GO GIRL #34: Elisa Amaral luta, move e traz calor com a House Music

Elisa Amaral

Atuando profissionalmente como DJ há mais de 10 anos, Elisa Amaral é uma artista versátil, com presença de palco marcante e agita as pistas com sets que viajam pelo melhor do House, Tech House, Disco e Swing, com muita ousadia. A artista tem lançamentos pela One RPM e Lemon Drops, label do brasileiro KVSH, e são tracks poderosas, cheias de energia que demonstram seu rico background e referências musicais.

Com um estilo bem marcante em suas apresentações, Elisa Amaral é frequentemente procurada pelo mercado da moda e já trabalhou em eventos para as principais marcas do mundo fashion, como Vogue, Pandora, Melissa, Farm, Amsterdam Sauer, Hope, entre outras. A artista também já comandou as pistas de algumas das maiores festas e clubes do Brasil, como o Nosso Camarote na Sapucaí, RMC – Rio Music Carnival, Bloco AME, Deep Please, Manie Dansante, Wow Festival de Mulheres do Mundo, FAU, entre outras no Rio de Janeiro; e lugares como Heavy House e Tokyo, em São Paulo. A artista também já se apresentou fora do país no line up do famoso SupperClub, em Amsterdam.

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Além disso, Elisa é muito engajada em causas femininas. Atualmente, ela é a responsável pela curadoria do “Minas, manas e monas” no Destrave Bar da marca FAU, um dia dedicado para dar visibilidade às artistas mulheres cis e trans.

Nosso GO GIRL de hoje é com ela, Elisa Amaral! Confira o papo:

Oie Elisa! Tudo bem por aí? Conta pra gente como sua relação da música começou, qual sua primeira memória com a música? 

“Minha primeira memória com a música de fato foi meu pai me levando em suas aulas de música clássica, eu ficava esperando, totalmente atenta rs meu pai amava música e por influência dele tomei o gosto de escutar vinil. Depois daí, a curiosidade foi só crescendo. Comprava várias fitas cassetes e ficava fazendo coletâneas,participei de bandas de rock e estudei até leitura musical na Escola de Música Villa Lobos.” 

Qual foi seu primeiro contato com a música eletrônica, e o que fez você querer trabalhar com isso?

Meu primeiro contato com música eletrônica foi numa rave lá em 2005, acho que foi a Euphoria. O namorado de uma amiga me convidou e fui no evento sem fazer ideia do que iria encontrar, saí de lá apaixonada. A partir daí nunca mais parei de frequentar festas de música eletrônica, inclusive na minha opinião, todo DJ dessa cena deveria ter essa vivência a fundo, até para entender seu próprio público. 

Eu assistia os DJs nesses festivais e me via naquele lugar, mesmo sem ter ideia de que um dia trabalharia com isso. A música eletrônica de fato faz meu coração pulsar mais forte, é algo que faço com amor, por isso a escolha. Sou DJ desde 2010, mas totalmente focada na música foi só a partir de 2017 (era jornalista), foi nesse ano que notei que não deveria estar em outro lugar.”

Elisa Amaral

Ouvindo seus sets, notamos que você tem um gosto especial pela House Music. O que esse gênero significa para você e como funciona seu processo de crate-digging?

“Sim, house music de fato é minha onda 🙂 é muito louco porque quando eu comecei a curtir música eletrônica eu curtia high bpm tipo trance e psy, mas à medida que eu fui pesquisando, saindo e me moldando como profissional percebi que a cultura house music tinha mais a ver comigo, principalmente no meu momento atual.

Meu processo de pesquisa é bem amplo, me considero uma grande pesquisadora, eu amo. Costumo ir primeiro em djs que admiro, assistir diversos sets, além de fazer isso em campo, principalmente festas underground que curto frequentar, em uma música dali, você acha um leque de oportunidades em casa, pode acreditar, até porque tudo começa no underground. Quando viajo pra fora (faço pelo menos uma vez por ano)  também fico bastante imersa em pesquisa, tanto em festas, como vinis. Na internet opto pelo soundcloud para achar tracks diferentes, indéditas.”

Quem são as artistas mulheres, sejam da área musical, como cinema, artes plásticas, teatro, moda que inspiram seu trabalho? 

“Gosto bastante da Peggy Gou e Honey Dijon, me identifico bastante. E apesar de não ser do techno, curto bastante a Charllotte de Witte, um ícone. E minhas divas forever da adolescência que não poderia deixar de citar, as Spice Girls, pela atitude, estilo, girl power. Muito do que eu visto nos shows tem inspiração delas ali. Além de Amy Winehouse, Marilyn Monroe e Ella Fitzgerald que foram mulheres incríveis. Aqui do Brasil amo Rita Lee e Elis e de djs eu admiro um pouco de cada amiga minha aqui, acho que todas têm algo a agregar, inspirar. Curto bastante o trabalho da Mary Olivetti, Francesca, Barja e Aline Rocha.”

Sendo mulher, artista, e ativista em causas femininas, imaginamos que você tenha passado por grandes desafios em sua carreira. Qual foi o maior desafio que enfrentou em relação a isso, e quais foram seus aprendizados?

“Com certeza, o tempo todo tendo que provar duas vezes mais que sou capaz e profissional para ocupar um lugar ao sol. Além dos preconceitos e abusos simplesmente por ser mulher em um meio majoritariamente masculino. O maior desafio de fato foi me inserir no mercado eletrônico, furar bolhas, conquistar aos poucos o mercado. Eu vim do open format, então para fazer esse giro foi suado rs foi um trabalho de formiguinha mesmo, muito estudo e dedicação, e ainda está sendo, todo dia é um grande aprendizado. O importante é carregar a sua essência, sendo verdadeiro você sempre será único.

Ser ativista em causas femininas é algo natural meu, que carrego desde criança, acho que em todo segmento é necessário ter alguém para acolher e apoiar as mulheres, então me permiti entrar nesse papel. Desde nova me inspirei e me espelhei em mulheres fortes, se todos soubessem o tamanho da força que nós temos quando existe essa sororidade, iríamos muito mais longe, é muito especial e sagrado. “

Além de produzir suas tracks autorais no estúdio, você também trabalha em outras esferas do mercado da música, como a curadoria musical para marcas e eventos como o DJ Closet Bazar, FAU e Minas Manas e Monas. Como têm sido a experiência de mesclar música com causa, e ainda trazer visibilidade para artistas que ainda não tem tanto destaque?

“Maravilhoso. Como disse acima é algo que eu amo fazer, sempre que posso indico um job, ajudo, dou conselho. Estamos em minoria, então é essencial dar visibilidade a essas meninas, mostrar que elas existem para o nosso mercado”

Elisa Amaral

Seu primeiro lançamento do ano foi uma bomba cheia de groove e emoção, e saiu pela Lemon Drops, label do KVSH! Conta pra gente como foi o processo de produção dessa track, e como ela chegou até a Lemon Drops?

“Olha, e bota emoção nisso! Mandei a track para uma audição do Kvsh ainda instrumental, sem nenhuma expectativa. Na época tinha acabado de perder meu pai e foi uma luz no fim do túnel, a força que eu precisava. Eles amaram a track de cara e pediram para assinar. Mas ela ainda não estava pronta. Tinha começado ela com o Vallent durante minhas aulas de consultoria com ele e brincamos que ela tinha uma vibe de sonho e magia, por isso o nome Dreams. Eu estava numa época de transição na minha vida pessoal e o vocal e a letra da Anna de Ferran foi a cereja do bolo que eu precisava, casou muito com a proposta.”

Quais são os próximos passos da sua carreira? Onde pretende chegar com o projeto Elisa Amaral?

Tem muita coisa vindo por aí, estou entrando cada vez mais fundo no mercado de festivais que é algo que eu amo, e tenho colhido frutos cada vez maiores. A ideia é chegar com o projeto também fora do Brasil.

Temos alguma novidade bombástica para os próximos meses que possa contar para a gente?

“Sim! Estou no lineup do Up Club, marca itinerante do Universo Paralello e isso pra mim é uma grande conquista. Estou muito feliz e prometo um super set!”

Elisa Amaral

Ficha Go Girl –  ELISA AMARAL

Nome Completo: Elisa de Andrade Silva Amaral

Onde nasceu: Rio de Janeiro

Música Favorita da vida: Valerie – Amy Winehouse

Collab dos sonhos: Peggy Gou ou Claptone

Leia também: GO GIRL #33: NYELLA enche a pista de emoção, força e energia

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DJ, produtor musical e graduado em Comunicação Social pela ESPM SP, seu objetivo de vida é emocionar as pessoas e fazer com que elas sintam lá no fundo algo confortante. Seja tocando em festas, produzindo suas próprias tracks ou escrevendo textos, acredita que a música eletrônica tem o potencial único de unir pessoas e trazer bons momentos e experiências inesquecíveis.

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