Entrevista: Matri conta sobre lançamento de “Peace” pela Endless Music

Matri

Com experiência como DJ em diversos clubs icônicos paulistanos como Clash, Via Matarazzo, Audio e The Year, Matri vem aprimorando seu lado como produtor musical nos últimos anos, chamando a atenção da gigante gravadora HUB Records.

João Petri, nome por trás do projeto Matri, fez o curso de produção musical na Make Music Now em 2017 e desde então vem trazendo produções autênticas, emocionantes e cheias de verdade. O primeiro resultado veio na colaboração “Keep Me Away” com o produtor Pale Dot, escolhida a dedo pelo fenômeno JØRD para estar presente no “V.A. Tapes”, que saiu pela HUB em 2020, conseguindo assim suporte de um dos maiores nomes da cena brasileira.

Na última sexta-feira, 17 de setembro, Matri lançou a faixa “Peace”, assinada pela Endless Music (sublabel da HUB Records) que sintetiza fielmente o trabalho do produtor nesses últimos anos e traz uma história muito interessante por trás da música.

Batemos um papo com o artista sobre suas referências, início de carreira, sonhos para o futuro, o lançamento de “Peace” e muito mais! Confira:

Hello Matri! Tudo bem por aí? Conta pra gente, qual sua primeira memória com a música eletrônica? Qual foi a faísca que acendeu dentro de você para querer trabalhar como DJ?

Olá Bruna, Jode e toda a equipe da We Go Out, tudo ótimo por aqui… aproveito para agradecer pelo convite de vocês para abrir esse espaço para contar um pouco mais sobre mim! 

Bom, a minha paixão provavelmente veio dos games, era fissurado em uns canais do YouTube que sempre usavam música eletrônica de fundo (inclusive um meu, tinha uns 10/11 anos de idade na época hahahaha). Mas foi assistindo pela TV o show do David Guetta, no Rock In Rio de 2013, que pela primeira vez veio a ideia de pesquisar no google:

“Como ser DJ igual o David Guetta?”.

A gente já sabe que você já teve a oportunidade de tocar em vários dos principais clubs de São Paulo! Qual foi aquela noite que se destacou no meio de tantas outras, e por quê?


Não tenho dúvida que a mais especial foi a de tocar na pistinha do estádio do Canindé! É um lugar icônico, e como a festa foi sold out e eu ia tocar em um horário legal, as expectativas estavam lá em cima! Mas o que tornou a noite (ou melhor… o amanhecer) especial, foi o atraso no line up! 

De última hora acabei ficando responsável de fechar a festa, e para ajudar, o DJ GBR ficou para tocar antes do que eu! Na hora, fiquei desesperado, pois sabia da dificuldade de entrar com eletrônica no fim da festa, logo depois de uma das atrações de funk mais esperadas! Mas foi só dar play na minha intro, e ouvir o primeiro drop, que já consegui me conectar com a pista de uma forma surreal! Mudei por completo o set que eu estava esperando fazer, mas valeu a pena, pois foi a primeira vez que escutei o coral da galera no hino “EU NÃO VOU EMBORA”, quando tirei a última música… foi de arrepiar!! 

Quais são suas principais referências artísticas? Tanto na música eletrônica como um todo, outros gêneros musicais, cinema, artes plásticas…

Sou muito fã do trabalho do Hans Zimmer, que, para quem não sabe, é um dos maiores compositores de trilha sonora para filmes que já existiu… Mas trazendo mais para a música eletrônica, aprecio muito tanto a composição quanto a produção musical de artistas com o Ben Böhmer, Tinlicker, Anyma e adoro a forma como o Lost Frequencies consegue misturar o mundo pop com o mundo mais eletrônico! 

Como você se tornou um produtor musical? Você foi inspirado por algum artista?

Entrei muito nesse mundo na onda do EDM Big Room do começo da década, Martin Garrix  SHM, Avicii, David Guetta… E foi nesse período que eu chamei um amigo meu, Marco, para montarmos uma dupla. Ele deu a ideia do nome, juntando a primeira sílaba do nome dele, a última do meu sobrenome (Petri), somando mais alguma palavra legal que ele achou na net, criando assim o “Matri Wrist”! Ele acabou deixando a produção de lado, e lá para 2015, quando lancei umas músicas e arranjei a minha primeira gig, perguntei para ele se poderia usar parte do nome como forma de homenagear a primeira pessoa que acreditou no sonho doido de ser produtor… desde então uso o Matri e o resto é história!  

Em 2020 você teve a track “Keep Me Away” produzida ao lado de Pale Dot, no V.A “Tapes” da HUB Records, com a curadoria do JØRD. Como foi o processo criativo dessa track e como foi pra você estrear em uma label tão importante como a HUB?

A ideia veio do Pale Dot , que é um baita produtor que estudou comigo na escola, e que me ajuda muito no dia a dia… nenhuma track minha está finalizada sem passar pelos pitacos dele! 

Ainda em 2017, eu bati na trave de entrar em um VA muito parecido, também pela HUB e escolhido a dedo pelo JØRD! O próprio me mandou um e-mail depois das audições passando um feedback que não entrei, dentre outros motivos, por um erro básico de escala musical…  

Em 2020 a oportunidade bateu na porta de novo, e eu e o Pale Dot vimos uma grande possibilidade de eu entrar dessa vez! Fiquei super honrado de ser chamado para evoluir uma ideia de break com ele, e depois de muitos vai e vens, horas de compartilhamento de tela do zoom (já que já estávamos na pandemia), terminamos de exportar a música às 23:50 do deadline, mas dessa vez foi no gol! Mesmo com quase um ano de música, tô doido para testar esse e outros lançamentos que vão sair pela HUB nas pistas, vai ser uma satisfação enorme, um sonho alcançado! 

Sabemos que sua nova track “Peace”, que saiu nessa sexta-feira pela Endless Music (sublabel da HUB Records), comunica muito mais do que só o som, tem uma história por trás de cada elemento e cada parte da track. Qual foi a parte mais desafiadora para produzi-la? Como você transportou esses sentimentos e emoções para a linguagem sonora?

Toda a base e construção emocional da música, veio de anotações que eu mesmo fiz em um caderninho que gosto de levar em festas! Sempre quis usar esses rabiscos para fazer um som, e quando encontrei o vocal, já vi que encaixaria muito com a ideia! O maior problema foi sequenciar de forma lógica os garranchos da madrugada. Mesmo quando já tinha um ponto de partida e um de chegada, construir a ponte entre eles foi bem desafiador… Não é atoa que comecei o projeto antes mesmo da KMA e ele está sendo lançado com quase um ano de separação!  

O que podemos esperar do Matri para o futuro próximo? Tem alguma novidade especial que você possa contar pra gente?

Eu como um bom emocionado, sonho em conseguir cada vez mais fazer músicas que contem histórias, como se pudessem ser subdivididas em capítulos e tocar as pessoas assim como um bom filme! A boa notícia é que eu estou conseguindo cada vez mais fazer isso, ainda tenho um bom caminho pela frente, mas estou bem contente com o que consigo entregar no presente! Minha maior ambição é conseguir expandir esse storytelling para um álbum completo… Mas isso é coisa para um futuro a perder de vista! Para já, podem colocar o despertador para novembro, que vem aí, também pela Endless, a minha música Fenix, que acredito que seja a maior representação do que é o Matri na atualidade. 

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DJ, produtor musical e estudante de publicidade, seu objetivo de vida é emocionar as pessoas e fazer com que elas sintam lá no fundo algo confortante. Seja tocando em festas, produzindo suas próprias tracks ou escrevendo textos, acredita que a música eletrônica tem o potencial único de unir pessoas e trazer bons momentos e experiências inesquecíveis.

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