Entrevista | Almanac comenta sobre “Baile”, nova collab com RICCI

Almanac Baile

Na última semana, o duo Almanac apresentou seu single “Baile“, em colaboração com o DJ e produtor RICCI. A track, que faz muita referência ao funk carioca, veio acompanhada de um videoclipe que reforça ainda mais a relação do duo com a cultura da favela, trazendo a temática dos “pegas” de carros.

Em entrevista exclusiva ao We Go Out, Almanac conta detalhes sobre a produção de “Baile”, e ainda, comentam sobre sua relação com o funk e a ponte que criaram entre esse gênero que vem ganhando cada vez mais fãs com a música eletrônica. Confira:

kalla orbis

Alô Almanac! Conta pra gente, como surgiu essa collab inédita entre vocês? Como foi o processo de criação da “Baile?

“Salve salve galera do We Go Out! A ideia surgiu através do RICCI. Na verdade, a ideia de colaborar com ele já rola há muito tempo. Já tentamos fazer um som, mandamos algumas ideias, ele mandou outra mas a “Baile” foi  ele quem trouxe. A track já veio com o vocal “Welcome to the Baile”, o beat, o drop cheio, com muitos elementos.  Quando ele mandou essa para a gente foi tipo “caramba, mano, essa parada tá da hora, vamos fazer sim!”. Em dois dias a gente fez tudo, deu uma cortada no som, deixamos mais compacto era bem mais extenso, pegamos muitos synths, limpamos bastante pegou muito ciente que tinha limpou bastante o som para deixar ele mais “fresh”, colocamos os elementos do Almanac, e pô, funcionou muito, a galera tá gostando nos eventos de música eletrônica, sempre que a gente toca, bomba na pista tá bombando na pista e é isso.”

Além da track, vocês soltaram um videoclipe super bacana e que faz referência aos “pegas” de carros. Como surgiu o conceito do vídeo?

“Então, dentro da música eletrônica, essa é uma frente que o Almanac toma porque a gente sente uma falta no nosso mercado, a gente acha que mais artistas deveriam fazer isso. Enfim, não sei porque muitos artistas tentam ignorar esse lado de fazer clipe, de trabalhar o audiovisual da música eletrônica. É uma coisa que está melhorando, tenho visto uma galera fazendo, não sei se é por influência do Almanac, mas não importa. O que eu quero é ver mais vídeos mesmo. 

A gente sempre tenta se preocupar com isso, lançar música e ter um projeto audiovisual em volta. Em todos os lançamentos do Almanac de 2021 isso aconteceu e em 2022 não vai ser diferente. O que acontece, é que a gente sempre anota ideias e pra “Baile” lemos nosso caderno, e vimos que tinha uma ideia com drift de carro, fumaça então seguimos com isso. Ativamos o Lucas, que trabalha com a gente para ele nos colocar em contato um pessoal do Rio De Janeiro, descobrimos o galpão, os pilotos de drift, e levamos o nossa equipe de clipe pra lá e deu nesse resultado que vocês estão vendo aí.”

A Baile, assim como outras tracks de vocês, tem várias referências do funk carioca, o que já é uma marca do projeto. Quais são os artistas que vocês se identificam e usam o som como inspiração? Tem algum que gostariam de fazer uma collab?

“Então, a gente tá fazendo uma collab muito doida com o Dennis DJ e o Jonatas Felipe que é um outro DJ de funk que sai agora em maio também pela HUB/Virgin. A Gente pretende fazer mais colaborações com a galera do funk, e do trap a gente gosta muito disso, ainda não encontramos o melhor caminho, já tivemos a oportunidade de ir pro estúdio com uns caras muito grandes do trap nacional, mas ainda não deu aquele match, tanto para eles quanto para a gente, não achamos que ainda demos o nosso melhor ainda. Sobre referências, a gente escuta muito funk, muito trap, a gente gosta, a gente se identifica.”

Finalmente, após longos 2 anos de pausa, os eventos estão retornando com tudo e acredito que vocês já tiveram a oportunidade de testar a Baile pra pista, certo? Como foi a sensação na hora que tocaram ela pela primeira?

“Tocamos a “Baile” pela primeira vez no CarnaVibe em Curitiba, um dos maiores eventos de música eletrônica no Brasil. O Carnavibe tem um significado muito grande para a gente, e tocar a “Baile” foi uma explosão muito doida. Postamos stories da track e muita gente veio perguntar qual era aquela música, aí a gente se empolgou pra trabalhar ainda mais no som, e tá funcionando muito bem nas pistas, e agora depois do lançamento a tendência é a reação ser cada vez maior.”

Atualmente ainda encontramos na cena certa resistência a essa mistura de elementos do funk com música eletrônica. Mas a relação do Almanac com a cultura da favela tem sido cada vez mais forte e isso tem um papel muito importante para quebrar essa barreira de vez. Qual a percepção de vocês quanto a isso? E qual o maior objetivo do projeto com essa sonoridade e identidade?

“Isso é fruto de algo que sempre falo, que essa resistência da música eletrônica com funk aqui no Brasil vem do fato da música eletrônica ter chegado já muito elitizada. Isso acaba limitando, pois são sons da cultura de favela, e se cria uma barreira em volta disso, tanto da galera da favela gostar da música eletrônica, quanto a galera mais elitizada aceitar essa sonoridade da favela. O Almanac é quase irrisório dentro disso, mas cada vez mais o funk e o trap vem se tornando a música Pop do Brasil e estão cada vez mais chegando num público maior, conquistando mais presença em eventos elitizados, e até a aceitação pra musica eletrônica que tem esse tema vem aumentando. Com o Almanac, esse movimento de criar música eletrônica com elementos de funk e trap é muito natural, porque é o que a gente mais escuta, então naturalmente a gente acaba lançando sons com esse tipo de sonoridade, e é muito o que queremos transmitir com o projeto.”

Tem alguma collab inédita ou single de peso que podem nos adiantar alguma novidade?

“Com certeza! Temos essa nova collab com o Dennis DJ e o Jonatas Felipe, essa é uma trck que a gente tá acreditando muito, o Dennis é um cara gigante no Brasil, e fazer um som com um cara desses, sendo uma track original, sem ser um remix… é muito legal. Ainda agora em abril, vamos trabalhar com o nosso remix pro Kevin o Chris e pro R3HAB, que é um DJ gigante da gringa, então esse ano vem pesado! “

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DJ, produtor musical e graduado em Comunicação Social pela ESPM SP, seu objetivo de vida é emocionar as pessoas e fazer com que elas sintam lá no fundo algo confortante. Seja tocando em festas, produzindo suas próprias tracks ou escrevendo textos, acredita que a música eletrônica tem o potencial único de unir pessoas e trazer bons momentos e experiências inesquecíveis.

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