Go Girl #24: DJ revelação de 2019, Lud Prado mergulha na linha mais progressiva do House

Lud Prado

Lud Prado, eleita DJ revelação de 2019 pela revista Djane Mag Brasil, vem desde 2016 consolidando sua carreira musical e se tornando uma das DJs mais solicitadas do Brasil.

Tocando principalmente deep, tech e progressive house, Lud já passou pelos principais clubes da elite paulista e em festas de famosos, como nos aniversários do apresentador Rodrigo Faro e do sertanejo Fernando Zor. Também se apresentou no Villa Mix Festival, no Guarujá, São Paulo, foi um dos destaques dos camarotes King, no desfile das campeãs, na Avenida Marquês de Sapucaí, no Rio, e do Café de La Musique, no Anhembi, sambódromo paulista.

Desde 2020, Lud começou a desenvolver seu lado como produtora musical, lançando a faixa “Giving Up On Love” em parceria com o duo Blackout, “Just Like That” em parceria com Mary Mesk, e a autoral “Alla Turca”, somando mais de 150 mil plays no Spotify. Seu último lançamento, “Love you baby”, saiu em julho pela Alphabeat Records.

Confira nosso bate-papo com a artista paulista:

Hello Lud! Tudo bem com você? Conta pra gente, lá do início, como a música entrou na sua vida, o que despertou esse desejo de trabalhar com a música, e o que isso tudo significa pra você?

Posso dizer que sempre fui baladeira nível máximo desde muito nova. Eu era sempre a mais nova da turma e sempre tive amigos que eram sócios das casas noturnas, o que no caso eu sempre ficava em backstage e sempre tinha vontade de tocar, porém achava que era um bicho de sete cabeças. Hoje em dia, acredito que isso foi muito bom para meu conhecimento musical de anos e também para entender o feeling de pista.

Quais são suas principais referências femininas da música? Tanto da música eletrônica quanto em geral!

Posso dizer que sou muito eclética, muito mesmo! Desde pop, sertanejo e eletrônico. Só não curto pagode e samba rsrs
Na música eletrônica acho incrível o crescimento das artistas brasileiras que são muitas se destacando nesse meio nos últimos anos. Na gringa curto muito a ANNA e a Amelie Lens.

Sendo uma artista, DJ e produtora musical mulher, imaginamos que devam ter havido vários obstáculos em sua jornada. Quais foram os maiores desafios que você enfrentou nesse sentido? Como lidou com eles?

Foi nos primeiros 2 anos tocando, sempre muito complicado você ser a única djane em um line masculino, tive muitos problemas de DJs desregularem o setup pra eu entrar. Com o tempo fui aprendendo a verificar tudo pra não passar nervoso mais e bola pra frente.

Conta pra gente como rolaram as collabs com a Mary Mesk e o Blackout! Os processos foram parecidos?

Sempre fui uma pessoa bem relacionada, isso ajuda bastante, mas sempre tive admiração por eles. Com Blackout fizemos um Deep e com a Mary Tech House. Tanto os meninos do Blackout pelo nosso público ser basicamente o mesmo e amigos em comum… a música deep foi ideal para o verão e mais comercial como nosso público. E sempre tive admiração pela produtora que a Mary é… fiz um convite no começo da pandemia e deu super certo. A track faltava melhorar a melodia e ela arrasou muito nessa collab.

Se você tivesse que escolher os três momentos mais marcantes da sua carreira, quais seriam eles? Conta pra gente um pouquinho dessas experiências!

A primeira vez que toquei para o público cobrando R$300 em um bar/restaurante que tinha um pub embaixo, foi incrível e tudo ocorreu melhor do que eu esperava.

A segunda foi quando abri o show Matheus & kauan para 10 mil pessoas, que acredite se quiser… fiquei zero nervosa, foi maravilhoso.

E a terceira quando toquei no Villa Mix festival para um público gigante também que no caso eu era a única DJ mulher em um line up de gigantes. Estava um calor de 40 graus sob o sol, sensação térmica de 50 … eu escorria suor, quando terminou fui direto para o camarim com a pressão no chão e branca passando mal. Mas aguentei firme no palco, como uma atriz sorrindo kkkkkk

Qual seu formato de evento favorito de tocar? Clubs com mais proximidade do público, festas particulares, eventos maiores… e por quê?

Eu amo muito públicos grandes acabei perdendo a vergonha e amo sentir aquela energia enorme da multidão. A sensação é indiscutível. Mas, os clubs acabo conseguindo fugir um pouco do som comercial 100% e tocando um som mais refinado e tbm com um drop mais pesado que eu amo.

Como você imagina sua carreira daqui a 5 anos? Quais são os próximos passos que veremos de Lud Prado?

Eu sou uma pessoa muito focada e que não desiste fácil não. Então acho que por conta disso eu acredito sempre estar buscando o meu melhor e crescer perante a isso.

Tem alguma novidade especial vindo por aí que você possa contar pra gente?

Sim, tem uns remixes que estou muito ansiosa pra lançar, enquanto isso aguardando as burocracias.

Ficha Go Girl #24 – Lud Prado

Nome: Ludmila Prado
Nasceu onde:
 São José dos Campos -SP
Música Favorita da vida:
All Of Me / John Legend
Collab dos sonhos: 
Posso dizer que David Guetta, sonhos mesmo rsrsrs. Desde novinha gostei muito e aprendi a curtir eletrônico ao som dele.


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O quadro Go Girl, em parceria com a SOMUS, tem como objetivo dar destaque as DJs e/ou produtoras brasileiras que têm feito um trabalho incrível na cena.

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Administradora paranaense, morou alguns anos em São Paulo e adora as várias opções de festas e eventos que a cidade oferece. É viciada em festivais, não tem medo de encarar um sozinha! Já passou por mais de 15 fora do Brasil, como Creamfields (UK), SXSW (Austin), Coachella (CA), Ultra (Miami e Croácia) e Mysteryland (NL). Divide suas paixões musicais entre techno e indie rock!

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