Entrevista com Ary Junior, proprietário do Field Club

Durante o Rio Music Conference, tivemos a oportunidade de conversar com  o Ary Junior, proprietário do Field Club, balada que consegue se destacar entre tantas de Santa Catarina. O curioso sobre o Field é que o clube está localizado na cidade de Papanduva, planalto norte catarinense, afastado dos grandes centros de festas do sul do País. A cidade possui apenas 20 mil habitantes, mas o clube consegue manter a vivacidade da cena eletrônica na região, trazendo um público de vários cantos da região sul do Brasil.
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Confira então nosso bate-papo com Ary sobre o Field Club:
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Gostaríamos de entender como foi a evolução do Field Club para se tornar o que é hoje.
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O club começou com um trabalho de formiguinha. Na verdade nos últimos dois anos que o club deu uma bombada, antes era mais frequentado pelo público local e regional. A fama do Field foi crescendo de uma forma tão grande que atraiu pessoas de muito longe para ir para lá, mas há muitos anos atrás os meus amigos já eram de longe, e quando tinham as festas em Papanduva, que é ums cidade de 20 mil habitantes, meu amigos já vinham de fora para ir nas festa lá. Então já era uma coisa histórica, que foi passando por ciclos. Aquela geração que vinha agora não vai mais e uma nova geração veio no lugar para substituir aquela. E nós começamos a meter a cara, fazer um line-up meio louco, pedir apoio para as agências ajudarem a gente porque a logística é mais apertada, o aeroporto mais próximo é quase 200km, que dá quase 2 horas de viagem até o Club, e o recurso de logística da cidade é pequeno, são apenas 2 hotéis, então temos que deixar os artistas em Curitiba. Mas a hora que o artista chega lá e vê aquela pista, aquela galera toda envolvida, ele tem vontade de voltar, porque é uma galera bonita, com uma vibe boa, e isso foi somando para fazer o que o Field é hoje. 
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Como vocês fazem para atrair as pessoas de outras cidades para o Field?
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Através de promoters e colaboradores. Nós pegamos promoters, por exemplo, de Videira, Caçador, Mafra, Lajes, Curitibanos, e investimos neles. Incentivamos para fazerem excursões e isso foi criando um laço tão grande que hoje em dia tem umas 20 excursões por festa, com micro-ônibus, ônibus, van, e os promoters mesmo que organizam. A gente acaba ajudando a custear um pouco as excursões, faz o ingresso por um preço um pouco mais barato, para realmente conseguir reunir o povo. E agora já é automático, quando marcamos a data, o pessoal já organiza a excursão e vai. Então se hoje você estiver em Caçador e não conhece ninguém, vai sempre ter uma excursão de lá, com promoter e colaboradores que vão te levar. E hoje essa cadeia tem sido cada vez mais forte, vem crescendo.
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E como a rede social entra no mundo de vocês versus os promoters? Quem é responsável por ativar as pessoas nas redes sociais são vocês ou os promoters?
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São os promoters. A gente orienta, faz reuniões semestrais. A gente escuta muito o que eles pensam, o que eles acham, o que eles querem fazer, o que o público quer. A gente ouve muito quando faz essas visitas e sempre coleta dados e faz pesquisa de campo, visitando outras cidades para ver o que a galera está sentindo e achando do club.
E hoje você consegue medir quando um promoter está dando resultado? E o que você procura em um promoter que você acha que vai dar certo?
Consigo medir sim. E o que buscamos é o bom relacionamento com o público, e a gente percebe muito que existe um prazo de validade. Ele tem uma época que vai indo super bem e depois dá uma diminuída. Aí a gente tenta estimular e falar para ele atrair uma outra galera, porque quem sabe a galera que ele está acostumado a trazer já não está saindo mais, então precisa trazer uma nova galera. O promoter mais festeiro ele consegue mudar de turma mais facilmente, mas alguns não conseguem e já não vendem mais ingressos.
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E como funciona a parte artística do club, como é feita a curadoria?
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O club nunca seguiu uma linha de som, tipo vamos seguir Brazilian Bass, ou um som mais conceitual, porque o público do Field tem a mente muito aberta. Se vai tocar lá um som mais conceito, o público vai aceitar. Talvez o público que gosta de Brazilian Bass não vá nessa noite, vai dar uma diversificada. Mas existe essa variedade que funciona muito bem lá.
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Field Club

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Administradora paranaense, morou alguns anos em São Paulo e adora as várias opções de festas e eventos que a cidade oferece. É viciada em festivais, não tem medo de encarar um sozinha! Já passou por mais de 15 fora do Brasil, como Creamfields (UK), SXSW (Austin), Coachella (CA), Ultra (Miami e Croácia) e Mysteryland (NL). Divide suas paixões musicais entre techno e indie rock!

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