GO GIRL #35: Aninha leva o Brasil às pistas de dança ao redor do mundo

Aninha

Com uma jornada marcada por passagens em alguns dos mais importantes clubs e festas do mundo como Watergate, Circoloco, FACT, Time Warp, Warung e muitos outros, Aninha é uma das artistas mais respeitadas do circuito sul-americano da música eletrônica.

Referência em repertório e discotecagem, Aninha tem lançamentos em importantes gravadoras como Defected, Nervous, WOW! Recordings, Totoyov, 303 Lovers, Playperview, Warung Recordings, viajando pelo que há de melhor entre o House e Techno.

kalla orbis

Além das residências no D.Edge em São Paulo, HOAX em Pelotas e Terrazza Club em Florianópolis, Aninha está à frente da AIA Records e Neanderthal Music ao lado de Fabø. Nosso GO GIRL de hoje é com ela, Aninha! Confira o papo:

Oie Aninha! Como estão as coisas por aí? 

Oi maravilhosas, tudo ótimo por aqui e espero que com vocês também 🙂

Conta pra gente, como tudo começou com você e a música? Qual sua primeira memória com a música e o que fez você querer trabalhar com isso?

Meu primeiro contato com a música, assim como o de todo mundo, vem desde cedo. Lembro que morava em São José SC e minha mãe ouvia Trans Europe Expresse do Kraftwerk, meu pai vinha me visitar e colocava Donna Summer – I Feel Love, meu tio em Blumenau SC ouvia também Kraftwerk – eu tinha uns 5 anos de idade. Meu primeiro contato com a cabine foi em 1992 em Itapema SC, quando vi os djs no club mixando nos toca-discos garage house (que obviamente eu não sabia que estilo era na época) e achei legal aquele som que não tocava na rádio. No mesmo ano trabalhei, por um breve período, numa loja de discos e podia ouvir as compilações de música eletrônica do Over Night (Club de São Paulo SP). Mas foi em 1999, quando comecei a trabalhar de fato na noite como promoter, que tive proximidade com os DJs e enfim, tive essa vontade de aprender a “discotecar”.

Além da música, quais outras artes te inspiram e influenciam seu trabalho?

Me inspiro em tudo que envolve “a arte de…” Fotografia, artes plásticas, artes cênicas, arquitetura, gastronomia, intervenções artísticas, projeções, dança, moda, literatura, vida…  

Quem são as artistas mulheres que inspiram seu trabalho e são referências para sua carreira?

Me inspiro todo o tempo, com diferentes gerações: Anfisa Letyago, Anna, Blancah, Cassy, Eli Iwasa, Ellen Allien, Giorgia Angiulli, Honey Dijon, Jayda G, Kika Deeke, Miss Kittin, Natasha Diggs, Nastia, Octo Octa, Peggy Gou,  Valentina Luz, Shanti Celeste, Sonja Moonear, Tania Vulcano, The Blessed Madonna, Vera <3

Presenciando seus sets ao vivo, dá pra perceber que sua habilidade tocando e seu repertório são de um nível superior, com muita atenção aos detalhes e seleção de músicas afiada. Como você se prepara para uma gig, e como funciona seu processo de pesquisa musical?

Sempre fui mais DJ que produtora, portanto essa coisa da técnica e aprofundamento na pesquisa musical são importantes pra mim. Passo horas na frente do computador ouvindo tracks, independente do ano, produtor, selo ou estilo. Treinei durante anos mixagens longas e equalização no começo da carreira. Quando estou na pista gosto de ser impressionada pelo DJ, ouvir coisas diferentes, então amo levar isso pra galera também e quando não consigo fico triste (risos).

Aninha

Ao longo dos anos você vem construindo uma carreira sólida. Com lançamentos em importantes labels como Defected, Nervous, Warung Recordings, King Street Sounds, entre muitas outras, como foi o processo para chegar até aqui? Em que momento você teve consciência de que estava indo no caminho certo?

Comecei a produzir em 2006 e tudo foi de forma natural: fazia algo, enviava para os amigos, eles me davam uns toques, ajustava, mandava para os selos e lançávamos. Eu vi que tinha jeito pra produzir quando recebia feedbacks da pista, outros artistas tocavam as músicas, quando meus amigos queriam fazer música comigo – isso é muito importante para aprendizado e evolução de um produtor(a) –  recebia convites para remix, para outros lançamentos, etc.

Tendo tocado em alguns dos clubes e festas que são referência no circuito internacional da música eletrônica, como Watergate, FACT,  DC10 (Circoloco), Fabrik B-Day Cellabrate e Time Warp, você deve ter vivido momentos únicos, doidos, mágicos e inesquecíveis. Qual é a primeira situação que vem à mente? Como foi? 

A primeira vez que toquei fora do Brasil foi, na tour internacional do Warung em 2006, no DC10 (Ibiza). Era o after tradicional de segunda-feira, que todos conhecem como Circoloco. Bom foi uma loucura, porque eles abominavam CDJs e eu estava nessa transição de vinil pra CD. Comecei a tocar no terraço e quando vi a pista estava sorrindo, dançando até o chão e assoviando. Lembro de olhar para os meninos (Conti e Rassi) e sorrir igual a criança, porque não acreditávamos que aquilo estava acontecendo. O Conti chegou a ligar para o Brasil, bem feliz,  pra contar a cena (Risos)

Que conselhos você daria para as jovens DJs e produtoras que querem construir uma carreira sólida e importante como a sua?

Meninas, tenham calma, disciplina, foco, força, determinação e acreditem em si mesmas (mesmo que te digam o contrário), mostrem que vocês vieram pra esse mundo pra fazer a diferença <3

O que podemos esperar de Aninha para os próximos meses?

Muita música nova! Para o primeiro semestre terei EPs e remix lançados na D-Edge Records (BR), Claps Records (IT), Lower REC (ARG) e Frequenza (IT).

Ficha Go Girl –  ANINHA

Nome Completo: Anna Paula Cabral

Onde nasceu: Blumenau SC

Música Favorita da vida: São tantas *_* Donna Summer – I Feel Love

Collab dos sonhos: fazer um álbum com o KiNK 🙂

Leia também: GO GIRL #34: Elisa Amaral luta, move e traz calor com a House Music

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DJ, produtor musical e graduado em Comunicação Social pela ESPM SP, seu objetivo de vida é emocionar as pessoas e fazer com que elas sintam lá no fundo algo confortante. Seja tocando em festas, produzindo suas próprias tracks ou escrevendo textos, acredita que a música eletrônica tem o potencial único de unir pessoas e trazer bons momentos e experiências inesquecíveis.

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