O Warung Day cumpriu seu papel de melhor festival do Brasil?

Warung Day

Warung Day ganhou o Prêmio RMC de Melhor Festival do Brasil em 2016. Com a expectativa lá no alto, fomos conferir a edição de 2017, que aconteceu no dia 8 de abril em Curitiba, e que prometia ser ainda melhor do que as últimas edições.

Com previsão de frio e chuva, o Warung Day provou mais uma vez que tem sorte com o tempo. O sábado acordou nublado, mas durante a tarde até o sol apareceu. Dia quente e ideal para curtir um festival. A Pedreira Paulo Leminski, que já é um espetáculo a parte, estava ainda mais bonita. Mesmo com a estrutura de concreto, a multidão que chegava ao evento ajudava a criar um ambiente lindo de se ver, rodeado de verde, como se aquele espaço fosse feito exatamente para acolher pessoas que queriam se desligar do mundo.

O festival foi do meio-dia à 1h da manhã e as pessoas chegaram cedo. Era 3h da tarde e a pista principal já estava lotada para ver a apresentação da brasileira Eli Iwasa, que mostrou porque é uma das maiores referências de mulheres na cena do Techno no Brasil. Conversamos com a Eli e ela nos contou que ficou muito surpresa com a reação do público durante a apresentação e que estava muito ansiosa para estrear no festival.

Acompanhamos principalmente as apresentações do Warung e Pedreira Stage, por onde as pessoas mais circulavam. Foi uma boa briga entre quais performances eram melhores e dividiram bastante as pessoas. Ouvimos muitos elogios da pista principal, com a sequência de Victor Ruiz, Stephan Bodzin (e seu live impecável) e Hernan Cattaneo. Já quem ficou na pista Pedreira também saiu satisfeito com Renato Ratier, Nicole Moudaber e Chris Liebing. Vamos dar um destaque a parte para o alemão, que fez, na minha opinião, um set que há muito tempo não via. A pista toda dançando do começo ao fim, com uma energia que só o Liebing consegue trazer.

  

As principais mudanças na estrutura do evento comparado com o ano passado foi a diminuição para 3 pistas, aumento do Garden Stage e um espaço maior para descanso e serviços. Na nossa opinião, as mudanças foram boas mas esperávamos mais. Considerando que o festival está crescendo e as pessoas esperam cada vez mais conforto, algumas mudanças, como o tamanho do Warung Stage(palco principal), poderiam ter sido providenciadas. Além da área VIP que estava mais cheia do que a pista, mal dava para circular.

Também sobre melhorias, a decoração ficou um pouco abaixo do esperado. Sabemos que o visual por si só da Pedreira já cria o cenário, mas a decoração utilizada nos pareceu abaixo da criatividade e qualidade que o festival pode oferecer. O Garden Stage, que ano passado tinha todo um charme da placa de WARUNG na beira do rio (e rendia ótimas fotos), acabou ficando mais fechado, sem decoração à altura.

O festival sempre prezou por oferecer mais do que música para o público e esse ano não foi diferente. Tinha uma diversidade de food trucks para se alimentar, além de salão de beleza e massagem por R$30. Dessa vez esses serviços estavam disponíveis para todos, não apenas na área VIP. Vimos poucas pessoas aproveitarem esses benefícios, a maior parte estava focada mesmo em curtir as horas de festa, que pareciam passar muito rápido.

Durante a tarde encontramos filas enormes nos caixas. Com um sistema de ficha impressa, vimos pessoas aguardando quase 1 hora para garantir uma bebida. Ficamos sabendo que o sistema tinha caído e mais tarde voltou a funcionar. Os preços estavam dentro do esperado. Cerveja (lata de Budweiser) por R$15, dose de vodka por R$25 e energético por R$15. Alguns bares especializados em drinks também estavam espalhados pela festa, principalmente na área VIP.

 

Certamente foi um grande dia para a música eletrônica e muitos saíram satisfeitos do evento. Para o Warung Day continuar a ser essa grande potência da música eletrônica, deve pensar como continuar evoluindo e oferecer excelência em organização e produção, para que somente experiências positivas saiam sejam vivenciadas pelo público.

 

Uma ótima surpresa da noite foi o afterparty do Warung Day que rolou no Club VIbe. A galera que ainda estava animada seguir para diferentes festas e nós fomos conferir a ANNA e a Eli Iwasacomandando o som por lá! A casa estava lotada, mas ainda tinha espaço para dançar e curtir a música bem perto das duas DJs, que representam as mulheres brasileiras na cena techno mundial. A festa foi até de manhã e rendeu ótimas memórias!   

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Administradora paranaense, morou alguns anos em São Paulo e adora as várias opções de festas e eventos que a cidade oferece. É viciada em festivais, não tem medo de encarar um sozinha! Já passou por mais de 15 fora do Brasil, como Creamfields (UK), SXSW (Austin), Coachella (CA), Ultra (Miami e Croácia) e Mysteryland (NL). Divide suas paixões musicais entre techno e indie rock!

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