Entrevista | Kobbaia conta sobre sua próxima apresentação no Surreal (SC)

Kobbaia

Nessa sexta-feira, 15 de abril, o Surreal Park receberá o evento Nomad apresenta: Marco Resmann (Watergate) e aproveitamos para bater um papo com o DJ e produtor Kobbaia, que completa o line up da noite ao lado de Antdot.

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O catarinense Rainer conhecido como Kobbaia, é DJ, produtor e atualmente residente da segunda geração da SEAS LABEL. O artista já passou por palcos de renome como Surreal Park, Clube Inbox, Pacha Ibiza on Tour, Terraza Praia Brava, entre outros espaços representantes da cena catarinense. Em 2017, Kobbaia fundou o selo The Bird Music, com um catálogo que conquistou o Top 100 Wordwide Tracks e o Top 10 Techno Releases nos rankings mundiais do Beatport, além de fazer parte do selo britânico Vintage Music Label.

Confira nosso bate-papo:

Você é uma das atrações dessa sexta-feira, no fim de semana de Páscoa, que tem como headliner o alemão Marco Resmann, além do brasileiro Antdot. Primeiramente, gostaria de saber um pouco mais sobre sua carreira na música eletrônica. Como a paixão pela música acabou transformando em profissão?

A música eletrônica pra mim veio em uma fase da vida que eu estava muito curioso sobre todas as coisas. Eu cresci em família de músicos, sendo cantores e instrumentistas, então sempre estive rodeado pela música, mas nunca tinha parado pra pensar sobre música eletrônica. Eu lembro que em 2008-2009 eu conheci o Skrillex que era um cara que estava explodindo nos Estados Unidos na época, e eu ficava impressionado tentando entender como ele era um Rock Star, mas ao mesmo tempo ele não fazia Rock, fazia Dubstep, música eletrônica. Uns tempos depois eu comecei a ter contato com os festivais como o Tomorrowland que estavam super em alta e me perguntava: como aqueles DJs chegaram lá? E com o tempo fui entendendo que era através da produção musical, gravadoras, lançamentos, até ele construir a fan base deles e chegar no topo pra tocar em um grande festival. E foi aí que pensei que era esse caminho que gostaria de trilhar. Fui cada vez mais me apaixonando por música eletrônica, desde o Deep House até o Minimal, Techno, e resolvi organizar meu projeto, colocar um nome, criar uma identidade visual e sonora.

E de onde surgiu o nome do projeto Kobbaia?

O nome Kobbaia veio logo depois de uma fase muito difícil que tive na vida, que fez eu me desconectar com tudo, não tinha mais rede social, Whatsapp, isso foi mais ou menos no meio da minha carreira artística. As pessoas me perguntavam como era o nome do meu projeto e eu respondia que ele ainda não tinha nascido ainda, ao mesmo tempo eu sempre brincava que as pessoas eram as minhas cobaias na pista, são os testes da música que eu produzo. Além disso, eu gosto de experimentar diversos tipos de vertentes nas minhas produções, como Dubstep, Trap, mas que não necessariamente eu lanço, mas fico me testando o tempo todo. Foi aí que percebi que eu sou o cobaia das minhas produções, e com isso nasceu o nome Kobbaia e daí em diante consegui construir uma identidade mais sólida e que fizesse mais sentido pra mim.

Você é de Santa Catarina, um dos estados que mais movimenta a música eletrônica do Brasil, com grandes clubs e artistas na região. Como você enxerga a influência musical da região na tua carreira?

Essa influencia é muito intensa. Antes eu focava muito nos centros mais tecnológicos como São Paulo porque acredito que a música eletrônica acaba tendo uma influência direta com a tecnologia de cada região, mas aqui em Santa Catarina os clubs traziam mais essa energia tropical, trazendo a música eletrônica de uma forma diferenciada. Sempre tive muitos amigos DJs e produtores de Florianópolis, por exemplo, e isso me influenciou muito na visão que eu tinha sobre a música eletrônica. O estado acaba sendo um lugar determinante pra cena eletrônica nacional e o legal é que você consegue encontrar muitos estilos de música eletrônica por aqui, desde Minimal, Techno, Deep House, algo mais comercial, algo mais conceitual, e isso ajuda no desenvolvimento da cena como um todo.

Você já se apresentou no palco Bells no Surreal na comemoração de aniversário de 50 anos do Renato Ratier e dessa vez tocará no palco Nomad, que tem uma proposta sonora diferente. O que podemos esperar do teu set nessa sexta?

O palco Bells tem uma proposta que representa muito o que eu construí pro projeto Kobbaia, o caminho que eu quero trilhar, que é mais voltado para o Techno, um som mais intimista, mais obscuro, mas ainda assim dançante. Já a Nomad tem um som mais light, onde você consegue respirar mais, não tem tanto aquela tensão do Bells. Eu estou preparando pro Nomad uma mescla dessas influências de estar morando aqui (em Itajaí – SC), vou trilhar provavelmente por alguns caminhos do House, Progressive House, mas sempre com um groove, alguma coisa contínua e crescente. Eu adoro fazer esses sets crescentes que começam mais leves e sutis e vai encorpando até virar uma coisa mais intensa e emocionante. Acredito que no palco Nomad vou conseguir trazer essa sensação de emoção até mais profunda do que fiz no Bells.

Você é residente da segunda geração da SEAS Label, comandada pelo Nezello, que já realizou dezenas de eventos pelo Sul do Brasil. Como você se conecta com a Seas e agora com a volta dos eventos, quais os planos para seguirem desenvolvendo a cena regional?

Eu considero o Seas Label como um abraço caloroso. Eu já conhecia o Nezello há muito tempo e começamos a trocar ideia sobre produção musical e foi ele quem me trouxe pra cá. Ele me fez uma proposta de fazer parte de um empreendimento dele e logo começamos a ter uma troca musical muito intensa e uma parceria muito grande, até que ele me convidou pra fazer parte do Seas e cá estou eu como um dos residentes da segunda geração da label e estou muito feliz de fazer parte dessa família, porque a galera é muito unida, todo mundo se ajuda muito e assim nós vamos progredindo juntos, cada um torcendo pelo sucesso do outro, e o Seas Label é a consolidação dessa energia positiva que a gente tem. O Seas tem alguns projetos pra acontecer que ainda não posso adiantar, mas vem coisa grande e boa vindo por aí.

Além de DJ, você é produtor musical e fundador da label The Bird Music, que fundiu com o selo britânico Vintage Music Label, se tornando a sub-label Komplexa. Conta um pouco dessa história de como é estar a frente de um selo e quais os próximos passos da label e do teu projeto.

A ideia da label nasceu com a minha vontade de fazer eventos, pois eu buscava algumas labels pra tocar em eventos que tivesse uma energia e conceito parecidos com meu projeto e aí resolvi reunir alguns amigos de Tubarão (SC), e começamos a fazer a The Bird Party. A primeira festa foi uma comemoração de aniversário meu que deu tão certo e vimos que dava pra fazer outras edições maiores, até que fizemos um evento multicultural em um Parque Ambiental pra 2.000 pessoas e isso atraiu a atenção de diversos produtores e DJs que se interessaram pela label. Então vimos a oportunidade de lançar músicas desses artistas pela The Bird Records, que desde o começo teve o auxílio do CEO da VML, STARK D, que é meu mentor para toda essa parte de label, e chegou um ponto que conseguimos conquistar resultados como Top 100 Worldwide e Top 10 de Techno no Beatport. A Komplexa acabou surgindo com o objetivo de criar conteúdos de entrevista e captação artística, e se tornou uma collab em que a Komplexa é a parte de conteúdo e os artistas ficam na parte da Vintage Music. Eu tenho alguns planos de voltar a fazer eventos com a marca The Bird, pra trazer de volta aquela energia gostosa que a festa tinha. Sinto muita saudades e não quero deixar um projeto tão gostoso assim morrer, então devemos voltar a investir nisso.

Surreal Park

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Co-fundadora do We Go Out, Bruna se divide entre Curitiba, São Paulo e viagens pelo mundo em busca dos melhores festivais de música eletrônica. Já passou por mais de 20 fora do Brasil, como Tomorrowland, Creamfields, Ultra, Coachella, Sónar e DGTL. Apaixonada por Techno e House Progressivo, não consegue ficar muitos dias sem uma boa festa!

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