Entrevista: Low Voltage surpreende e lança álbum “Unskilled” com 10 faixas

lançamentos Low Voltage

Low Voltage é um exemplo de artista de música eletrônica que está sempre em busca de se expressar através de suas faixas, que mesclam muito bem Trap/Lo-fi e Tech House, com basslines pesadas e um som com bastante groove. Após 5 anos de projeto, ele surpreende ao anunciar o lançamento de um álbum com 10 tracks, que estará disponível nesta sexta-feira, 03 de setembro, em todas as plataformas de streaming (Ouça agora).

O álbum Unskilled foi uma forma do artista destravar novos horizontes na sua sonoridade e identidade musical, misturando muito mais vertentes em seu leque de opções, com o intuito de quebrar as barreiras da aceitação e ser mais sincero com as suas emoções. A arte para a capa do álbum foi um presente que recebeu de seu tio, o artista plástico Baruch, um quadro pintado que tem um significado especial e serviu como inspiração em suas criações.

Low Voltage

Somando mais de 1 milhão de plays nas plataformas de streaming, Low Voltage já teve suas músicas lançadas por selos como One Stamp, Subsense, Mustache Crew, WDT, ODAL, CLAB e participou duas vezes do V.A 2 da Elevation, comandada por Illusionize.

Batemos um papo com Low para conhecermos um pouco mais de sua história e desvendarmos os detalhes por trás do novo álbum Unskilled. Confira:

Fala Low! Tudo bem por aí? Acompanhando seus releases desde o primeiro, até as prévias do novo álbum, percebemos uma grande evolução criativa e em termos técnicos de produção. Mas conta pra gente, o que acendeu a chama da música eletrônica na sua vida? O que te trouxe essa paixão e o que te fez ter vontade de se tornar um produtor musical?

E ai pessoal, tudo ótimo por aqui! A chama acendeu em 2012 quando eu tinha 12 anos ouvindo o remix do Karom para Where I Stand do Fabo, ali criou aquela curiosidade de como era feito, me perguntava, “como assim música eletrônica?”. Consultei o pai Google e encontrei o FL, fui tentando brincar com o programa como se fosse um joguinho, e conseguia construir bases (bem toscas por sinal) bem amadoras, quase inaudível haha. Acho que produzir algo, tentar inventar/inovar sempre fez parte do meu eu, então acho que ser um produtor musical sempre esteve comigo, mesmo sem eu saber.

Quais são suas maiores fontes de inspiração dentro e fora da música eletrônica?

Minhas principais inspirações atualmente seria o Visage Music dentro da cena e fora o Tyler, The Creator. Tyler com certeza nos últimos 2-3 anos teve influência de 80% dos meus sons.

A maioria dos DJs atualmente costuma lançar singles e EPs, geralmente com até quatro tracks. Você está indo além, se preparando para lançar um álbum! O que te inspirou a criar um projeto tão grande e complexo como um álbum autoral?

Eu acho que a gente está muito preso a uma fórmula do mercado que prende o produtor, limitando o lado artístico/criativo do artista. O álbum foi um estalo de que eu não posso seguir a linha dos outros, eu posso traçar o meu próprio caminho, contar uma história com várias músicas, não com somente 1 ou 4.

De que forma você acha que o “Unskilled” pode transformar sua carreira?

Penso que vá contribuir para o jeito que o público enxerga meu projeto, que não é só um produtor de eletrônica que finaliza uma música, manda para uma label e aguarda ser lançada. É coração e alma em cada track, é um ser humano fazendo, querendo transmitir algo, isso vai trazer mais pra perto o ouvinte e criar laços que eu quero ter com cada um que ouve e gosta da minha arte.

Qual foi o maior desafio que você já enfrentou até hoje, nos seus quase 10 anos de carreira na música eletrônica?

O começo sempre é complicado, mas o meio… o meio é desgastante, surge dificuldades mentais, bloqueios criativos, naquela procura por uma identidade, angústia por tentar querer mostrar algo, minha mente foi minha pior inimiga em quase todos os 10 anos.

Se você tivesse que escolher três momentos da sua carreira, seja com lançamento de tracks, gigs especiais ou conquistas que te marcaram, quais seriam elas?

Ultrapassar 1 milhão de plays/streamings somando todas as plataformas, pra mim é um marco muito significativo e impulsionador. Também lançar pela gravadora do Illusionize, a Elevation. Mas a primeira gig fez dar muito mais sentido a tudo que eu faço no meu computadorzinho, nos meus fones, poder botar pra fora na pista é uma conquista imensa.

Low Voltage

Como funciona seu processo criativo na hora de começar uma nova track? Existe um padrão que você costuma seguir, ou vai no flow e as coisas saem naturalmente?

Antigamente eu tinha um workflow mas não conseguia desenvolver algo próprio pra poder produzir e isso me bloqueava muito minha parte criativa. Hoje em dia eu tenho um processo mais claro e hoje eu sei o que eu quero fazer. O flow sempre surge entre um break e outro que eu me deixo levar no que eu to sentindo, quem ouve percebe que sempre conto duas histórias diferentes nos meus sons.

Além de seu novo álbum “Unskilled”, tem alguma novidade que vem por aí e que você possa contar pra gente?

No momento nada que eu possa revelar rsrs, mas confesso que agora com esses horizontes expandidos, vai vir muita coisa, tracks, identidade visual e até apresentações super diferentes.

Como você vê o projeto Low Voltage no futuro?

Vejo abrindo portas para muitos artistas, novos talentos da cena, priorizo muito o coletivo da cena pois eu sei o quão difícil é ter um lugarzinho ao sol no mercado. Espero que o projeto não seja somente mais um.

Ouça agora do álbum de Unskilled do DJ e produtor Low Voltage, que estará disponível nesta sexta-feira, 03 de setembro, em todas as plataformas de streaming. Acompanhe também as novidades do artista pelo Instagram.

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Administradora paranaense, morou alguns anos em São Paulo e adora as várias opções de festas e eventos que a cidade oferece. É viciada em festivais, não tem medo de encarar um sozinha! Já passou por mais de 15 fora do Brasil, como Creamfields (UK), SXSW (Austin), Coachella (CA), Ultra (Miami e Croácia) e Mysteryland (NL). Divide suas paixões musicais entre techno e indie rock!

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