Go Girl #7: Lari Hi conta como conseguiu criar uma identidade forte para o seu projeto

Lari Hi

A DJ e produtora Lari Hi já soma três anos de projeto e muitas experiências na música eletrônica. Só em 2020 a artista lançou 11 tracks, incluindo collabs com JetLag, Pirate Snake e Cevith. Com inspiração em grandes nomes como Ben Bohmer, Cassian, Rüfüs Du Sol, Camelphat, Lane 8 e Monolink, Lari trabalha de maneira orgânica, criando as tracks com vocais do zero e com músicos para ajudar nas composições.

Nós batemos um papo super legal com a Lari Hi, no qual ela contou mais sobre sua carreira, conquistas e planos para o ano. Confira:

Lari Hi

Você começou na música eletrônica em 2017!  Você sempre teve vontade de ser DJ / produtora? Quem foram / são suas grandes inspirações na música?  
Desde pequena eu sempre ouvi música eletrônica, meus pais são super novos então eu sempre acabava escutando com eles. Meu pai comprava todas as edições do Summer Eletro Hits e minha paixão começou ali.

Quando eu tinha 17 (2013) anos fui para o Ultra Music Festival em Miami e foi neste momento que eu me dei conta de que era realmente aquilo o que eu queria pra vida. Por insegurança, eu sentia muito medo de começar a tocar sozinha e inicialmente, fazia parte do plano começar a tocar com uma amiga minha que estava em Miami comigo. Ela que tinha me convencido a ir ao festival durante nossas férias de intercâmbio! Chegando ao Brasil seguimos o plano e nos matriculamos no curso de mixagem na Dj Ban, mas infelizmente nosso projeto não foi adiante e eu acabei deixando esse sonho de lado por medo de seguir com meu projeto sozinha.

Em 2017 outra amiga minha me chamou para fazer um duo com ela, eu super aceitei de cara, afinal, esse era o meu sonho, mas logo na primeira apresentação nós percebemos que não iria dar certo! A diferença é que, desta vez, eu não desisti, segui tocando sozinha usando o nome do nosso duo “Hi Societty”. Toquei em diversas festas e até fui residente durante 6 semanas no Paris 6 Burlesque. As coisas estavam indo muito bem para apenas 4 meses de projeto, mas eu sentia necessidade de mudar, aprender a produzir, e foi neste momento que eu conheci o Viking e ele me ensinou tudo que sei de produção e hoje é sócio e co produtor do projeto Lari Hi, sou muito sortuda em ter um cara desse na minha vida e projeto. 

Ao longo dos anos minhas inspirações foram mudando, assim como a linha de som do projeto. Acredito que quanto mais ouvimos e conhecemos a música eletrônica nossos gostos começam a se aprimorar. Hoje eu cheguei em um estilo musical em que eu me encontrei, que me representa artisticamente e sou muito feliz em produzir o estilo de som que eu produzo, que é o prog house/techno melódico. Com certeza minhas maiores referências são Ben Bohmer, Cassian, Rüfüs Du Sol, Camelphat, Lane 8, Monolink.

Você tem poucos anos de estrada e muitas conquistas: já lançou em grandes gravadoras, fez várias collabs de sucesso e tocou em várias festas e festivais, incluindo o gigante Planeta Atlântida! Qual é seu grande objetivo de carreira?
Com certeza eu ainda tenho uma longa jornada pela frente, mas sou muito feliz pelas conquistas que tive nesse período, todas elas fruto de muita dedicação e muito corre! Eu sempre estive à frente do meu projeto, mesmo tendo pessoas cuidando de certas coisas pra mim, eu sempre estou por dentro do máximo de coisas possível e em busca de saber como e o que podemos fazer para entregar um trabalho sempre superior. Quando estou fazendo uma música, a minha cabeça já está pensando em todo o desdobramento que poderei trabalhar com aquela música: clipe, foto, presskit, alguma ação promocional… Uma música nunca é só uma música, sempre tem um trabalho gigantesco por trás dela do pré lançamento até o pós.

O meu grande objetivo, o mais ambicioso, é entrar no top 100 Djmag no futuro, mas eu tenho vários outros objetivos para alcançar antes dele, passo por passo. 

No começo do projeto eu acreditava que da noite para o dia as coisas iam acontecer, aquela ansiedade natural, sabe? Mas hoje com 3 anos de projeto, e olha que isso ainda é pouco, eu tenho a plena consciência de que a jornada ainda vai ser grande. Eu não me preocupo com as pedras que possam surgir no meio do caminho e não é porque eu sou pretensiosa ou algo do tipo… é que eu realmente acredito no que está por vir e essa perspectiva me deixa feliz.

Você fez uma live sensacional e super produzida no final do ano passado, na qual mostrou suas 14 novas músicas produzidas na quarentena, incluindo collabs com Jetlag, Pirate Snake e CEVITH. Como você vê a evolução do som da Lari que começou em 2017 e da Lari que produziu todas essas tracks?  

Durante esses anos eu estou à procura de uma maneira de diferenciar o meu projeto, eu penso nisso todo dia! Em 2017, no comecinho, eu produzia Brazilian Bass e à época eu até curtia o som que eu fazia, mas era mais uma junção de gostar e fazer porque é o que tá na moda (ou a ideia de que é o que dá dinheiro, sabe?) mas com o passar do tempo a insatisfação veio. 

Foi neste momento que eu comecei minha transição para um som mais melódico e o primeiro lançamento que fiz nessa pegada foi a “The Road is Long”. Eu estou de prova que quando fazemos o que amamos o trabalho é mais fluido, mais bonito. Foi durante essa transição que os outros artistas começaram a ter olhos para mim, porque eu saí da casinha. 

Hoje fazendo o som que amo eu consigo criar muito mais conteúdo e ter muito mais ideias do que quando eu estava insatisfeita com ele, claro! Hoje eu consegui criar uma identidade forte para o meu projeto. 

Sobre a Live… olha, foi uma loucura produzir as tracks, todas produzidas em um mês! Eu vivi 31 dias para aquilo. Óbvio que o Viking entrou de cabeça nessa comigo, sem ele eu não conseguiria ter feito nem metade e também os meninos do Vose St. que participam em 7 dessas tracks, os meninos cantam e escrevem demais. Acredito que um grande diferencial do projeto também é que eu procuro fazer tudo da maneira mais orgânica possível, todos os vocais são criados do zero e eu sempre tenho músicos comigo compondo as tracks, eu amooooo piano, sempre tento encaixá-lo também nas minhas produções. 

Você bateu no ano passado 780 mil streamings no Spotify, e fica cada vez mais conhecida na cena. Podemos afirmar que você já inspira muitas mulheres DJs a começarem / continuarem a carreira. Qual maior desafio que você enfrentou por ser mulher? Nesse aspecto, como você vê o futuro da cena e como acha que as mulheres podem se ajudar?
A real é que no começo ninguém botava fé em mim, algumas pessoas da cena chegaram até tirar sarro, mas eu nunca me deixei levar. As mulheres sempre são descredibilizadas em quase tudo que fazem e não apenas no nosso meio. Porque seria diferente na música eletrônica, né? Infelizmente. E não é sobre ser melhor ou inferior a ninguém, é sobre equilíbrio: seja de talento, capacidade e mais, oportunidades! É muito injusto que a mulher tenha que provar todas as suas habilidades a todo momento. 

Acredito que o mercado no Brasil vem mudando bastante e as mulheres têm se unido muito mais! Isso é fundamental. Existe um grupo em que faço parte no WhatsApp, o SOMUS. É um grupo formado apenas por mulheres produtoras, djs, managers, bookers, mulheres que atuam no mercado de alguma forma…. ali falamos tudo sobre música e hoje estamos com quase 100 mulheres no grupo e a cada dia chegam novas integrantes. É muito lindo ver essa união entre as minas da cena. Mesmo! Eu me orgulho disso.

Já estamos ansiosas pela nova track, que sai dia 19 de fevereiro pelo CICLO Records! O que podemos esperar de “Say Hi”? 
Essa música é bem especial, a capa dela foi feita antes mesmo da ideia da track hahaha! A ideia inicial era fazer uma música com a letra “Say Hi” então mandei uma mensagem para o Leo Bomeny dizendo que eu precisava de uma track que o nome fosse “Say Hi” e logo após algumas horas ele me enviou a letra que tem tudo a ver comigo. É bastante pessoal isso, mas eu disse acima que fazer uma música envolve muita coisa, não disse? Hehehe as vezes envolve sentimentos pessoais também! Eu sou uma pessoa muito difícil para me relacionar e essa música fala um pouquinho disso, não poderia me representar de melhor forma. Quem sabe colocando isso pra fora as coisas melhores aqui dentro? 😉

Atualizado:

Quais as próximas novidades que você já pode contar e quais os planos para 2021?
 Esse ano com certeza vai ter muita música pra mostrar pra vocês, inicialmente tenho planejamento para lançamento de track até maio, serão 6 músicas em 4 meses. Muitas músicas eu ainda estou procurando label e também escolhendo quais vão ser lançadas pela minha gravadora que vem por aí (Hi Records), fora as tracks tem muita coisa pra acontecer, tem até um reality no meio, mas isso eu vou deixar em off hahaha me acompanhem e saberão.

Ficha Go Girl #7 – Lari Hi

Nome: Larissa de Jesus Barbosa Silva
Nasceu em: São Paulo
Música favorita da sua vida: Rufus Du Sol – Innerbloom
B2B dos sonhos: Ben Bohmer e Lane 8
Acompanhe mais no Instagram!

O quadro Go Girl, em parceria com a SOMUS, tem como objetivo dar destaque as DJs e/ou produtoras brasileiras que tem feito um trabalho incrível na cena.

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Tem duas paixões na vida: viagem e música. Com mais de 30 países na bagagem e muitas histórias em festivais, escolheu os cinco dias acampada na lama do Glastonbury e a mágica de trabalhar no Tomorrowland Bélgica como as experiências mais incríveis que já teve.

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