fabric london tem reforma no club, novos formatos e políticas internas

fabric london

O portal Mixmag conversou com Cameron Leslie, cofundador de um dos maiores clubs do Reino Unido, e um dos mais importantes de toda a cena da música eletrônica, o fabric london. Na entrevista, o empresário contou novidades e impressões sobre o futuro da cena clubber.

De acordo com Leslie, o club passou por uma reforma, aproveitando o longo período em que teve de permanecer fechado. O fechamento de algum setor do espaço em funcionamento para renovação representaria um grande prejuízo, então aproveitou-se a oportunidade de utilizar o período de restrição para fazer essas mudanças. “É realmente a primeira vez em 22 anos, e decidimos que seria muito importante agarrar essa oportunidade de fazer em algum lugar que talvez nunca mais tenhamos a chance de fazer novamente” – disse Cameron Leslie.

Comentando sobre mudanças estéticas do ambiente, o empresário cita que algumas grandes variações foram feitas, mas sempre mantendo o visual rústico pelo qual o fabric london é conhecido. Indo mais além, não só a estética do espaço mudou, mas também influenciou no som e na disposição da pista e do DJ booth. Segundo Leslie, o Room 1 teve seu sistema de som completamente reformado. “Por exemplo, cada alto-falante agora tem seu próprio canal de amplificador, todos os subs têm saídas diferentes que são emparelhadas com os outros elementos do sistema, agora há um controle de atraso de tempo fora dos subs para que cheguem ao centro de forma coerente, sem qualquer tipo de cancelamento acústico. Fizemos uma coisa bastante semelhante no Room 2 com centralização: mudamos uma série de coisas e adicionamos um novo kit lá também. As salas 1 e 2 estão soando melhor do que eu já ouvi por muito, muito tempo.

Outro ponto de grande importância nessa revitalização do fabric london foi a re-implementação da política de proibir fotografias e celulares. Segundo Cameron Leslie, quando o club foi inaugurado em 1999, não havia celulares, mas o uso de câmeras fotográficas era proibido para que o ambiente permanecesse íntimo, seguro e com privacidade. “O que acontece no club só pode ser sentido quando você está realmente lá; queríamos ter certeza de que as pessoas não se perderiam nos telefones quando na verdade deveriam estar pensando no momento em que estão lá.”

Quando perguntado sobre a diferença que a nova política de proibir o uso de celulares trouxe, o co-fundador do club disse: “Com certeza. E eu acho, mais importante, a quantidade de feedback que recebemos sobre isso de pessoas vindo e dizendo a diferença que isso faz, artistas no booth dizendo o quão brilhante é não ter telefones com câmera sendo usados lá. E você pode ver: você pode ficar lá e olhar para a pista de dança e é como um túnel do tempo – parece que você está de volta ao tempo de 1999-2000, quando as pessoas não estavam lá com telefones no ar porque não há não há um telefone à vista. Eu acho que é uma coisa muito boa, e as pessoas realmente aceitaram isso.”

Mudanças na curadoria musical também chamam a atenção, como por exemplo o maior enfoque no FABRICLIVE. A dance music puxada para os graves tem seu lar no FABRICLIVE. De drum & bass, grime e dubstep a UKG, bassline, funky e tudo mais; é aqui que os sons mais novos, os melhores DJs e as multidões mais apaixonadas se reúnem sob o mesmo teto. Os line-ups normalmente apresentam uma mistura de pesos pesados ​​da cena e talentos locais em ascensão, com as pistas hospedadas por algumas de nossas gravadoras favoritas e equipes de festas na fabric em duas sextas-feiras por mês. Cameron Leslie ainda vai além, e conta mais: “Uma das outras coisas são os sábados. Vamos dobrar em algumas das coisas que absolutamente amamos nas noites de sábado – o foco no techno será muito mais forte para nós.”

Finalizando, quando perguntado sobre a nova energia que a revigorada no club trouxe, o co-fundador Cameron Leslie se mostrou bastante confiante, confortável e feliz: “Essa sempre foi a intenção: queríamos ter certeza de que, quando tivéssemos permissão para reabrir, o fizéssemos corretamente com o pé direito. Então, com colocar todas as coisas novas no lugar e realmente colocá-las para fora, já é movimentado. Estou muito feliz com o trabalho árduo que todos fizeram nos últimos meses para chegar a este ponto.”

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DJ, produtor musical e estudante de publicidade, seu objetivo de vida é emocionar as pessoas e fazer com que elas sintam lá no fundo algo confortante. Seja tocando em festas, produzindo suas próprias tracks ou escrevendo textos, acredita que a música eletrônica tem o potencial único de unir pessoas e trazer bons momentos e experiências inesquecíveis.

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