Felipe Fella conta sobre o dia (inesquecível) em que quase perdeu sua gig no Rock In Rio

Felipe Fella
Crédito: Patrick Gomes

Todo artista sonha um dia em viver a grande experiência de se apresentar em um grande festival. Gigs memoráveis como essas, além de consagrar o sucesso do artista, são experiências que marcam a trajetória de forma especial. Felipe Fella é um destes que conseguiu alcançar o sonho de muitos ainda jovem: tocar no maior festival da América Latina, o Rock in Rio. Porém, foi por pouco que esse sonho não foi por água abaixo antes mesmo de se concretizar. 

O DJ, produtor e headlabel da Molotov 21 é um player de grande destaque no atual cenário eletrônico carioca, sendo um nome recorrente nos charts de Tech House do Beatport, mas foi com seu antigo projeto Keskem que ele assumiu palcos do RiR. Formado por ele e Benaion, juntos droparam diversos lançamentos voltados para o Tech House, trançando uma assinatura de grooves excitantes para as pistas de dança já assinados por Farris Wheel, Cr2 e Materialism; Keskem ganhou ainda mais notoriedade após se apresentar na edição de 2015 do Rock in Rio, em um lineup que contava ainda com HNQO, Volkoder, Marcelo Cic, Felguk e Alok.

Nossa, foi demais. Nunca esperávamos tocar no RiR com menos de um ano de projeto. O Keskem começou em 2015. Na época tínhamos apenas um lançamento, na Go Deeva, um EP com 2 collabs junto do Leo Janeiro. Foi a primeira vez no RiR, a única até agora também”, lembra Felipe.

Crédito: Patrick Gomes

O convite veio através de uma parceria da agência 4fly com o energético Fusion, que fez a ponte para o Keskem abrir a pista eletrônica do festival. “O convite veio bem em cima da hora, o line up estava já fechado inicialmente, mas aí surgiu essa oportunidade, era uma apresentação que ‘abria’ a pista todos os dias do festival. Tivemos a felicidade de sermos nós em um dos dias”, mas a história não termina aí, pelo contrário, teve muito perrengue envolvido para acontecer:

Felipe Fella:

“A história é a seguinte: na época fui bookado como duo através do meu antigo projeto Keskem (Felipe Fella + Benan) pela agência 4fly da qual fazíamos parte. Entramos no lineup do palco de música eletrônica (palco aranha) da edição de 30 anos do Rock In Rio, em 2015. No dia da gig, o combinado era nós dois encontrarmos uma pessoa da produção — Vanessa Almeida, muito obrigado! — no Humaitá, e de lá iríamos para o evento em um carro credenciado pelo Rock In Rio para poder ultrapassar determinado ponto da cidade onde só carros credenciados podem circular no dia do evento.

O que aconteceu foi que uma pessoa muito importante da produção do evento precisou do tal carro para resolver problemas que surgiram de última hora. Assim, ficamos sem carro para poder ir até o local do evento — e era muito longe de onde estávamos. Ficamos tentando arrumar outro carro e, em um determinado momento, percebemos que se não saíssemos logo da forma que fosse, perderíamos a gig mais importante das nossas vidas, rs. 

A produtora falou para pegarmos um táxi e irmos até onde fosse possível, assim fizemos. Chegamos num ponto onde não dava mais pra avançar, saímos do táxi e a produtora achou outro motorista em um carro credenciado e combinou com esse de nos buscar no ponto onde estávamos para nos levar até o evento, o problema é que estava um trânsito muito grande na Barra da Tijuca e faltava muito pouco para o nosso horário. A certa altura eu já tinha perdido as esperanças, pois o tempo era muito apertado, quase impossível. 

Quando o motorista enfim chegou onde estávamos, fomos até o evento da forma mais rápida possível e assim que saímos do carro a Vanessa nos disse: “corram!” e nós saímos correndo dentro do Rock in Rio, passando no meio do público do show do Slipknot, uma multidão… e nós tivemos que ir empurrando todo mundo e correndo com todo o gás porque faltavam 5 minutos ou menos para o nosso horário de entrar no palco, foi uma coisa de filme mesmo. 

Quando chegamos no palco, eu não conseguia falar porque estava sem ar de tanto esforço que fiz correndo, rs. O HNQO, que tocaria depois de nós, já estava colocando os discos para começar mais cedo a pedido da produção, mas chegamos literalmente em cima da hora e conseguimos (cansados) fazer o nosso set. A partir daí a noite foi perfeita!

Crédito: Patrick Gomes
Crédito: Patrick Gomes

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DJ, produtor musical e estudante de publicidade, seu objetivo de vida é emocionar as pessoas e fazer com que elas sintam lá no fundo algo confortante. Seja tocando em festas, produzindo suas próprias tracks ou escrevendo textos, acredita que a música eletrônica tem o potencial único de unir pessoas e trazer bons momentos e experiências inesquecíveis.

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