Go Girl #4: Curol | Conheça mais sobre a DJ e produtora

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Com uma relação de longa data com a música, a mineira Curol se destacou nesse ano com uma sonoridade marcante e vem conquistando cada vez mais espaço na cena. Além de DJ e produtora, Curol também é fotografa e já fez parte da equipe de vários festivais de música como Tomorrowland Brasil, Universo Paralello e muitos outros!

Seu último lançamento foi a track “Marinheiro Só”, em colaboração com Pirate Snake, que saiu pela gravadora italiana Revuelta.  O sucesso da mistura dançante de tech house com tribal house foi tanto que já recebeu o suporte de grandes nomes, como Don Diablo e Blasterjaxx. Ouça agora “Marinheiro Só” no Spotify.

“Marinheiro Só” é a releitura da música que ficou famosa na voz de Caetano Veloso. Sua origem veio do próprio folclore brasileiro, e passa uma mensagem forte através da letra, a metáfora faz analogia com a luta da vida cotidiana e a superação das dificuldades e das tempestades que nos afligem.  

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Conversamos com a DJ sobre o momento atual da carreira e perspectivas de futuro! Confiram:

Curol, conta pra gente como começou sua relação com a música, e também como foi quando você decidiu produzir sua primeira track eletrônica.
Decidi “produzir” música há 17 anos quando aprendi tocar violão sozinha com ajuda de revistas de cifras. Logo depois entrei em uma banda católica, e há 2 anos quis mergulhar a fundo. Minha primeira produção eletrônica foi um bootleg do Bee Gees, favorita do meu pai.

Você traz nas suas músicas temas humanitários e sociais. É evidente que você conta uma história nos lançamentos das suas tracks, e cada uma delas vêm com uma reflexão sobre o tema principal. Quais das suas faixas você acredita que mais conseguiram passar essa mensagem para o público?
Excelente observação e obrigada por esse feedback. É muito importante para um artista receber esse reconhecimento da sua arte.
Pois bem, a Feel it e a Flecha com certeza são as que me expressei fortemente em um aspecto sociocultural.

Na última virada do ano você tocou no Universo Paralello, e em 2020 vem acumulando várias conquistas, como suas últimas produções, a participação no V.A. do Jord e da Ciclo Records e mais de 100 mil streamings no Spotify. Como que você analisa o desenvolvimento de carreira nesse ano com essas conquistas e aprendizados?
Eu juro que não sabia dessa somatória de streamings ate o momento rs, estou feliz pela informação e por saber que vocês me acompanham de verdade. Cada esforço tem sido importante, conversei sobre isso hoje com minha manager (Sarah Corrêa). Antes de qualquer assunto a música precisa vir primeiro, e para isso eu preciso me redobrar no estúdio, porque ainda tenho muito o que aprender. Mesmo alcançando um nível considerado surpreendente, ainda é pouco para mim, e por isso eu quero mais. Essa sede faz com que eu plante hoje e colha amanhã, e nesse 2020 não foi diferente. Aceito qualquer desafio em que eu aprenda e trabalhe em mim o meu melhor (se tratando de assuntos interessantes).

Falando na Ciclo Records, você participou do Projeto Ciclo de Amor, que reuniu diversas mulheres produtoras em prol de uma causa feminina. Quais os preconceitos que você já passou por ser uma produtora mulher e de que outras formas você acredita que as mulheres podem se unir para ganhar espaço dentro da cena da música eletrônica?
Eu particularmente mostro abertamente tudo que faço e como disse acima não tenho medo de desafios e não escondo até qual ponto eu tenho conhecimento, mas duvidar da minha capacidade é algo que já passei e não gostei nem um pouco. As vezes as pessoas até sabem que a gente tem capacidade e tem conhecimento, mas subestimam por ego. Tenho visto preconceito vestido de inveja, não é novidade que poucos marmanjos sintam isso de uma mulher por algo idiota chamado machismo.

O primeiro passo é se unir exaltando talento primeiramente, e se preocupando no principal, a música. Logo, toda cobrança do mercado é válida, porque temos muitas mulheres extremamente talentosas que têm medo do do backstage desse mercado e isso não pode acontecer. Dai entramos na força dessa união, que é apoiar essas mulheres, encorajá-las e fazer pontes.

Seu último lançamento na semana passada, “Marinheiro Só”, em colaboração com o Pirate Snake, ganhou o suporte de grandes nomes, entre eles os gigantes Don Diablo e Blasterjaxx. Como você enxerga o potencial de tracks nesse estilo no cenário internacional?
O meu estilo é um fruto internacional, então agora posso dizer que comecei à alcançar meus objetivos. É muito gratificante atrairmos ouvidos de artistas tão renomados, é como ganhar o masterchef pelos ouvidos. Cada um tem um gosto peculiar, então “acertar” isso é muito prazeroso.

Quais são os planos para 2021? O que você pode adiantar pra gente sobre colaborações, linhas de produção e metas de carreira?
Venho com muito Tech e Progressive House regado de Afro & Tribal house. Uma das collabs que posso adiantar é com o Flakke que sai direto pela Sony Music!

Ficha Go Girl #3 – Curol

Nome: Carolina
Nasceu em: Belo Horizonte
Música favorita da sua vida: O preço – Charlie Brown Jr
B2B dos sonhos: Black Coffee
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O quadro Go Girl tem como objetivo dar destaque as DJs e/ou produtoras brasileiras que tem feito um trabalho incrível na cena. Acompanhe nossa playlist atualizada semanalmente com os lançamentos das melhores tracks!

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Tem duas paixões na vida: viagem e música. Com mais de 30 países na bagagem e muitas histórias em festivais, escolheu os cinco dias acampada na lama do Glastonbury e a mágica de trabalhar no Tomorrowland Bélgica como as experiências mais incríveis que já teve.

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