica para novas direções. O holandês foi nomeado uma das 50 pessoas mais importantes de EDM pela Rolling Stone e entrou na lista de músicos da Forbes ‘30 Under 30’.

Em 2010, ele foi um dos primeiros DJs a garantir uma residência em Las Vegas e continua como artista residente do grupo Hakkasan, além de se apresentar nos maiores clubes / festivais do planeta. Seus sucessos mundiais mais recentes são ‘Hero’ (com David Guetta), ‘We Got That Cool’ (com Yves V e Icona Pop), ‘1234’ (com Fedde Le Grand feat. MC Ambush), além do big hit ‘All Night’ (feat. Ally Brooke) lançado em 2020, que alcançou o #1 nas rádios de Dance Music dos EUA acumulando mais de 40 milhões de streams até o momento.

Aproveitamos esse grande momento de Afrojack para um bate-papo sobre seu retorno aos palcos, sua percepção sobre os produtores brasileiros e dicas para quem está iniciando a carreira de DJ e produtor. Confira:

Otavio: Para começar, queria compartilhar a curiosidade de que eu e você fazemos aniversário no mesmo dia! Sabemos que você vai tocar no UNTOLD, na Romenia, que começa no mesmo dia dos nossos aniversários, e a gente não pode pensar em uma maneira melhor de comemorar o aniversário do que voltando para o Mainstage e levando milhares de pessoas à loucura! Queremos saber: quão animado você está para essa gig?

Mal posso esperar! Eu realmente espero que tudo aconteça conforme o planejado, porque claro, nós nos desapontamos várias e várias vezes pelo último ano, mas eu estou pronto. É bom finalmente estar me preparando para um festival de novo. Eu estive preparando sets para streams, o DJ Mag stream, várias experiências de transmissão e TV, e agora poder estar me preparando para as pessoas, é bem animador!

Bruna: Sobre “Hero”, seu single com David Guetta, Ellie Goulding e várias outras pessoas incríveis. Como foi a experiência de trabalhar junto com eles para essa track?

Foram dois ou três anos no processo de produzir a “Hero”, começando em Los Angeles, até o Covid no ano passado, fazendo tudo online, mandando e-mails, trabalhando digitalmente, muito complicado, é muito novo, mas a ideia original era lançar a track em 2020 pro Ultra, seria um single que eu tocaria ao vivo, e então tudo aconteceu com o Covid então tudo foi cancelado, mas foi divertido, sempre é divertido trabalhar com David. Mas não é tipo… se você comer algo muito especial pela primeira vez, você fica tipo “uau, isso é especial!”, mas se você come isso todos os dias, vira normal. Então pra mim, minha relação com o David é normal, não é tipo que tem uma sinfonia especial tocando quando mando um Whatsapp pra ele, é tipo “ei, e aí, onde você está, o que tá fazendo?” tipo assim, como amigos.

Jode: Você tem aquele sentimento de quando está trabalhando com algum nome novo, que tem muito potencial, você acha que consegue criar algo novo, ou você prefere trabalhar com pessoas com quem já trabalha?

Meio que depende do objetivo. Se você quer fazer músicas novas, tipo coisas novas criativa e artisticamente falando, claro que é interessante trabalhar com novos artistas, mas pra mim, fazer música que meus fãs esperam, fazendo a percepção da marca crescer é como trabalhar com meus amigos, sabe? Eu também sou um produto dos meus amigos, claro que sou inspirado pelo trabalho dos meus amigos, mas… eu gosto dos dois, mas claro que o principal pra mim é estar no estúdio com amigos e pessoas que já conheço por bastante tempo, é sempre muito divertido.

Bruna: Falando sobre novos produtores, nós temos grandes produtores brasileiros aparecendo na cena internacional, você tem acompanhado algum produtor brasileiro ultimamente?

Tem dois caras, que tem um som bem específico, que eu curto muito… Chemical Surf! Uma coisa que é importante pra mim é que o DJ não seja só um um grande DJ, ou que tenha só um single grande, eu gosto quando eles tem um som próprio, e o Chemical Surf tem um som bem próprio, e pode ser que eles não sejam tão grandes quanto os outros caras ainda, mas é só porque eles não tiveram aquele grande hit, mas eu acho que ter uma cultura, um som é muito mais importante do que só ter um hit.

É importante dizer que tem vários novos produtores agora que fazem “música normal”, tipo, são boas músicas, boas de dançar, mas não é tipo “oh, o que é isso?!” e eu adoro o “oh, o que é isso?!”, eu gosto de coisas estranhas , coisas especiais, gosto de coisas que não deveriam estar ali.

Jode: Você poderia dar algum conselho para as pessoas que querem ter uma carreira? O que você diria pras pessoas do Brasil que querem se tornar produtores?

Eu posso contar uma coisa que eu aprendi ao longo dos anos. Se você faz boas paradas e você é legal com os outros, você vai estar à frente. Se você não for legal com as pessoas e fizer boas paradas, não vão te incluir, por que é uma comunidade, e se você for legal com as pessoas e faz umas paradas ruins, você ainda pode ser incluído, mas você nunca vai de fato construir uma carreira, até realmente soltar alguma coisa boa. Vou dar um exemplo final dos meus artistas favoritos, Swedish House Mafia. O motivo pelo qual eles se tornaram tão grandes não é por que eles usam roupas legais, é por que eles fazem uma música insana, e vêm fazendo música insana por quinze anos… é por isso que eles são lendários, não por que eles usam roupas legais, é um bom extra, mas eles não estavam usando roupas legais há dez anos, e já estavam se destacando ao redor do mundo então… se lembrem disso!

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Administradora paranaense, morou alguns anos em São Paulo e adora as várias opções de festas e eventos que a cidade oferece. É viciada em festivais, não tem medo de encarar um sozinha! Já passou por mais de 15 fora do Brasil, como Creamfields (UK), SXSW (Austin), Coachella (CA), Ultra (Miami e Croácia) e Mysteryland (NL). Divide suas paixões musicais entre techno e indie rock!

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