Go Girl #14: Fernanda Pistelli é destaque na cena underground nacional

fernanda pistelli

Fernanda Pistelli tem uma identidade sonora e visual única. Com batidas marcantes, sua marca registrada é de 125 a 128 bpms, e seu carisma na pista é apenas uma das caracteristicas que a faz ganhar o público por onde passa.

Promessa na cena underground nacional, Fernanda ganhou destaque após sua apresentação no Universo Paralello em 2019. O set, disonibilizado no seu canal do Youtube, foi um dos grandes responsáveis por aumentar a visibilidade da artista, que hoje coleciona ganhar números expressivos no seu canal. A paulista também lançou recentemente sua primeira track, “Reality Senses” em parceria com Boundless e Luis M.

Batemos um papo com a DJ e produtora e você pode conferir mais aqui:

fernanda pistelli

Fernanda, sua história profissional com a música começa quando você resolveu fazer um intercâmbio na Austrália em 2016, certo? Conta para a gente mais sobre sua trajetória no início da carreira e quais foram os momentos mais marcantes de suas residências por lá!

Oi pessoal! Tudo bem? Obrigada pelo convite! Podemos dizer que começou a se profissionalizar mais quando morei por oito meses na Austrália, mas antes eu já estava tocando e cobrando cachês para isso, porém acredito que foi ganhando minha primeira residência por lá que considero meu passo mais sólido que deu início à minha carreira.
Eu comecei a tocar em 2015 depois que comprei um par de CDJs e um mixer, fui aprendendo na marra ao mesmo tempo que pegava dicas com amigos que já tocavam, era algo que me despertava muita curiosidade em aprender, juntamente com um sentimento de que precisava me desenvolver naquilo por alguma razão. Tive minha primeira gig em Agosto do mesmo ano em um bar/balada e a partir dali surgiram várias outras oportunidades de tocar, então decidi trancar minha faculdade de Administração para me dedicar integralmente a esse caminho da música.
Em 2016, quis explorar meus horizontes e fazer uma viagem para a Austrália, foi quando literalmente me joguei, procurei onde estavam rolando as festas de Techno através do Resident Advisor e descobri que bem perto da onde estava morando existia um Club onde rolavam muitas festas desse perfil organizadas por uma crew chamada Dragonfruit.
Foi indo às festas e dizendo que sou DJ que consegui uma oportunidade de tocar ali e também me solidificar em pouco tempo conquistando minha primeira residência na label.
Em paralelo a isso, eu consegui um emprego no bar do The Met, que é um dos maiores Clubs de Brisbane, onde morava, mas nem preciso mencionar que eu era infeliz por estar trabalhando atrás de um balcão em um sábado a noite quando onde eu queria estar era na cabine do DJ e tocando! Acho que fiquei apenas quatro sábados nesse emprego, pois fui atrás de quem gerenciava a parte artística de lá e mais uma vez falei que sou DJ e enviei meus sets que havia gravado, acabou que eu tive que sair do posto de servir bebidas porque agora eu estaria com o comando da cabine!! Não poderia ficar mais feliz e realizada. Então resumidamente foi esse o começo para mim no tempo em que morei fora, depois disso surgiram outros convites por lá, como tocar em festivais, rádios, festas etc. Mas definitivamente os momentos mais marcantes foram esses em que me joguei e fui firme no que eu queria, até porque, o “não” eu já tinha, né?

Desde que você voltou para o Brasil você passou por diversos clubs e festivais por aqui. Como você a evolução da cena underground brasileira comparando com suas experiências fora do país?

Quando retornei ao Brasil, iniciei meus estudos de Produção Musical na faculdade Anhembi Morumbi e foi o que me deu mais teoria além de toda a base que tive na prática, então senti que foi um ótimo período para meu desenvolvimento artístico. Foi ao observar as diferenças das cenas daqui e da Austrália que me despertou um sentimento para inovar, então foi essencial trazer toda essa bagagem de lá para começar a escrever a minha identidade sonora aqui.
O que me marcou bastante quando morei fora foram os festivais, toda a conexão com o som, natureza e magia que tinha por trás de um evento como esse, aqui no Brasil senti uma carência de ouvir um bom Low BPM nos festivais, foi aí que senti que se meu foco estivesse nesse som que mistura um pouco de psicodelia e techno, talvez pudesse ser algo novo que agradaria os ouvidos dos brasileiros que nunca tiveram contato com isso e se tornar um estilo presente nos grandes eventos.

Quem são as mulheres que mais te inspiram na música? (eletrônica e no geral)

São inúmeras as minhas referências femininas. Na música, gosto de citar a presença de palco da Nina Kraviz, produções e sets da nossas queridas brasileiras Thatha, do projeto Altruism e a Anna, que são grandes inspirações para mim, Deya Dova, que viaja o mundo em busca dos pontos mais energéticos para gravar suas canções, Gisele Bündchen, brasileira ativista que já mudou a vida de milhões de pessoas, enfim, são tantas mulheres que me inspiro pelo fato de serem elas mesmas, sendo exemplo para tantas outras e que fazem de suas próprias vidas um caminho lindo por acreditarem em seus corações e é isso que eu busco também.

Você atingiu números muito expressivos nas redes sociais nos últimos meses, e um exemplo disso são as quase 3 milhões de visualizações no set do Universo Paralello. O que você acredita ter sido o fator principal para você conseguir alcançar tantas pessoas?

Até hoje é surreal acreditar nesses números! Eu sonhava com muito menos mas a vida sempre acaba sendo mais surpreendente! Acho que como mencionei anteriormente, tudo o que realmente desejamos de forma clara e objetiva e trabalhamos por isso tende a prosperar. Eu sabia que o Universo Paralello poderia ser um divisor de águas na minha carreira, tanto para continuar quanto para desistir, mas a última opção estava fora de cogitação, então eu me dediquei a fazer algo fora da caixa, fiz uma intro com sons que me marcaram muito no ano de 2019 e dali segui com um repertório que me marcou igualmente. Tocar no primeiro dia do ano foi mágico! Senti muita conexão com as pessoas presentes e vivi o sentimento que busco à flor da pele, que só me deixa com gostinho de quero mais e me faz almejar desafios cada vez maiores para a minha vida. Resumidamente, acredito que o fator principal para alcançar e tocar tantas pessoas foi depositar todo o meu amor e toda a minha intensidade para sentir cada som.

Você lançou seu primeiro single “Reality Senses” recentemente em parceria com Boundless e Luis M, como foi fazer essa track a distância?

Primeiramente, foi super divertido! Todos eles são pessoas incríveis e mesmo ainda não nos conhecendo pessoalmente, a sensação é a de que somos todos irmãos. Então desde o começo foi uma fusão que fluiu muito bem! Estávamos na vibe das sincronias quânticas e foi aí que começamos a desenvolver cada um uma parte da música. A tecnologia hoje em dia é uma ferramenta fantástica que nos permite realizar esse tipo de trabalho instantaneamente e à distância, foi assim que conseguimos trocar nossos sentidos de realidade para a track, enviar e manipular os arquivos de áudio. Essa colaboração rendeu uma amizade muito legal entre todos além dessa track super poderosa!

Ainda sobre a track, você tem alguns anos de experiência como DJ mas ainda não havia lançado nenhuma música autoral. O que te motivou a produzir?

O que me motivou a começar a produzir foi a possibilidade de expandir meus horizontes e colocar minhas ideias de som na prática. São mundos bem diferentes e eu tenho muito gosto pelos dois. Acho que a produção musical é um caminho um pouco mais árduo pois envolve muito mais técnica, domínio de softwares, números, regras, teoria etc, enquanto a discotecagem, embora tenha algumas regras, é puramente feeling. Um caminho me levou ao outro e acredito que com o tempo consigo me solidificar naturalmente nas duas áreas sem me pressionar a entregar nada que eu ainda não esteja pronta.

Qual é seu grande sonho na música?? Quais são suas ambições para os próximos anos?

Meu grande sonho na música é me tornar cada vez melhor e mais completa, porque sei que sempre posso melhorar e com isso atingir positivamente a vida de muitas pessoas. A partir disso espero poder viajar muito, conhecer lugares e pessoas incríveis por esse mundo e poder levar um pouquinho de mim e da minha música por aí. Para os próximos anos gostaria de ver a situação que estamos vivendo estabilizada e que eu possa concretizar tudo o que visualizo. Bom, pode sonhar alto? Quero rodar o mundo e tocar nos maiores festivais!

Ficha Go Girl #14 – Fernanda Pistelli

Nome: Fernanda Pistelli
Nasceu em: São Paulo
Música favorita da sua vida: Redemption Song – Bob Marley
B2B dos sonhos: Já realizei um que foi B2B com Boris Brejcha e Ann Clue, então agora espero realizar com Nina Kraviz, quem sabe?
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O quadro Go Girl, em parceria com a SOMUS, tem como objetivo dar destaque as DJs e/ou produtoras brasileiras que tem feito um trabalho incrível na cena.

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Tem duas paixões na vida: viagem e música. Com mais de 30 países na bagagem e muitas histórias em festivais, escolheu os cinco dias acampada na lama do Glastonbury e a mágica de trabalhar no Tomorrowland Bélgica como as experiências mais incríveis que já teve.

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