Review | Lançamento do S.O.M Festival no Hotel Unique supera expectativa e aumenta ansiedade para edição em Trancoso

Lançamento S.O.M. Festival

O lançamento do State Of Mind – S.O.M. – Festival no Hotel Unique surpreendeu. Se pudermos esperar o mesmo nível de qualidade experienciado no lançamento no festival em si, com certeza será um dos grandes novos eventos do Brasil. Além da proposta inovadora e que abrange muitas experiências que extrapolam a música, como gastronomia, mindfullness, artes visuais, entre tantas outras, o S.O.M. Festival terá seu palco em Trancoso, Bahia. 

Um evento desse porte com atrações internacionais de peso e uma proposta tão inovadora num local tão especial não poderia ter sido lançado de outra forma, ou em outro lugar que não o Hotel Unique.

kalla orbis

A chegada no Hotel já é uma experiência por si só. O grande navio – ou melancia? – se destaca ao longe na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, toda iluminada contraste ao céu escuro da noite paulistana. Antes de entrar no evento, antes mesmo de pegar a fila para apresentar os ingressos e comprovantes de vacinação, já podia-se sentir que aquela noite seria especial. Especial não só pelo evento que seria entregue, mas pelo grande festival que está por vir no Carnaval baiano em 2022.

O ponto de entrada do público coincidia com o espaço do fumódromo, que, por mais arrumado e iluminado que estivesse, não recebeu muitas visitas. Assim que o frequentador do evento apresentasse seu ingresso e comprovante de imunização, era direcionado para a parte interna do Unique, onde lâmpadas fluorescentes acesas trazia um ar de sobriedade e formalidade, quebrando um pouco da expectativa de uma festa open bar com música eletrônica. Logo reconstruídas com o som aumentando cada vez mais, as expectativas subiam enquanto as escadas rolantes desciam, levando o público para a parte inferior do Hotel Unique, onde de fato estava acontecendo a festa. Iluminados de um verde vivo, os dois lances de escadas rolantes despertam certa curiosidade, afinal, é bastante incomum esse tipo de transporte num evento nesse formato. A curiosidade logo foi substituída por animação, já que o ponto final da segunda escada rolante dava de cara para uma ativação da F!ve Drinks, uma marca nova no mercado, focada em produzir bebidas alcoólicas em lata, prontas para beber. 

A área fora da pista era bastante ampla, iluminada por um bar patrocinado pela cervejaria Heineken. Os banheiros do próprio hotel, ao longo do corredor paralelo à área da pista, estavam o tempo todo sendo limpos com mais de um funcionário por vez fazendo a manutenção, para que tudo ficasse em ordem. No final do corredor, mais banheiros, mas desta vez montados, em virtude do grande número de pessoas que ali compareceram. Os muitos banheiros disponíveis tornaram a experiência do evento bastante agradável, já que deixou de ser uma questão o incômodo de sair da pista para ir até um banheiro sujo e lotado. Definitivamente não era o caso. 

Ainda no final do corredor, do lado oposto à entrada das escadas rolantes, estava a porta que dava acesso à área do Backstage. Seguranças e funcionários muito bem preparados e profissionais, sabiam tirar dúvidas com prontidão e permitiam e barravam a entrada das pessoas de acordo com as cores de suas pulseiras. 

Voltando pelo mesmo corredor iluminado de verde, as portas que o separavam da pista tremiam. O som era forte, alto e envolvia o público dançante na pista. Passando por uma das portas, o ambiente se transformava. A pista de dança era bastante ampla, com dois bares no fundo e duas fileiras de camarotes com um bartender para atender a cada um desses espaços mais privativos. 

Ainda sobre os bares, a impressão que ficou foi a de excelência. Seria difícil apontar pontos de melhora no serviço. Dos três bares disponíveis, nenhum, em nenhum momento, ficou congestionado. Cada um dos pontos contava com ao menos dez bartenders trabalhando por vez, o que permitia uma rotatividade grande e um atendimento bastante veloz. Não havia filas nem demora no preparo. O cardápio enxuto, mas que ao mesmo tempo não abria brechas para desapontamento, contava com Heineken, Vodka Absolut Elyx, Gin Beefeater 24 e Whisky Chivas 12 anos. Além dos F!ive Drinks em sabores Mojito, Moscow Mule, Negroni e Cosmopolitan, o bar contava com uma série de não alcoólicos, entre eles o energético Red Bull de sabores variados, água e refrigerantes. 

Depois de pegar uma bebida, o caminho natural é se direcionar para a pista. A música foi impecável, todos os artistas cumpriram muito bem seus papéis para com a pista de dança. A abertura ficou a cargo de Edu Poppo, um dos realizadores do S.O.M. Festival entre outros grandes eventos. Um warm-up feito com maestria, com tracks expressivas, mas que não tomavam o espaço do que estava por vir. Passando o bastão para um dos destaques da noite, Melanie Ribbe surpreendeu a pista variando o gênero das tracks, e ao mesmo tempo construindo um set coeso, com começo, meio e fim. Fim esse que contou com muitos aplausos para a alemã, que conquistou novos fãs com suas viradas de Afro House para Tech House, passando pelo Minimal Tech e até Melodic Techno. 

Falando em Melodic Techno, o duo italiano Mathame chegou com toda a força. Melodias e notas subindo ao infinito, quando tudo fica em silêncio, gerando uma grande expectativa. A pista é surpreendida por um kick e bass explosivos, que trouxeram uma percepção de imersão sonora. O som aumentou, o corpo todo tremia e a energia não parava de subir. Foi assim o set inteiro: muita melodia, kicks potentes, percussões que chamam atenção e a energia fluindo e acariciando o público, que aliviado, pôde enfim dançar novamente. Os destaques para o set do duo italiano ficaram com suas mais famosas tracks: Nothing Around Us, Skywalking, For Every Forever, o remix de Mystery, ao lado de Tale of Us, e por último, o ponto mais alto da apresentação foi um remix magistral de “Verão” de Vivaldi, que sem sombra de dúvidas vai arrepiar a todos que se lembrarem deste momento. 

Com a grande responsabilidade de pegar uma pista fervendo das mãos de Mathame, o duo brasileiro AB&Hamy não deixou a energia cair.  Começando com uma espécie de homenagem ao headliner Jamie Jones – que teve de cancelar de última hora sua turnê no Brasil por ter contraído COVID-19 – com uma de suas mais famosas obras: seu remix de Hungry For The Power. Mantendo a linha de som bastante dançante até o final com muito Tech House e faixas conhecidas do público, com mais vocais, o duo responsável pelo encerramento não desapontou. 

A saída do evento estava concorrida, mas para aqueles que se dispuseram a deixar o Hotel Unique alguns minutos antes da festa de fato acabar, não foi um momento de estresse ou tensão. Antes de subir as escadas rolantes para o caminho de volta, um ponto que chamou positivamente a atenção de muitos: ofereciam água de côco gelada. Foi a forma perfeita de presentear o público, fechando um evento tão especial quanto esse. Apesar do preço alto dos ingressos, com certeza o valor da experiência foi à altura, senão superada. Uma ótima forma de inaugurar um festival que se propõe a criar experiências únicas; este lançamento com certeza não será facilmente esquecida. 

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DJ, produtor musical e graduado em Comunicação Social pela ESPM SP, seu objetivo de vida é emocionar as pessoas e fazer com que elas sintam lá no fundo algo confortante. Seja tocando em festas, produzindo suas próprias tracks ou escrevendo textos, acredita que a música eletrônica tem o potencial único de unir pessoas e trazer bons momentos e experiências inesquecíveis.

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