Go Girl #42: Fe Bardi emociona a pista em toda sua pluralidade

Fe Bardi
Foto: Divulgação

Com uma carreira marcada por uma virada significativa, Fe Bardi é DJ, produtora, diretora executiva e advogada! Com mais de dez anos e uma carreira consolidada no setor corporativo, a natural de Santos sempre teve a música em sua vida, e passou a explorar essa paixão montando playlists para festas de amigos. Com o tempo, naturalmente seu interesse foi evoluindo, então Fe se tornou DJ profissional.

Com amigos DJs e produtores, Fe Bardi se introduziu no meio da música e desenvolveu suas habilidades artísticas e de orquestrar uma pista de dança, colecionando apresentações pra lá de especiais em alguns dos points mais badalados de São Paulo, como Mahau, Carat, Select Music, Tetto y Aragon só para citar alguns. Em 2021 a artista assinou uma residência no Café de La Musique na capital paulista e entrou num avião em direção à sua primeira tour internacional, com direito a gigs em Las Vegas e Los Angeles.

Fluente em discotecagem, Fe Bardi buscou estudar sobre produção musical, que a levaram a ter aulas com Rey Vercosa, DJ, produtor, multi-instrumentista paulistano que consolidou sua carreira na Europa. Com as aulas e a amizade funcionando cada vez mais, os artistas passaram a trabalhar juntos em algumas faixas, três delas que agora integram o novo compilado “Ibiza Summer” de Rey Vercosa, e são os primeiros lançamentos oficiais da artista.

Nosso Go Girl de hoje é com ela, Fe Bardi! Confira o papo:

Oie Fe! Como estão as coisas por aí?

“Oie! A música sempre fez parte da minha vida. De criança ia para a casa do meu avô escutar música clássica com ele, depois passei a colecionar discos (aliás coleciono até hoje) e sempre frequentei todo tipo de rave e balada, das eletrônicas até as de hip hop. Acabei indo para a advocacia como profissão, mas sempre tendo a música como parte da minha vida. Até que em determinado momento comecei a organizar a parte musical das festas de amigos, fui vendo que tinha jeito para aquilo, passei então a receber convites para branding musical de marcas e fui então cada vez mais profissionalizando a minha relação com a música até realmente estudar e virar DJ profissional e produtora.”

Conta pra gente, lá do começo da sua vida, qual sua primeira memória com a música? Como começou seu relacionamento com a música eletrônica?

“Eu sou apaixonada por quadros e fotografias. Tenho uma pequena coleção em casa de artistas brasileiros que admiro como Fabiano Makul, Akira Cravo e outros. Venho de uma família onde todos têm dons artísticos relacionados à pintura e música. Eu mesma já pintei alguns quadros mais nova.”

Indo além da música, você se inspira em outras áreas artísticas, como dramaturgia, artes plásticas, literatura…?

“Eu sou apaixonada por quadros e fotografias. Tenho uma pequena coleção em casa de artistas brasileiros que admiro como Fabiano Makul, Akira Cravo e outros. Venho de uma família onde todos têm dons artísticos relacionados à pintura e música. Eu mesma já pintei alguns quadros mais nova.”

Quais são as artistas que mais te inspiram e são referência para o seu trabalho?

“Minhas grandes referências musicais sem dúvida são Elvis Presley, Beatles e Nina Simone. Amo a irreverência deles, sua inovação. Como DJ minhas referências são Nora en Pure, Passenger 10, Adam Port, Ben Böhmer, Eli & Fur e tantos outros.”

Fe Bardi
Foto: Divulgação

Sua carreira profissional é marcada por grandes reviravoltas muito positivas, com uma mudança de setor muito interessante: da advocacia para a música! Como foi esse processo de transição?

“Na verdade todo mundo que me vê tocando como DJ acha que larguei a advocacia. Acho que é natural que todos pensem que temos que escolher uma única profissão. Mas não. Continuo sendo uma grande executiva, diretora jurídica de uma das maiores farmacêuticas do Brasil, lidero um grande time de advogados e tenho um histórico como executiva de outras grandes multinacionais e inclusive sendo responsável pela aquisição e venda de importantes empresas aqui no Brasil.

Eu mesma por muito tempo enxerguei minha profissão de DJ como um hobby por medo de que me pedissem para escolher uma das duas coisas. A profissão de advogada sempre foi muito formal. Eu estudei muito para ser advogada, tenho MBA em economia e mestrado na Universidade de Washington e morria de medo que se falasse que era DJ as pessoas não me levariam a sério. Demorou um tempo para eu entender que não, tive que passar por um processo de autoconhecimento profundo e quando eu mesma aceitei que sou capaz de ser várias coisas ao mesmo tempo e abracei essa minha pluralidade, todos ao meu redor começaram também a aceitar. Nós não precisamos ser uma coisa ou outra. Com dedicação, esforço, estudo, podemos ser muitas coisas e fazer todas elas muito bem. Veja que todas nós mulheres somos assim, ainda que a gente não enxergue, não é verdade? Somos mulheres, mães, filhas, trabalhamos, somos esportistas e tantas outras coisas.”

Quais foram os principais aprendizados que obteve durante os anos atuando como advogada, que aplica atualmente na sua carreira artística?

“Sem dúvida o que trago do mundo corporativo para o artístico são princípios como Ética, Profissionalismo, Pontualidade, Respeito por todos os demais profissionais pois sei que ninguém faz nada sozinho. Eu valorizo muito o profissional técnico, o responsável pela luz, pela limpeza, pela segurança etc, pois – como em uma empresa – a equipe é quem entrega um bom evento. Mas confesso que estranho um pouco alguns comportamentos que vejo no mundo artístico e que não estava acostumada no mundo corporativo. Não dá para generalizar pois tem muita gente competente e séria entregando eventos grandes e incríveis aqui no Brasil. Acho que falta um Código de Conduta nesse meio e um pouco mais de respeito pelo artista, em especial, pela artista mulher.”

Como você se prepara para uma apresentação? Tem algum ritual que nunca falha?

“Sempre preparo o set com antecedência, nunca repito um mesmo set. Claro que improviso e mudo na hora dependendo da situação, mas ainda assim já faço toda uma preparação prévia. No dia do evento sempre rezo antes pois acredito que a expressão artística é muito maior que apenas a expressão de um ser humano. A energia que é passada por meio da música é o que diferencia cada artista.”

Fe Bardi
Foto: Divulgação

Como funciona seu processo criativo no estúdio?

“Meu processo criativo é muito intuitivo. Precisa tocar minha alma. Preciso sentir algo. Se não sinto nada, não serve. As vezes fico ouvindo varias vezes a mesma parte da música para entender qual elemento não está me passando emoção. Na minha collab com o produtor Rey Vercosa várias vezes eu ligava para ele e falava por exemplo “esse chimbal me irrita” ou “não estou sentindo nada nesse break” rsrsrs Também não gosto do uso excessivo do loop. A música para mim precisa ser dinâmica e ir surpreendendo.”

Seus último lançamentos vieram em parceria com Rey Vercosa pelo compilado Ibiza Summer! Como você conheceu Rey, e como foi o processo para produzir “Stay The Night”, “Light Projection” e “Life Is Just Magical” ao lado dele?

“Eu e o Rey nos conhecemos por um amigo em comum e logo nos tornamos grandes amigos. Começamos então a pensar em produzir juntos. Eu já havia feito um curso de produção e produzido alguns remixes mas ainda não tinha lançado nenhuma música original. Usava os remixes nos meus sets apenas. Foi o Rey quem me incentivou a focar na produção musical original. Mas para que eu realmente pudesse produzir queria estudar mais e então o Rey além de amigo, passou a me dar aulas de produção. Foram nessas aulas que as ideias das músicas surgiriam e elas acabariam integrando o álbum “Ibiza Summer”.”

O que podemos esperar de Fe Bardi para os próximos meses? Tem alguma novidade que possa contar pra gente?

“Já estou estudando as referências musicais para um próximo álbum. Agora que fui picada pelo “bicho” da produção musical, não paro mais rsrsrs Tocar uma música sua na pista e receber um retorno positivo muda tudo.”

FICHA GO GIRL: FE BARDI

Nome completo: Fernanda Bardi Franco
Onde nasceu: “Sou de Santos mas vim para SP com 2 anos”
Música favorita da vida: “Almost Home” – Moby
Collab dos sonhos: Passenger 10

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DJ, produtor musical e graduado em Comunicação Social pela ESPM SP, seu objetivo de vida é emocionar as pessoas e fazer com que elas sintam lá no fundo algo confortante. Seja tocando em festas, produzindo suas próprias tracks ou escrevendo textos, acredita que a música eletrônica tem o potencial único de unir pessoas e trazer bons momentos e experiências inesquecíveis.

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