Go Girl #13: Confira mais sobre a carreira e projetos de Grace Grey

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Grace Grey começou na música eletrônica como cantora e compositora. A track que impulsionou sua carreira foi “Meu vício”, em parceria com Gustavo Motta & Evvox, e grande responsável por levar sua voz para grandes clubs e festivais como Lollapalooza e Rock in Rio.

Além da produção e de suas apresentações, Grace Grey também realizou alguns projetos sociais que marcaram sua trajetória na música. Seu primeiro projeto Stop The War, Play Music!, formou 60 crianças DJs, com direito a apresentação no Green Valley e reconhecimento internacional. Batemos um papo com ela sobre carreira, inspirações e mais, confiram!

mr ruiz

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Grace, conta um pouquinho mais da sua história para nós! Sua relação com a música começou desde pequena e você até participou do programa Ídolos. Qual foi o momento em que você decidiu se dedicar a música eletrônica?

Depois que voltei do Ídolos, senti que faltava algo no que eu estava fazendo e não sentia que estava completa. Na época eu cantava MPB, e ao mesmo tempo que gostava de músicas que tinham histórias sobre sonhos, amores e incentivo, isso não combinava comigo! Lembro da minha mãe dizer “Você precisa fazer músicas dançantes” e eu não conseguia ver minha voz encaixando em funk ou em sertanejo. Foi aí que pensei em testar no eletrônico e escrevi minha primeira música em inglês, seguindo a ideia de contar uma história. Na época o primeiro produtor a acreditar em mim foi o Gobbi, produzimos juntos e depois tive um hit com o Digitalchord, que estava em ascensão. Eu tinha outra identidade, Marymell, e cheguei a cantar e compor pra quase todos os estilos do eletrônico, desde big room a dubstep. A partir dali, eu me apaixonei pelo gênero e nunca mais larguei!

No início de carreira o seu foco era como compositora e cantora, e hoje, além disso, você é DJ, produtora e live vocal. Quando e como foi a virada de chave para o projeto atual Grace Grey?

Depois de me apresentar por quase o Brasil todo cantando com os DJs que fiz colaboração e ter aprendido a tocar para ensinar as crianças do meu projeto social, senti que o mercado e a minha audiência esperavam mais de mim. Recebi várias vezes a pergunta: “Grace por que você não vira DJ?”. Eu já sabia tocar, só tinha que trabalhar meu posicionamento e mostrar que além de cantora e live performer, eu também era DJ. No fim de 2018, quando eu tocaria pela primeira vez sozinha em uma festa, sofri um acidente bem no dia (não dá pra acreditar, né?) e só meses depois fiz a estreia do meu projeto solo como DJ no El Fortin, na pista Origins.

A track “Meu Vício”, com o Gustavo Motta & Evoxx, tem mais de 2 milhões de plays no Spotify, e você fez participações especiais com ele em grandes festivais como o Lollapalooza e Rock in Rio! Qual o sentimento de saber que sua música alcançou tantas pessoas? E como foi cantar para um público tão grande?

Quando eu paro pra pensar fico chocada comigo mesma. “Meu Vício” foi uma track escrita num quartinho, que virou hino, fez história e marcou muitas pessoas (vi uma vez um pedido de casamento quando estava cantando e depois soube que a música que fez o casal se conhecer). Isso é muito doido! Com relação ao Lolla e Rock in Rio, até hoje ainda não caiu a ficha. Quando eu comecei a cantar muita gente cantou comigo, e eu só lembro de estar me arrepiando inteira. Eu jamais cheguei a imaginar que isso aconteceria, meu sonho era o palco do Green Valley, que eu subi mais de 8 vezes, foi realmente uma realização pra mim.

Hoje vemos uma união maior das DJs na cena eletrônica. Como você vê a cena atual hoje e quem são suas maiores inspirações?

Eu costumo dizer que tenho inspirações musicais mas que acima de tudo, pessoais. Conheci muita gente BOA musicalmente falando, mas que em caráter não me conquistou. Eu acredito que a música vai além de ser apenas um bom DJ, bom produtor, bom musicista, a música engloba propósito, ações e motivos pelo qual fazemos ela. Eu faço música porque acredito no poder de cura dela e porque acredito que a música transforma. Um dos únicos DJ que eu vejo se posicionando assim é o Alok, que vai além do que a música “mercado” mostra, ele mostra o motivo pelo qual faz música, todo propósito dele com ela e com as pessoas. Ele é sem dúvidas minha maior inspiração. Mas, também sou fã do Cat Dealers, Dubdogz, do nosso orgulho Carola, e de todos que eu vejo fazendo música por amor!

Você mantinha um projeto social antes da pandemia, o Stop The War, Play Music! Conta pra gente qual é o intuito e como funcionava!

O SWPM é um projeto social que atende crianças com vulnerabilidade social e tem a missão de resgatar valores, proporcionar a cultura da música eletrônica e principalmente despertar sonhos. Fomos o único projeto social a pisar no Green Valley e as primeiras crianças que visitaram o club. Formei mais de 60 pequenos DJs e recentemente fui convidada pelo Playing For Change, uma ONG Mundial, para ser madrinha e futuramente levar o SWPM pra dentro do PFC para lecionar. Eles sem exceção são a melhor coisa da minha vida, todo o combustível para seguir em frente vem deles! Inclusive, a vontade de ser professora e de estudar licenciatura em música (que faço agora) veio deles, e espero poder ensinar cada vez mais Kids por aí! O projeto teve apoio do próprio Alok, do Vintage Culture, Jord, Vinne, Motta, Groove Delight e mais DJs.

Os últimos meses foram difíceis para a maioria das pessoas, mas você se manteve ativa com o lançamento de tracks (de sucesso, como Darkness com a Lari Hi) e também a criação de novos projetos como a exposição em Rio Negrinho e a Live with hope. Conta mais sobre esses dois projetos!

A Darkness foi uma track muito especial pra mim, minha primeira música com outra mulher. Eu e a Lari conseguimos transmitir todo nosso sentimento desse momento que estamos vivendo, sobre se sentir no escuro e não saber o que vai acontecer, então foi de extrema realização pra mim! Já o Music with Hope era parte do meu projeto da live, como meu motivo de permanecer na música, é a partir de qualquer coisa, fazer música com propósito, eu queria fazer algo diferente, e a instalação preparou as pessoas aqui da minha cidade para a live, por que a ideia é que as pessoas pudessem enxergar um lado bom da pandemia, que existe esperança, e que acima de tudo estamos vivos, e que quando se sentirmos sozinhos, temos a música e nossas várias versões para completar o vazio. A ideia era mostrar que temos tudo dentro de nós mesmos, e que precisamos valorizar a vida e as pessoas que amamos, porque a pandemia mostrou que, na verdade, é só isso que importa.

Para finalizar, quais são seus planos para 2021? E qual é seu maior sonho na música?

Estou programando lançar mais 10 tracks até final do ano, tem MUITA coisa boa por vir, desde clipes às músicas autorais. Eu acredito que os próximos projetos que estou preparando vão surpreender muito. Meu maior sonho dentro da música eletrônica é poder transmitir a música de verdade como ela é, poder tocar o coração das pessoas com minhas mensagens através das letras. É conseguir que as pessoas se conectem mais com elas mesmas ao escutarem minhas músicas e que se conectem com algo muito maior no quesito espiritual. Muitas pessoas almejam fama, palcões… mas isso tudo vem com todo o esforço e trabalho do artista, vem com merecimento, entretanto eu almejo mais que só isso, que eu possa fazer mais crianças felizes, que eu possa levar a música eletrônica para onde ela nunca chegou, que eu possa fazer diferença e trazer sorrisos e alegria. E principalmente que eu possa inspirar as pessoas a nunca desistirem dos seus sonhos.

Ficha Go Girl #13 – Grace Grey

Nome: Marieli Hacke
Nasceu em: Rio Negrinho
Música favorita da sua vida: Falling Decibyls- Wait For Me
B2B dos sonhos: Alok ou Cat Dealers hahaha ❤️
Acompanhe mais no Instagram!

O quadro Go Girl, em parceria com a SOMUS, tem como objetivo dar destaque as DJs e/ou produtoras brasileiras que tem feito um trabalho incrível na cena.

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Tem duas paixões na vida: viagem e música. Com mais de 30 países na bagagem e muitas histórias em festivais, escolheu os cinco dias acampada na lama do Glastonbury e a mágica de trabalhar no Tomorrowland Bélgica como as experiências mais incríveis que já teve.

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