Go Girl #17: Embarque no som Indie eletrônico de RoB

RoB

Uma artista que flui através da poesia, da intensidade e de seu próprio poder interior. A pernambucana RoB é uma jóia da cena nacional que vem provando que música eletrônica não é feita somente para pista de dança. Levando a influência da nova geração da música brasileira, misturada aos beats do synthpop, dub e ‘indietrônica’, RoB lançou recentemente o primeiro single de seu projeto “Nada Lá Fora” apostando em um conceito mais intimista e profundo. 

Agora ela reaparece com o lançamento de “Outra”, faixa que traz uma forte mensagem sobre a força feminina e as complexas camadas que compõem o poder da mulher, pré-anunciando seu álbum debut que está por vir no segundo semestre. RoB é uma artista que você precisa conhecer mais a fundo:

Você carrega uma jornada de experiência com a música, tanto através da sua trajetória com sua banda anterior King Size, como através de sua vivência da Califórnia. De que forma essas bagagens ajudaram a definir sua identidade no projeto atual?

Acho que a soma das influências que venho adquirindo ao longo do tempo me deixou mais livre para fazer uma música sem preocupações com rótulos.

A cena de Recife é berço de muitos talentos que marcam a história da música brasileira, seja através do legado de Lenine, Mundo Livre, Nação Zumbi, seja com a presença de artistas mulheres de grande personalidade como Karina Buhr e Flaira Ferro que dão uma nova roupagem para a música nacional contemporânea, misturando também com a música eletrônica. Você acredita que a cidade imprime uma influência para o seu som? 

Certamente. Seria impossível não se influenciar pela força cultural e criativa de Recife. Nasci e me criei aqui, frequentei muitos shows de bandas locais, acompanhei o percurso de vários artistas. Existe uma faísca criativa em Pernambuco que me encanta. Não é um estilo, não é um discurso, nem uma sonoridade específica, mas uma capacidade de produzir coisas frescas, novas. 

Quais artistas mulheres do cenário pernambucano que te inspiram? 

Tantas mulheres fortes em Pernambuco: Karina Buhr e Flaira Ferro, que vc citou acima, Uana Mahin, Isaar, Gabi da Pele Preta, Ylana Queiroga, Erica Natuza, e vou citar a maravilhosa Duda Beat, que é pernambucana e leva sua música pro alto sem medo de ser feliz. Ah e a grandiosa e eterna Lia de Itamaracá, eu não poderia esquecer. São todas inspiradoras, desbravadoras, mulheres poderosas.  

Sua nova faixa “Outra” traz uma mensagem bem forte relacionada ao poder feminino. Teve algum fato ou circunstância específica que despertou a mensagem por trás dessa faixa?

Maturidade 🙂 Essa é a circunstância que me fez parar de jogar a responsabilidade da minha vida para outros e tomar as rédeas para mim mesma. “Outra” fala de uma mulher que se conhece melhor, descobre suas novas faces, que não precisa se definir, pois está sempre em movimento. Uma mulher que se transformou e sabe que estará sempre em transformação e que não permitirá que ninguém interrompa esse processo.

Tanto o novo single Outra, como o anterior Nada Lá Fora, fazem parte de um quebra cabeças que integra a vibe do seu novo álbum. Qual a conexão central que amarra a essência do seu álbum?

O fio que conecta tudo é realmente o amor. O amor pela vida, um novo amor, o amor que passou, o amor que não acaba, o amor próprio. As músicas falam de experiências pessoais, percepções sobre o meu universo, que em algum momento acho que deixa de ser meu e passa a ser o universo humano. São temas pessoais e totalmente universais ao mesmo tempo.

Conta pra gente como é sua rotina de estúdio, sobretudo, durante a criação do seu novo álbum que está por vir nos próximos meses?

As músicas foram compostas e produzidas em pleno isolamento social. Eu em minha casa e William Paiva, produtor musical, na casa dele. Eu escrevia, cantarolava, mandava pra ele, ele criava uma base, mandava de volta… um vai e vem de ideias que funcionou muito bem – e vem funcionando. Nos encontramos algumas vezes para discutir timbres e elementos, quase sempre um processo de “limpar” o desnecessário e buscar a simplicidade. Todos os arranjos foram feitos por William e gravamos as vozes no Fábrica Estúdios, em Recife. 

Quais são suas expectativas com o projeto para o pós-pandemia?

Tocar. Cantar. Me mexer. Não vejo a hora de poder sentir aquele friozinho na barriga. 

Ficha Go Girl #17 – RoB

Nome: Roberta Brennand de Souza
Nasceu em: Recife, PE
Música Favorita da vida: Be thankful for what you got, de William DeVaughn
Collab dos sonhos: Dividir o palco com várias mulheres, juntas, de diferentes estilos.
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O quadro Go Girl, em parceria com a SOMUS, tem como objetivo dar destaque as DJs e/ou produtoras brasileiras que têm feito um trabalho incrível na cena.

Leia mais: Go Girl #16: Conheça o trabalho da inspiradora Elisa Audi

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Tem duas paixões na vida: viagem e música. Com mais de 30 países na bagagem e muitas histórias em festivais, escolheu os cinco dias acampada na lama do Glastonbury e a mágica de trabalhar no Tomorrowland Bélgica como as experiências mais incríveis que já teve.

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