Entrevista com o duo Elekfantz

Daniel Kuhnen e Leonardo Piovezani são os artistas por trás do projeto Elekfantz (fala Elefants), que vem ganhando cada vez mais espaço no cenário da música eletrônica nacional. Tivemos a oportunidade de entrevistá-los no Rio Music Conference no Rio de Janeiro, confiram como foi:
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Vocês se conheceram em uma banda de Blues. Queríamos entender mais sobre essa relação de vocês com a música desde quando vocês tocavam Blues até agora com a Música Eletrônica.
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L: Eu toquei muito tempo Jazz e Blues, estudei fora, e antes do Elekfantz, 20 anos atrás, a gente tinha o mesmo professor de música e escutava muito blues. O Dani também tem um background de Rock, Blues e Jazz. O Blues para o Elekfantz teve relação com a primeira música que lançou, Wish, em 2012, que saiu só em vinil, e teve o sample do Muddy Waters, que é o rei do Blues.
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D: O link foi esse mesmo, a gente se conheceu tocando numa banda de Blues. Eu tocava contra-baixo e adorava tocar Blues. A gente começou a história do Elekfantz e por coincidência ele tinha começado essa música tocando sample de Blues. É muito legal, 20 anos depois, a gente ainda ter essa relação com nosso início na música.
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Vocês comentaram algumas vezes que muitas pessoas que não gostam de música eletrônica acabam ouvindo o som de vocês e acabam começando a gostar do estilo. Por quê vocês acham que isso acontece? Vocês acham que é algum diferencial da música de vocês que encanta essas pessoas?
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L: Acho que é porquê nós utilizamos elementos da música eletrônica no formato de composição de uma canção mesmo. As pessoas se identificam com a letra, a gente escreve as letras. Como a gente só toca no show o que compomos, a pessoa que vai as vezes pode não gostar, mas sai com uma melodia forte na cabeça. Talvez ela veja o live e se apaixone, porquê tem toda a performance que é diferente. Então eu acho que talvez essa seja a resposta, a gente faz canções, músicas que o pessoal pode cantar, enfim, se identificar com a letra. O Elekfantz tem bastante melodia.
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D: A música eletrônica foi o universo que a gente começou, e aos poucos a gente sente que tem um número maior de pessoas que curtem o nosso som. Não só esse público de música eletrônica, mas por exemplo, as vezes fazemos shows e as pessoas vem falar com a gente “comprei ingresso só para ver vocês, porque eu nunca vim nessa balada” ou “nunca fui em uma festa de música eletrônica mas sou fã da música de vocês”. Muitas vezes as pessoas descobrem pelo Spotify, gostam da música, se identificam, e tudo isso é muito bacana.
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Vocês já tocaram para públicos bem diferentes, desde Rock in Rio, Lollapalooza e Tomorrowland no Brasil. Vocês adaptam o live de acordo com o que sentem do público?
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D: O live é legal justamente por isso. É ao vivo, e muito do que está acontecendo alí a gente tá sentindo na hora, não está com pen drive ou cd tocando música pronta. Como o Léo já falou, a gente toca só as nossas músicas, quase 100% autoral. 90% do nosso show é composto por músicas nossas. Muita coisa vai acontecendo ao vivo, desde o Léo cantando, os sintetizadores, a bateria, então as vezes a própria performance muda de acordo com o sentimento da pista, e até da gente no show. Por exemplo nós vamos tocar depois aqui (No Rio Music Conference) e será um show mais intimista, para menos pessoas. As músicas são as mesmas mas a atmosfera vai ser diferente.
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L: Complementando, a gente muda sim o show, porque por exemplo, se a gente faz uma turnê pela Europa e vai passar por festivais de Techno ou clubs com esse público mais Techno, a gente tem arranjos mais Techno das próprias músicas do Elekfantz preparados para aquele tipo de pista. Quando você toca num festival que você está mais livre você pode até parar entre uma música e outra, tem diferenças. Mesmo as músicas que nós tocamos aqui, parecidas com o disco, são arranjos para ao vivo. Elas tem uma versão estendida, como por exemplo, Blush, que estamos abrindo o show. Ela tem uma versão híbrida, com ingredientes do remix do Vintage, do remix do Gui Boratto e elementos da música original. 
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D: É uma versão diferente de todas elas. A original tem 4 minutos enquanto a do show tem 9 minutos. Então o live muda sim.
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Falando em Europa, vocês falaram anteriormente que começaram a fazer sucesso lá antes de serem conhecidos aqui no Brasil. Como está a carreira internacional de vocês?
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D: Como você falou nós começamos na Europa, nossa 1ª turnê foi lá e foi onde nós tocamos antes do que Brasil. Ano passado nós fizemos três turnês internacionais, fomos para lugares que nunca tínhamos ido, como Líbano e Turquia. Só na Holanda, em Amsterdã, tocamos mais de 10 vezes. É diferente, temos um público muito fiel lá, principalmente em Paris. Paris é a terceira cidade que mais escuta Elekfantz no mundo. A primeira é São Paulo, a segunda Rio de Janeiro e a terceira é Paris. Apesar da gente tocar mais no Brasil, nossa casa é aqui, ano passado nós passamos mais de 3 meses tocando fora.
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Para finalizar, quais planos e surpresas para 2017? O que vocês podem contar que vem por aí?
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D: Será um ano cheio de surpresas!
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L: A gente voltou para o estúdio, vamos começar a entregar um monte de singles, sendo que o primeiro deles foi Blush. O ano inteiro vai ter música nova, remixes diferentes. Talvez umas regravações, e algumas coisas acústicas também.  Vai ser um ano bem musical para o Elekfantz, a gente voltou pro estúdio e voltou a lançar música.
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Elekfantz
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Para quem ainda não conhece, vale a pena escutar o som deles! A versão abaixo é de Blush, remixada por Vintage Culture:

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Tem duas paixões na vida: viagem e música. Com mais de 30 países na bagagem e muitas histórias em festivais, escolheu os cinco dias acampada na lama do Glastonbury e a mágica de trabalhar no Tomorrowland Bélgica como as experiências mais incríveis que já teve.

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