Entrevista: Plastik Funk fala sobre lançamentos, collabs, carreira e mais

Plastik Funk

Nascido na Espanha e radicado na Alemanha, Plastik Funk não deixa de se reinventar mesmo com tantos anos de carreira. Em 2012, alcançou o Top 20 no Reino Unido com “Dr Who” ao lado de Tujamo e desde então tem emplacado diversos hits da dance music.

Recentemente lançou o single “Dare Me” com NERVO, “Raveille” com Timmy Trumpet e ambos ultrapassaram a barreira de 4,5 milhões de plays no Spotify, seguido por “High Enough” com Firebeatz que recebeu o apoio de nomes como Martin Garrix e David Guetta. Agora ele se junta à equipe de Don Diablo na gravadora HEXAGON para trabalhar sua magia em “Push It”.

Batemos um papo com Rafael Ximenez-Carrillo, nome por trás do projeto Plastik Funk, para entender um pouco mais sobre seus lançamentos e como vem lidando com a carreira durante a pandemia:

Em primeiro lugar, é um prazer falar com você. Você lançou recentemente o mix club de “Dare Me” com Nervo e Tim Morrison pela Spinnin ‘Records. Conte-nos um pouco sobre essa colaboração e como surgiu a ideia de uma nova versão para este clássico dos anos 80?

Dare me – Make you move” é um dos meus hits favoritos de todos os tempos! Eu tocava a versão do Dave Armstrong em todos os sets quando comecei como DJ. Tim Morrisson e Tony (o compositor) me enviaram uma versão do vocal e eu adorei; tinha o mesmo poder, mas em um estilo diferente. Mandei para as irmãs Nervo, porque estávamos planejando fazer uma colaboração por um tempo e eles adoraram também. Começamos a trabalhar nisso e pronto – eu sabia que tínhamos algo grande com essa música! Nós devemos atingir a marca de 5 milhões de streams esta semana.

Com muitos anos de carreira como Plastik Funk, quais foram os principais desafios que enfrentou neste projeto?

A carreira de DJ tem muitos altos e baixos. Acho que o principal desafio é manter o foco, sempre pensar nas coisas que você quer fazer, não se importar com as pessoas dizendo que algo não é possível. Você tem que trabalhar duro e não sair do seu caminho. Ah, a pandemia do COVID-19 também está sendo um grande desafio para todos nós agora.

Você fez uma apresentação ao vivo no dia 15 de agosto para o Top 100 Virtual Festival da DJ Mag UK. Você acha que essas transmissões ao vivo ajudaram a aumentar seus fãs ao redor do mundo?

Definitivamente, meus fãs ficaram muito felizes durante a quarentena por ter a transmissão uma vez por semana comigo e eu vi o número de seguidores e espectadores aumentarem loucamente a cada semana. No momento, estou tocando vários shows ao vivo com distanciamento novamente, mas a transmissão ao vivo para DJ Mag foi uma grande honra e com certeza algo especial. Acho que ajudou a conseguir mais votos para a votação do Ranking dos Top 100 Djs. O feedback de todo o mundo foi incrível e me deixou super feliz!

Depois de alguns meses sem tocar para um grande público, agora você está de volta tocando em eventos com regras de distanciamento social na Alemanha. Como foi a experiência de tocar neste novo formato drive-in?

Meu tour manager me disse que eu estava sorrindo no palco como uma criança em uma loja de doces. Foi tão bom estar de volta e ver os fãs na minha frente! Agradeço e fico feliz por termos a possibilidade de voltar a fazer shows respeitando as regras de distanciamento. Cada show é único e você precisa apreciar isso 100%!

Como você acha que a pandemia do COVID-19 afetará o futuro da dance music?

Já afeta muito clubes, promotores e artistas. Vamos esperar que superemos isso. O problema é que a maioria de nós só tem custos e quase nenhuma receita, só espero que essa pandemia acabe logo, todos superem isso com saúde e ainda possam viver da sua paixão que é a música. Mas acho que perderemos muitos clubes, festivais e artistas, pois eles não podem sobreviver sem renda.

Como você reorientou sua carreira ao longo dessa pandemia? Você tem passado mais tempo no estúdio ou tem se concentrado mais internamente?

Trabalhei mais com música do que nunca e, na verdade, isso compensou. Estou lançando mais músicas em um ano do que nunca e em gravadoras com as quais sempre quis lançar. Além disso, eu e minha equipe estamos trabalhando em conceitos e eventos sem parar, então estou tocando todas as semanas, podendo ter contato com meus fãs em grandes festas.

Você também tem uma nova música chegando pela gravadora Hexagon do Don Diablo. Como o lançamento aconteceu? Conte-nos sobre esse processo.

Sempre quis lançar na Hexagon. Don e sua gravadora sempre foram uma marca e artista que admirei. Depois de enviar várias faixas quase desistimos, mas eu queria fazer algo diferente com o meu som e voltar um pouco mais às minhas raízes. Depois de terminar coisas novas durante a quarentena, finalizei várias faixas e as enviei para a Hexagon. E deu certo! 🙂 Além de “Push it”, tem várias faixas chegando na Hexagon agora – foi ótimo trabalhar com essa equipe!

Você já tocou no Brasil, quais são as suas melhores lembranças do nosso país? Você tem planos de fazer uma turnê pela América Latina após a pandemia?

Eu amo a energia no Brasil, a música é parte da vida de todos no Brasil e você pode sentir isso em cada festa. Além disso, uma vez que você tem um fã no Brasil, ele fica com você para sempre. Gente incrível, país lindo e sempre uma recepção calorosa – mal posso esperar para voltar e espero que o Brasil supere esta pandemia da melhor maneira possível!

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Administradora paranaense, morou alguns anos em São Paulo e adora as várias opções de festas e eventos que a cidade oferece. É viciada em festivais, não tem medo de encarar um sozinha! Já passou por mais de 15 fora do Brasil, como Creamfields (UK), SXSW (Austin), Coachella (CA), Ultra (Miami e Croácia) e Mysteryland (NL). Divide suas paixões musicais entre techno e indie rock!

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