Go Girl #11: DJ e cantora, Daphne se destaca com performances live incríveis

Daphne live

A DJ e live performer Daphne tem um estilo único, combinando graves profundos e composições marcantes com seu vocal potente. Depois de lançamentos importantes em 2019 e 2020 por grandes selos, a artista vem mostrando cada vez mais sua evolução artística e musical.

Entre suas tracks, podemos destacar “After”, em parceria com Malik Mustache, “Take Me Home”, com Baron Dance & Zord, “Burn Me”, com DOZZiE e Bass Maze, “Sin City” com Snoouth e Hotweiller’s, e “Routine (Quarentine)”, lançada pela gravadora Só Track Boa.

mister ruiz

Daphne ganhou maior projeção na cena nacional após passagem marcante no reality The Voice Brasil como a primeira DJ/Live presente na história do programa. Em sua audição, os quatro jurados viraram a cadeira e ela ouviu de Carlinhos Brown que é uma artista completa, pronta para a música internacional.

Conversamos com Daphne sobre momentos marcantes de sua carreira, influências e objetivos! Confira nosso papo:

daphne live

Para quem não conhece a Daphne, conta um pouquinho da sua história! Quais foram os momentos marcantes na sua vida desde que você iniciou sua carreira na música?

Eu comecei a estudar música aos 11 anos de idade, comecei pelo violão, depois guitarra e teoria musical, até chegar no canto. Já fiz até aula de street dance apesar de hoje eu ser péssima nisso! Sempre fui muito envolvida com a música, desde que me conheço por gente. Tive muitos momentos que foram importantes para minha evolução profissional e até mesmo pessoal. Participei por 4 anos do coral da universidade da minha cidade natal, que era um dos melhores do estado, e lá pude aprender tanto como contra-alto, como soprano quando o maestro resolveu me mudar de “time” digamos assim. Foi graças ao coral que me interessei em aprender a ler partitura.

Eu sempre gostei muito de compor, principalmente em inglês, e o fato de eu ter muito mais afinidade com músicas dessa língua, foi o que acabou me trazendo para a música eletrônica. Eu já fazia bares e restaurantes cantando e tocando violão, cajon e pandeiro, ao mesmo tempo, e fazia vários gêneros musicais, mas sempre com uma paixão enorme pelo pop internacional e principalmente por músicas mais energéticas. Quando fiz 18 anos e comecei a ir para festas de música eletrônica, tive 2 festas que me marcaram. Um foi no Matahari com a Groove Delight, e outra da Só Track Boa na arena do Grêmio, onde pude assistir a Anabel Englund performando. A Groove plantou a sementinha do mal na minha cabeça sabe? Me mostrou o quanto aquela energia da festa eletrônica era incrível, e que tinham mulheres discotecando aqui sim! E Anabel foi a pessoa que me mostrou o quanto eu podia agregar nesse mercado com a minha voz! Eu não escolhi a música eletrônica, eu simplesmente fui abraçada por ela.

Você já comentou que teu projeto tem influência do house de Chicago. Quais sãos suas influências musicais além do eletrônico? O que você gosta de ouvir?

Eu gosto da história do house, da força que ela carrega, e amo esse ar elegante e dançante que o house tem. Amo principalmente os vocais do house, mas também adoro o fato dele ter aberto portas para muitas sub vertentes, o que possibilita cada vez mais os artistas criarem novas musicalidades, colocando sua identidade! Eu me inspiro na história porque acho que é a essência de tudo que toco, é importante conhecermos as raízes do que fazemos. Mas em relação à artistas, acabo me inspirando em diversos e com sonoridades diferentes. Sou muito fã do som de Matroda, e me inspiro em mulheres como Ashibah, Groove Delight, e a Aline, que traz o house em sua essência.

Para você, qual é o maior desafio de ser multi-instrumentista? Qual o sentimento de tocar e cantar ao mesmo tempo no palco?

Eu tenho muita vontade de trazer também os instrumentos para o palco, porque é minha essência, eu sou musicista antes de ser Dj! Mas procurei antes de tudo ser uma boa Dj, fazer jus ao significado dessa profissão. Para mim a parte de cantar e mixar ao mesmo tempo é muito tranquila, apesar de eu ser ótima em me atrapalhar com os cabos de fone e microfone nas performances rsrs. Desejo agregar instrumentos à minha performance, porém, quando este momento chegar será para fazer bem feito. Isto envolve muito mais agilidade e coordenação motora do que se pode imaginar, e para mim envolve também ainda mais músicas autorais. Por estar produzindo a apenas 1 ano, é importante dar um passo de cada vez.

Você participou do The Voice Brasil, e todos os jurados viraram a cadeira na sua audição. Com certeza sua trajetória no programa ficará marcada na sua carreira. Quais foram os maiores aprendizados dessa exposição a nível nacional?

O programa me trouxe muitos aprendizados, mas acredito que bem diferentes do que as pessoas esperam. Foi uma experiência de muito auto-conhecimento, eu me vi sob pressão, me vi sob crises de ansiedade por conta do confinamento no hotel devido ao COVID-19, e senti muitas coisas das quais não estava acostumada. Mas dessa forma aprendi a lidar com cada uma delas, e hoje me conheço muito mais. Eu fiz análises muito críticas enquanto me assistia na televisão para ser sincera, e até minha comunicação ficou melhor depois disso. A experiência da explosão das redes sociais nos momentos em que eu ia ao ar, também me ensinaram muito sobre controle emocional e a lidar com essa energia toda que recebi, através de mensagens e comentários nas redes. É tudo muito mágico e intenso, mas procurei manter meu foco em continuar mostrando meu trabalho para o público! Fui para o programa com algo muito claro em minha cabeça: não é o The Voice que me tornará alguém, e sim o que eu fizer depois dele. Você pode colecionar seguidores, ou fidelizar um público.

Você foi a primeira DJ/live a se apresentar no programa. Como você vê a importância de levar a música eletrônica para um programa deste porte

Um dos momentos mais empolgantes para mim foi quando o produtor musical da equipe me perguntou qual música eletrônica eu gostaria de cantar no programa, porque eles queriam muito que eu carregasse essa bandeira. E eu tinha essa imensa vontade de levar a música eletrônica comigo, mas também tinha medo porque eu seria a primeira pessoa a fazer isso. Fiquei feliz de mostrar ao público quem eu era e o que eu fazia, pois muitas das mensagens que recebi diziam: eu não ouvia música eletrônica, até ouvir você, e agora estou amando. Isso me deu uma sensação de dever cumprido! Mas não vou mentir, fiquei um pouco decepcionada pelas duas bases musicais das obras que cantei no programa, elas acabaram não tendo muito a pegada que eu realmente quis defender naquele palco, a essência da eletronic dance music do nosso mercado.

Como funciona o processo de criação das suas músicas? Você tem uma rotina, uma mania?

Eu sou muito aleatória nesse quesito. Vai do meu dia sabe? Mas na maioria das vezes começo por uma melodia no violão, ou no teclado, ou até mesmo por uma melodia de vocal acapela. É muito raro eu começar uma música pelo beat direto no daw.

Você já tocou no Winter Festival e em vários grandes clubs como P12, Hakko Club, Matahari e El Fortin. Qual club/festival é seu sonho de consumo no Brasil? E fora do país?

Um club que tenho muita vontade de tocar é na Laroc, mas meu maior objetivo são os festivais, como Universo Paralello, Rock in Rio – que agora tem essa pista incrível de música eletrônica, Lollapalooza, para então chegar ao Tomorrowland, entre vários outros grandes festivais.

Falando mais especificamente sobre as artistas, mulheres djs e produtoras que vem se destacando. Como você vê o desenvolvimento da cena brasileira nesse aspecto hoje?

É algo lindo! Mal começamos uma nova década e já vemos várias mulheres brasileiras alcançando cada vez mais espaço. Rompendo barreiras e o preconceito. Eu sempre disse a mim mesma que independente do que pessoas falassem, o nosso trabalho mostraria nosso valor! E vejo cada vez mais mulheres mostrando o quanto são incríveis através do trabalho. Estamos na melhor fase da cena feminina, que ainda tem muito para crescer, mas que tenho certeza que é só uma questão de tempo. Me sinto pronta e estou ansiosa por fazer parte desses próximos anos de evolução do mercado pois considero a nossa geração, a geração da coroação da mulher na cena.

Quais são seus objetivos nacional e internacionalmente?

A quarentena tem servido para mim como um experimento de novas sonoridades, e percebo cada vez mais que o som que quero levar para o público, se encaixa bastante no mercado internacional. Isso me anima pois a carreira internacional é meu objetivo, inclusive já tenho minha primeira tour nos Estados Unidos apenas aguardando essa fase pandêmica passar para assim determinar as datas precisas. Mas também tenho muita vontade de tocar nas regiões mais distantes de mim no Brasil, como o norte e nordeste. Tenho visto cada vez mais pessoas pedindo pelas festas eletrônicas nessas regiões!

Quais são as novidades para esse ano? Adianta para gente sobre o lançamento do final do mês!

Tem bastante coisa! Começando pelo dia 26/03, data que lanço a música PHOENIX em parceria com Dantee pela label inglesa Backtone! Esta é uma produção onde procurei trazer menos vocal, e mais peso nos drops. Procurei trazer um pouco de bass house, que sou apaixonada, misturada com o tech house do Dantee. Esta junção trouxe uma pegada bem pista e tenho recebido ótimos feedbacks sobre ela.

Definitivamente estou testando sonoridades, e além da PHOENIX lanço também no fim do mês CONNECTIONS pelo selo português FxxK Tomorrow, minha primeira música em high bpm, parceria com Paranormal Attack que inclusive fizemos um dueto e ficou linda demais, uma música que acredito ser atemporal e uma forte candidata a Hit.  

Outra música que estou ansiosa é a Ovelha Negra, minha primeira composição em português a ser lançada, e ela com certeza promete! Essa música diz muito sobre mim e tenho certeza que muitos se identificarão. Postei apenas um trecho dela nas redes e já recebi vários vídeos de pessoas com a letra na ponta da língua! Fora estas, muitas outras estão em produção ainda e outras já finalizadas. Espero conseguir lançar todas esse ano, inclusive as que não pude lançar no ano passado por conta da minha participação no programa.

Ficha Go Girl #11 – Daphne

Nome: Daphne E. Labes
Nasceu em: Blumenau / SC
Música favorita da sua vida: Ghost In the system (Pleasure State, MK, Lee Foss, Anabel Englund)
B2B dos sonhos: Matroda
Acompanhe mais no Instagram!

O quadro Go Girl, em parceria com a SOMUS, tem como objetivo dar destaque as DJs e/ou produtoras brasileiras que tem feito um trabalho incrível na cena.

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Tem duas paixões na vida: viagem e música. Com mais de 30 países na bagagem e muitas histórias em festivais, escolheu os cinco dias acampada na lama do Glastonbury e a mágica de trabalhar no Tomorrowland Bélgica como as experiências mais incríveis que já teve.

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