Entrevista: Laidback Luke conta sobre collab com Dubdogz, rotina, sua label e mais!

Laidback Luke

Um dos maiores artistas da dance music mundial, Laidback Luke já está presente na cena há mais de 20 anos. Ao longo de sua jornada como DJ e produtor, já esteve presente nos maiores festivais como Tomorrowland, Ultra Music Festival, EDC, SAGA, Holy Ship, entre incontáveis outros, além de ter uma das mais influentes gravadoras da música eletrônica mainstream, a Mixmash Records. Laidback Luke é responsável, ao lado de Steve Angello e Robin S, pelo astronômico sucesso “Show Me Love“, um clássico atemporal que marcou uma revolução na dance music.

Batemos um papo incrível com Laidback Luke, que nos contou sobre sua relação com a label, seu estilo de vida corrido e cheio de atividades, planos para o futuro e uma collab incrível que sai nessa sexta-feira (29), ao lado do duo Dubdogz! Confira tudo que rolou!

Hello Laidback Luke! Vamos começar falando da volta dos eventos! Quão animado você está para tocar de novo nos grandes festivais, e como tem sido?

Uau! Eu só tive dois festivais neste ano, o que é bem estranho, mas quando você vai escondido até o palco, pluga seu pen drive nas CDJs, e aparece na frente da multidão e eles gritam “Whooaaah”, é arrepiante! Para mim, a sensação é de estar voltando para casa, apesar de termos passado um ano inteiro sentados em casa, chegar num palco de festival me faz sentir no meu lar, e foi tão bom ouvir a música de novo…

Demais! E quais são os próximos?!

O próximo hm… eu não tenho certeza, mas tenho trabalhado em algo para o começo do ano no Brasil.

A gente sabe que você vem comandando a Mixmash por quase 20 anos, e é uma das maiores gravadoras da música eletrônica! Nós queremos saber como é a sensação de ser o chefe de uma das mais importantes e influente gravadoras do mundo!

Bom, é algo que eu nunca me liguei, por que a Mixmash sempre foi meio que para promover novos artistas. A beleza de novos artistas é que são desconhecidos, e à medida que o tempo passa, eles vão se tornando mais e mais famosos, e ainda temos alguns desses na gravadora, que nos ajuda bastante. Só de olhar 20 anos para trás, e ver tudo que já aconteceu, é realmente incrível. 

Sim! Deve ser uma sensação muito gratificante!

Sim, totalmente! Fizemos o remix pack de “Show Me Love” ano passado, e só de ter um artista como Vintage Culture conosco fazendo um remix é tipo impressionnte! 

Qual foi o maior desafio que você já enfrentou com a Mixmash?

Bom, como uma label independente, às vezes é mais difícil, não de lutar, mas competir com grandes labels. Essas grandes gravadoras concentram a maioria do dinheiro, dos artistas, da força e da influência, mas ser independente traz uma sensação de liberdade, mas ao mesmo tempo, tem sempre aquela sensação de que temos que ralar um pouco mais.

Sim! E como tudo começou? O que te levou a criar seu selo para lançar suas próprias músicas?

Para ser honesto, eu era mentor de novos artistas, isso no começo dos anos 2000, e dava dicas de produção, mostrando as melhores formas de enviarem suas demos para as labels. Num determinado momento eu pensei “bom, eu estou treinando artistas! Bem que eu poderia ter uma label para lançar eles!” Foi por isso que eu comecei, e também por conta das minhas próprias produções. É mais fácil lançar músicas por meio da sua própria label.

Laidback Luke no Mainstage da Tomorrowland

Ficamos sabendo que você e o duo brasileiro Dubdogz têm uma grande collab pra sair no final desse mês, e queremos saber como vocês se conheceram, e como foi o processo de criar essa track!

Tem sido incrível trabalhar com eles, são demais! Conheci eles através das playlists, que estão sempre presentes, e de tanto ver eles nas playlists eu pensei “bom, preciso entrar em contato com esses caras, por que não sei o que acontece, mas eles vêm chamando bastante atenção.” Depois fui descobrir que eles são gigantes aí no Brasil, e eu não os conhecia! Começamos a conversar, e surgiu a ideia de fazermos uma collab. Mandei algumas tracks para eles, e eles começaram a adicionar os ingredientes deles, a identidade deles, e têm sido uma interação muito legal, e orgânica, por que não sabia que eles eram grandes assim!

Sim, eles fazem um mega sucesso aqui no Brasil, fazem o nome da cena brasileira para o mundo. Temos muito orgulho deles!  Além deles e do Vintage Culture, como você mencionou no começo, quais outras referências musicais você tem do nosso país?

Eu sou amigo dos caras do Felguk, estou lançando um novo talento do Brasil, chamado DJ Drift, talvez esteja esquecendo um ou outro… Acho incrível que o Brasil está criando uma base muito forte na Dance Music. Sempre tive uma percepção diferente do Brasil e música eletrônica, mas com o Vintage Culture e Dubdogz espalhando seu som internacionalmente, esse som está dominando tudo, e é incrível!

A gente sabe que você é uma das pessoas mais ocupadas na cena da música eletrônica, já que é DJ, produtor, atleta de Kung Fu e como se não bastasse, é um pai dedicado! Queremos saber: como você consegue se manter num fluxo produtivo tão grande, viajando pelo mundo, tocando em festivais, e ainda passando tempo com sua família, dirigindo uma gravadora, e fazendo tudo que você faz? Que conselhos daria para alguém que quer ter um estilo de vida produtivo como o seu?

Bom, é duro. Minha esposa sempre diz que eu sou bom em gerenciar meu tempo, e eu acho que sou mesmo, porque quando algo precisa ser feito, eu vou lá e faço. Nunca digo “ah, vou esperar amanhã para fazer, ou talvez fazer outra hora…” Sempre divido meu dia em momentos, dedicando algumas horas em atividades aqui, depois algumas horas ali… não é fácil! Sendo honesto com vocês, é bem difícil, especialmente em relação à família. Não tem como você colocar a família em caixinhas de agenda tipo “ah beleza, estou aqui com a minha família e vamos nos divertir… agora vou pro estúdio”. É buscar um equilíbrio, coisa que eu acho que faço bem, mas é complicado, por que você quase que tem que se dividir em várias pessoas diferentes, fazendo mais de uma coisa de uma vez.

Você comentou sobre sua vinda pro Brasil no começo da nossa conversa… o que você pode nos contar sobre?!

Eu ainda não posso falar muito sobre… ainda!  Mas eu estou bem feliz, porque o último show que eu faria antes da pandemia seria na Laroc, mas foi cancelado de última hora por conta da pandemia! Estou muito feliz por estar de volta depois de quase dois anos! Fiquem de olho, porque nos primeiros dois meses de 2022 eu estarei por aí, vai ser um show e vai ser grande!

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DJ, produtor musical e estudante de publicidade, seu objetivo de vida é emocionar as pessoas e fazer com que elas sintam lá no fundo algo confortante. Seja tocando em festas, produzindo suas próprias tracks ou escrevendo textos, acredita que a música eletrônica tem o potencial único de unir pessoas e trazer bons momentos e experiências inesquecíveis.

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