Entrevista: Selva comenta sobre “Raindrops”, collab com Sander Van Doorn

Raindrops

O estilo musical característico de SELVA faz com que se envolva com vários instrumentos, como guitarra e bateria, além de seus elementos da música eletrônica. Ao lado de Macon, Chacel e a lenda holandesa Sander Van Doorn, Selva lançou a faixa “Raindrops” pela Spinnin’ Records. Batemos um papo muito especial com Brian Cohen aka Selva sobre a “Raindrops“, o processo criativo, o relacionamento com os artistas e muito mais! Confira!

Seu mais novo lançamento “Raindrops” chegou chegando, e além de ser uma bomba, ele chama atenção por ser uma collab internacional com quatro artistas de cantos muito distantes do mundo. Como foi o processo criativo para essa track? A distância atrapalhou a sinergia de vocês, ou conseguiram trabalhar juntos como se estivessem dividindo o estúdio?

kalla orbis

“Então, o processo criativo à distância nesse caso não foi complexo. Ele foi trabalhoso, no sentido de que todo mundo envolvido nessa música se esforçou bastante para chegar nesse resultado. E eu me acostumei a trabalhar à distância. Eu já meio que fazia isso um pouco antes da pandemia e durante a pandemia a gente foi forçado a fazer isso. Até colaborando com artistas que moravam na mesma cidade. Mas eu abri muito minhas asas no sentido de trabalhar com artistas de fora. Também tive a oportunidade de trabalhar com artistas incríveis do mundo inteiro. Então eu acabei de pegar na mão de como de como fazer isso funcionar. Tem coisas que são legais de se fazer um pouco sozinho e mandar tem coisas que são legais você pensar junto. No caso dessa música foram algumas etapas, mas elas foram muito claras né. Então eu, o Macon e a Chacel a gente chegou no esqueleto da música de uma forma muito natural. A gente gostou da ideia do outro. A gente gostou das referências um do outro. Essa parte se montou muito fácil e aí todo mundo está careca de saber a qualidade do Sander Van Doorn. Não é atoa que ele é o que ele é. E quando ele recebeu o esqueleto da música ele tipo, a primeira ideia dele já é praticamente essa ideia que vocês estão ouvindo agora aí é. Então é então foi bem natural, foi bem fácil inclusive.”

Como a ideia dessa collab começou? Como artistas de lugares tão diferentes e com estéticas sonoras distintas se encontraram para produzir um som tão especial quanto a “Raindrops”?

“A collab iniciou numa química muito especial. Eu fiz alguns trabalhos com o MOGUAI, que é um fenômeno, alemão que é lenda da música eletrônica, e eu fiquei em contato com o empresário dele, que ficou em contato com a minha equipe e tal. O empresário do MOGUAI empresaria um artista chamado Macon, que está comigo na música ele me mandou uma ideia, um esqueletinho assim de progressão de acordes da Raindrops e eu me apaixonei na hora. Aí eu entrei em contato com o menino, ele é muito talentoso, muito mente aberta. A Chacel também tem uma voz linda e maravilhosa. Então não houve nenhuma etapa de resistência. A gente começou a gostar muito da ideia um do outro. E quando a gente chegou num formato de canção, essa música acabou caindo na mão do Jorn, que é o Head A&R da Spinnin. Um cara muito querido, muito muito talentoso, muito bom no que faz. Ele imediatamente sabia para quem mandar ele mandou para o Sander Van Doorn. Quando menos esperava ele pediu os stems, e até receber a primeira versão do Sander eu não tinha nem ouvido exatamente o que ele iria fazer. Ele trouxe o drop para um lado muito dele assim. E a gente ficou abismado porque dificilmente você clica tão bem assim no escuro com as pessoas. Mas o processo dessa música, o processo criativo inteiro em relação às diferenças e tudo mais foi muito importante. Você vê que a gente tá pegando um cara do Brasil, que sou eu, dois artistas da Alemanha e uma lenda música eletrônica holandesa. Tudo assim na primeira tentativa saiu essa música.

Ao ouvir a “Raindrops” podemos perceber bastante da sua estética sonora, que apresenta em seus releases solo. Em quais elementos da construção da faixa demandaram mais do seu trabalho?

“Eu acredito que o que mais me demandou nessa música específica –– que é o que eu mais é o que eu mais foco em fazer –– foi letra e melodia. Nesse caso a Chacel e o Macon tinham trazido já uma ideia disso. E a gente foi entrando na ideia da letra e teve algum momento em que eu percebi que a gente precisava de um refrão, mas um refrão mais impactante. E eu acho que dentro de algumas sessions, se não me engano foram duas online mesmo com eles. Eu trouxe uma ideia que era pegar essa coisa do “rain, rain go away”, que é uma música de criança, e colocar nesse lado mais dark, nesse lado mais é sombrio e brincar um pouco ali com as palavras. Porque é uma música mais respectiva, uma música é sobre alguém que está passando por uma coisa mais difícil só que de uma forma inocente, e eu acho que isso transpareceu na música. Eu tenho focado bastante nas músicas do Selva em acertar essa parte né, que é a parte da mensagem, a parte da interpretação, a parte onde as pessoas se conectam né com a letra com a melodia. Então isso é uma coisa muito importante para mim e acho que isso se traduziu na música.”

Trabalhar com outros artistas internacionais e também de nível mundial deve ser uma experiência muito enriquecedora! Quais foram os maiores aprendizados que a “Raindrops” te proporcionou?

“Com certeza são sempre experiências enriquecedoras. Eu acabei de voltar da Europa. Eu anualmente vou através da minha editora MusicAllStars, que inclusive pertence à Spinnin’. Eu vou pra fazer os writing camps da Spinnin’, fiz o writing camp da Musical Freedom, da Ultra, e da EDE. E sempre é muito interessante você misturar não é referências, cultura, formas de pensar e é sempre um aprendizado novo, é sempre um mix muito interessante. Eu sou um cara que gosta muito de ter uma conversa sobre o que a gente está escrevendo, dividir experiências, dividir perspectivas. Então muitas vezes no meu caso eu nasci em São José dos Campos você e tipo pô você pegar um menino como o Macon que –– se eu não me engano ele era uns sete ou oito anos mais novo que eu e da Alemanha. Conversar com ele sobre algum tipo de experiência e depois de trocar com o cara que é muito mais experiente que a gente –– que é o Sander Van Doorn –– e cada um ouvir o outro ouvir a ideia de como realmente moldar tanto a mensagem quanto a produção pra ela fazer jus à letra. Assim foi uma experiência muito importante. Então nesse caso foi muito importante perceber o respeito por cada um teve pelo outro, sabe? Independente de idade ou de conquistas. Para você ter noção, Sander Van Doorn ele é um cara que é uma lenda do EDM e ele é um cara que no primeiro momento ele pirou na música que eu escrevi junto com outras pessoas. E aí quando a gente está falando de produção eu respeito ele obviamente muito naturalmente e ele respeitou a gente também muito naturalmente e é por isso que a música foi e fluiu tão fácil. Ela teve pouquíssimas versões porque acho que a gente moldou muito bem a ideia e se respeitou muito.”

Além da “Raindrops”, que podemos esperar de Selva nos próximos meses? Alguma novidade especial para o começo de 2022 que você possa contar para a gente?

“Eu estou muito ansioso de uma forma muito positiva para colocar as músicas novas na pista, a cara nova do Selva na pista também. O Selva é um projeto que há muitos anos eu dou muito sangue, muito suor, mas eu decidi na época da pandemia como é que eu ia investir esse sangue e suor né. Tem várias formas de você fazer isso como um artista. Então eu investi muito em fazer o que eu gosto de fazer, como eu acredito fazer e na pandemia né, por mais trágica que ela tenha sido, você se desapegou de alguns dogmas de mercado né. Então eu acabei focando mais no que eu acredito fazer e aí foi muito interessante como as coisas naturalmente elas “gravitated” ao meu redor. Aí peguei e começaram acontecer de uma forma muito natural e importante, que nada foi forçado. Então eu pretendo colocar músicas e faixas neste ano que eu realmente tive a intenção de fazer cada compasso, cada segundo, cada palavra delas. Porque não são coisas que eu gosto que eu estava sentindo. Também vou colocar músicas na pista com Dubdogz, com a INNA, com Feder e entre muitos artistas que eu gosto muito. Tem bastante coisa para acontecer.”

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DJ, produtor musical e graduado em Comunicação Social pela ESPM SP, seu objetivo de vida é emocionar as pessoas e fazer com que elas sintam lá no fundo algo confortante. Seja tocando em festas, produzindo suas próprias tracks ou escrevendo textos, acredita que a música eletrônica tem o potencial único de unir pessoas e trazer bons momentos e experiências inesquecíveis.

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