Entrevista: Bry Ortega nos conta sobre turnê na Europa e como foi gravar um live em Londres

Entrevista Bry Ortega

Essa matéria faz parte da coluna do MyConcerTv, uma plataforma que auxilia artistas a profissionalizarem seu trabalho, com consultoria de imagem e carreira.

Já acompanhamos o Bry Ortega há alguns anos e desde a primeira entrevista que fizemos com ele em 2016, sua carreira foi evoluindo bastante, tanto no seu som, com apresentações ao vivo únicas, quanto nas GIGs, que estão tomando proporções internacionais.

Bry Ortega é um músico, baterista, produtor musical e live performer, com uma bagagem que inclui passagens por bandas de rock. Atualmente ele é o dono de um dos melhores live do Brasil, tendo sido indicado duas vezes consecutivas pelo BRMC, principal premiação nacional voltada para a música eletrônica.

Entrevista Bry Ortega

O músico, que acaba de iniciar uma nova etapa de sua carreira, chamada “Reborn By Destiny”, realizou recentemente uma turnê pela Europa e passou por países como a Inglaterra e Espanha. Aproveitamos sua volta ao Brasil para bater um papo sobre carreira com o Bry. Acompanhem abaixo:

Bry, desde a última vez que conversamos, notamos seu crescimento e algumas mudanças no seu live PA. Você pode nos contar um pouco de quais foram as principais mudanças?

Com certeza muitas coisas foram tomando formas mais consolidadas dentro do live, especialmente a sonoridade e o formato mais denso e dinâmico! Algumas experiências altamente interessantes para mim como músico por exemplo foi realizar o LIVE 360 que pude agregar na minha apresentação a minha formação musical como baterista, essa foi uma realização incrível que com certeza me completou como um todo na questão evolução artística e de composições ao vivo! Hoje a sonoridade está mais posicionada para um Techno Melódico Progressivo, sem deixar as características sonoras imprimidas na minha identidade.

Sabemos que você tem origem do rock e outros estilos musicais, não apenas a música eletrônica. Quais artistas têm sido suas principais inspirações musicais atualmente?

Dentro da Música Eletrônica posso citar os artistas que venho acompanhando há um bom tempo que não me deixam piscar os olhos para tudo que fazem rsrs … Nosso mestre brasileiro e meu primeiro ídolo Gui Boratto, Stephan Bodzin que dispensa qualquer apresentação, Octave One, que é um DUO que já admiro há algum tempo e vem fazendo um trabalho de live incrível e um artista que não me canso de ouvir é UMEK.

Nos conte um pouco de como foi a experiência de fazer um live gravado em Londres através das plataformas Deep Tech Minimal e Dance Television.

Foi uma surpresa muito grande principalmente porque não tinha idéia da aceitação que iria ter o Live com a sonoridade nova para a Europa, o que foi confirmado por esse lançamento com apoio de duas das plataformas mais influentes do segmento no mundo do Techno.

Você acabou de fazer uma turnê pela Europa, passando por países como Inglaterra e Espanha. Como você compara a cena de clubs e festas europeias com a cena brasileira?

A maior diferença encontra-se na abertura para novas sonoridades e a forma de recebê-las, se você entrega uma ótima sonoridade não importa o quão isso é conhecido ou não para começarem a admirar sua arte. No Brasil o grande público da música eletrônica ainda está digerindo e aprendendo a ter essa abertura com os novos festivais que vem entrando no país com mais amplitude para o underground, obviamente com sonoridades mais ìmpares. Mas uma coisa eu posso dizer de boca cheia, a energia brasileira da pista é algo Surreal para qualquer artista do Mundo!

O que você está preparando de diferente para a apresentação em 360º na lendária Ministry of Sound?

Primeiramente um cuidado extremo com a qualidade que irei entregar, estamos falando de um dos clubs mais lendários da história da música eletrônica na Inglaterra, a sonoridade nova vai estar presente com uma noite mais voltada ao tech house e ao techno melódico tendo em vista que será montado um palco específico somente para o Live 360 na pista principal “BOX” da Ministry of Sound, então muita energia característica do BRY ORTEGA e com certeza um Live de muita pressão e alto astral para a virada do ano.

Para você, quais são os principais desafios e vantagens de ser um artista que se apresenta como live e não DJ set no Brasil?

Os desafios e as vantagens são basicamentes as mesmas, pois onde a dificuldade de logística e espaço no palco pode ser um problema, quando o possui vira um grande cenário de show onde todos se encantam. Outra é a surpresa sonora, que por um lado pode passar um frio na barriga do público e contratantes que ao mesmo tempo vira uma vantagem incrível quando você sabe que pode entregar o que uma pista realmente precisa surpreendendo e envolvendo em um live extremamente entusiasmante por estar trazendo a sensação do desconhecido aguçando o sentido da atenção e percepção.

Qual conselho daria para um artista que está iniciando no mercado musical com um live PA?

Estudar sobre harmonias, instrumentos musicais ajuda muito principalmente na habilidade
de pensar rápido na construção sonora no palco, ensaiar muito no estúdio porque é como uma banda independente se o projeto é solo, duo ou mais pessoas você precisa treinar muito! E se tem um conselho principal como qualquer outro ramo da arte é “Nunca desistir” se isso realmente é o que faz seu coração bater mais forte a ponto de você não olhar para o lado quando vier dificuldades então você estará fazendo o que ama e tudo
valerá a pena. Bem vindo ao mundo artístico!

Siga o Bry Ortega no instagram: @bry_ortega

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Administradora paranaense, morou alguns anos em São Paulo e adora as várias opções de festas e eventos que a cidade oferece. É viciada em festivais, não tem medo de encarar um sozinha! Já passou por mais de 15 fora do Brasil, como Creamfields (UK), SXSW (Austin), Coachella (CA), Ultra (Miami e Croácia) e Mysteryland (NL). Divide suas paixões musicais entre techno e indie rock!

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