Entrevista: Deeft conta detalhes sobre seu processo criativo

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Em pouco mais de dois anos de trabalho, ele já lançou dezenas de faixas entre singles e EPs, fez collabs com Gabe, Fractall e Rocksted, assinou com gravadoras como Be One (Espanha), Loulou (Alemanha), Baikonur (Rússia), Delicious (Brasil) e idealizou a sua própria, blaah!, e mesmo com tanto trabalho, não perde o pique para continuar produzindo mais e mais.

Samuel Telles, o Deeft, vive um momento criativo bastante positivo e vem colhendo os frutos de seus esforços como tops no Beatport ou suportes gigantes, a exemplo do que rolou de Michael Bibi para sua faixa com Gabe, “As Rosas Não Falam”. Mas será que é sempre fácil deixar a criatividade fluir na hora de criar uma música? É sobre isso que ele fala com a gente hoje nesse bate-papo sobre produção musical. Enquanto você lê, pode deixar rolando sua nova faixa “Skrap”, em parceria com Fosko, que saiu na última sexta (16).

We Go Out: Deeft, tudo bem? A gente sabe que o processo criativo e a rotina dos artistas é bastante diferente para cada um. Como é o seu caso? Você estabelece momentos específicos do dia para produzir?

E aí galera! Pra falar a verdade eu não tenho muita rotina na minha vida [risos], deixo a inspiração fluir por completo, não tenho essa pira de que preciso fazer um som… eu deixo o som vir e eu tento imprimir o que vem ali no projeto. Geralmente nas horas mais inesperadas saem as melhores tracks.

We Go Out: Já lemos que alguns artistas costumam ouvir outros tipos de músicas quando sentam no estúdio para produzir, você também é desses? Como você busca suas referências?

Quando eu sento pra produzir não gosto de ouvir nada, pra não me influenciar muito naquele momento, mas muitos vezes do meu dia, quando não estou produzindo, gosto de ouvir outros estilos pra pegar referência de musicalidade e arranjo, gosto muito de sons orgânicos e procuro esse tipo de referência.

We Go Out: Se um projeto que você acredita não está saindo do lugar, você prefere guardá-lo e trabalhar nele em um outro momento ou é melhor as vezes descartar a ideia por completo? O que você geralmente faz?

Sempre tem projetos que “travam”, como costumo falar, eu não quebro a cabeça com o que está travando ou empacado pra sair, eu deixo de lado um tempo e se um dia me der vontade eu trabalho nele de novo, se passar muito tempo e isso não acontecer, eu descarto por completo. Minhas melhores faixas saíram em 5 horas diretas produzindo, quando a coisa tá boa, tudo flui muito rápido.

We Go Out: Você se considera um cara criativo? De que outras formas você exercita isso além da música? 

Eu nunca fui de me considerar nada [risos], mas já ouvi muitas pessoas falarem que sou criativo. Eu tenho muitas ideias em minha cabeça, ando praticando minha criatividade na minha gravadora Blaah! onde eu mesmo crio as artes e os desenhos, criei também toda identidade visual dela…

Artwork do último EP do Deeft pela Blaah, Skrap

We Go Out: O que se viu durante a pandemia foi muita gente produzindo faixas mais “easy listenings”, ou seja, não tão voltadas para pista de dança… você chegou a fazer algo assim? Testou sonoridades diferentes ao longo dos últimos meses?

Eu fiz algumas coisas sim, mais remixes e edits e pretendo soltar free download, vamos ver… acho fugiram um pouco da minha identidade então estou estudando o que fazer com essas faixas.

We Go Out: Por fim, o Tech House teve muitas transformações nos últimos anos, tanto que até o próprio Resident Advisor fez um mini documentário falando sobre isso. Como você enxerga essa mudança? Para onde o Tech House brasileiro está indo? 

O Tech House está chegando forte no Brasil em 2021, na verdade no mundo todo. Hoje tem artistas do tech house underground com mais de 1 milhão de ouvintes mensais no spotify e isso é incrível. Os brasileiros estão fazendo uma sonzeira e conquistando o mundo e os Tops #100 dos sites de vendas. Acredito que após a quarentena teremos muitas festas de tech house no Brasil e consequentemente a expansão da vertente.

Leia também: Conheça a versão de Antdot da track “Landfill” do indiano Savera

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DJ, produtor musical e estudante de publicidade, seu objetivo de vida é emocionar as pessoas e fazer com que elas sintam lá no fundo algo confortante. Seja tocando em festas, produzindo suas próprias tracks ou escrevendo textos, acredita que a música eletrônica tem o potencial único de unir pessoas e trazer bons momentos e experiências inesquecíveis.

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