Entrevistamos Guss, o fundador da festa RESSONANCIA

o DJ Guss está na música eletrônica há 14 anos. Multifacetado, ele é produtor de eventos, produtor de música e DJ. Sem rotular seu estilo em um só gênero, ele preza a dança e valoriza a pista, além de trazer um conceito musical sólido com ecletismo e entretenimento para suas apresentações.

Um dos projetos mais famosos de Guss é a festa RESSONANCIA. Para entender mais sobre a jornada de Guss, confira o bate-papo exclusivo abaixo:

mr ruiz

Quem é o DJ Guss? E quem está por trás do projeto?

Guss: Guss é um cara apaixonado por música eletrônica. Um pesquisador que respira música 24h por dia.  Parece clichê, mas eu não me vejo fazendo outra coisa, amo muito o que eu faço.  Por trás do projeto são apenas duas cabeças: eu e o meu sócio Beto Sobely.

Há quanto tempo é DJ e produtor?

Guss: Minha história na música eletrônica começou há 14 anos, produzindo raves na região do ABC.  Minha primeira apresentação como DJ foi em 2013, parece que foi ontem, mas já já completa 7 anos. Inclusive, esse ano lanço meu primeiro EP, o que será um marco importante na minha carreira também. 

Como surgiu o Guss produtor de eventos?

Guss: Comecei como promoter aos 16 anos, logo comecei a ir pra festas e me apaixonei por aquele mundo, não demorou pra eu fazer a minha primeira festa. Inclusive, acho muito importante você começar como promoter, fazer o negócio acontecer, criar uma rede de relacionamentos. Infelizmente o mercado está meio escasso desse tipo de profissional. 

Quais projetos/festas já organizou?

Guss: Meu primeiro evento foi a ‘Psycho Trip’ em 2005, época em que o psytrance dominava as festas por aqui. Essa festa fez muito sucesso na época. Depois vieram ‘Aludra’, ‘Housemafia’ e ‘Alabama Underground’ (essa última apenas com uma edição).

Em 2016, com a abertura da Laud muitos eventos vieram… ‘Leeds’, ‘Ressonancia’, ‘Beats & BBQ’, ‘Blackyard BBQ’, ‘Keep Deep’, ‘Samauma Festival’, ‘Feira’, ‘OLD99’, ‘Cocoon’ e também fizemos em parceria a ‘Discotech’ do Glen e a ‘Perfect Life’.

DJ GUSS

Quando você organizou a primeira RESSONANCIA, imaginava que ela chegaria a 10 edições?

Guss: Quando a Ressonancia foi criada pensávamos a longo prazo nela, mas a ideia era de um evento menor, mais intimista. Nossa primeira edição foi assim. Com a entrada do Beto na 3ª edição esse planejamento mudou. Decidimos investir mais no crescimento da Ressonancia com o projeto de um festival no futuro, algo que deve sair do papel em breve.

Como é feita a curadoria e escolha do line up  em cada RESSONANCIA?

Guss: Estamos sempre de olho no mercado nacional e internacional. A ideia é unir artistas renomados com apostas. Costumamos olhar também grupos de discussão de música eletrônica para ver o que a galera está pedindo aqui no Brasil. O grande desafio é unir qualidade com venda de ingressos. Não basta apenas trazer artistas que alguns grupos de pessoas querem e por muitas vezes nos queremos também, o negócio tem que ser economicamente viável.

Qual nome você tem o sonho de trazer um dia para a RESSONANCIA?

Guss: Já risquei da lista alguns sonhos que conseguimos trazer como o Hernan Cattaneo, mas a lista ainda é grande. Estamos correndo atrás e em breve realizaremos mais alguns, então não vou citar nomes porque eles vêm aí.

Há ideia ou intenção de levar a RESSONANCIA pra outras cidades do país?

Guss: Esse já foi nosso desejo no passado, porém não é algo que estamos buscando no momento. Claro que se houver um convite iremos estudar a possibilidade, mas isso não é uma prioridade.

DJ GUSS

Qual a ideia por trás da ODISEA? Podemos dizer que sua odisseia não está no regresso da jornada, mas sim no progresso da carreira?

Guss: Eu pesquiso muita música, e com essa quantidade de música baixada mensalmente muita coisa eu não tocava, daí surgiu a ideia da ODISEA, para poder mostrar essa pesquisa pra todo mundo que gosta do meu trabalho e tocar coisas que nem sempre serão praticadas numa festa. Já estamos no 10º episódio e cada um é uma viagem.

Geralmente, você é escalado para o encerramento das festas, tocando quando dia está amanhecendo. É seu horário preferido para tocar?

Guss: Acho que isso começou com a ‘Leeds’. A primeira vez que encerrei essa festa lá ‘Nos Trilhos’ foi um negócio incrível, uma vibe absurda, vários amigos no palco, meus pais… Foi inesquecível, e acabou se tornando uma tradição. Acredito que os contratantes captaram essa vibe e começaram a me colocar no final também. E eu gosto muito, acho que é meu horário preferido sim. 

Vamos imaginar uma apresentação perfeita num ambiente perfeito: local, horário, pista… como seria?

Guss: Eu gosto muito de tocar ao ar livre, natureza, sol, se tiver com os amigos juntos então, melhor ainda. Acho que essa minha base da música eletrônica que foi a rave me remete a isso. 

DJ GUSS
DJ GUSS

Com quem você sonha em fazer um B2B?

Guss: Eu não fiz muito B2B na minha carreira e confesso que esse não é um negócio que eu fico pensando muito, mas acho que com o Dixon seria bem legal… Quem sabe num after da vida (risos).

Quais suas maiores inspirações, tanto na música eletrônica quanto fora dela?

Guss: Meus pais são uma grande inspiração quando eu penso em honestidade e valores de uma forma geral, algo tão simples, mas que falta tanto no mundo hoje em dia. Na música eu me inspiro muito no trabalho de alguns produtores de festivais internacionais como Dekmantel e DGTL. Pensando na galera daqui, os caras da Gop Tun e meus amigos da Inner são referência pra mim, cada um em um aspecto diferente.

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Administradora paranaense, morou alguns anos em São Paulo e adora as várias opções de festas e eventos que a cidade oferece. É viciada em festivais, não tem medo de encarar um sozinha! Já passou por mais de 15 fora do Brasil, como Creamfields (UK), SXSW (Austin), Coachella (CA), Ultra (Miami e Croácia) e Mysteryland (NL). Divide suas paixões musicais entre techno e indie rock!

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