Tech House | DJ e produtor CZAR fala sobre sua paixão pelo subgênero

Tech House

Com mais de seis anos de experiência na cena eletrônica, Pedro Cezar, nome por trás do projeto CZAR, vem criando uma identidade focada em baterias com um groove diferenciado e basslines com características marcantes que deixam as suas músicas cada vez mais autênticas. Apaixonado por Tech House, o DJ e produtor acredita que esse subgênero é perfeito para os clubs, pois tem uma vibe tão dançante que é praticamente impossível ficar parado.

Um dos resultados do seu trabalho como produtor musical é o lançamento da faixa “Starling”, que saiu nessa quinta-feira (03 de junho) e foi inspirada no pequeno pássaro Starling, que possui uma plumagem brilhante de tirar o fôlego e um vôo bem forte e repentino. A gravadora que assina a track é a Bass Box Recordings, sub label da gravadora Deep Bear Recordings.

Além de “Starling”, o artista também é dono das faixas “Sick”, “Dancefloor” e “Their House”, e acumula na carreira apresentações em diversos locais conhecidos na capital paulista, como o Espaço das Américas, Transamérica Expo Center, CLUB A Moema, The Year, Teatro Mars e High Line.

Aproveitamos para bater um papo com CZAR para saber um pouco mais sobre suas referências no Tech House, entre artistas, gravadoras e eventos, seu processo de criação e muito mais. Confira:

CZAR, prazer em falar com você! Vimos pelas suas produções e sets que você encontrou uma ligação muito forte com o Tech House. Conta pra gente quais artistas mais te inspiram atualmente e que são referências pras suas produções?

A atual geração de artistas que eu particularmente estou curtindo e vejo que estão se destacando demais pelas suas produções totalmente enérgicas são: Martin Ikin, Biscits, Dom Dolla, Sidepiece, Chris Lake, Fisher e o mais novo integrante dessa lista John Summit. Esses artistas são de longe as melhores referências que tenho para produzir as minhas músicas devido às basslines e baterias bem groovadas que conversam muito bem entre si, e as técnicas utilizadas nesse estilo tornam cada track única.

Quais gravadoras de Tech House você acompanha e gostaria de lançar suas tracks?

Além dos artistas de Tech House, existem algumas gravadoras (das quais eu sonho em lançar uma track rs) que eu estou curtindo demais os seus últimos lançamentos. São elas: Insomniac Records, Repopulate Mars, Black Book Records, The Myth of NYX. Na minha opinião, que curte esse subgênero com certeza deveria seguir as playlists dessas gravadoras!

Quais eventos, clubs e festas você acredita que foram responsáveis por fortalecer o Tech House no Brasil?

Falando agora das famosas festinhas (das quais não estamos indo faz um tempinho né, triste), os clubs que eu mais estou louco para tocar, que me identifico demais e que provavelmente todos conhecem são: Laroc, Green Valley, Privilège e impossível esquecer das festas NAFF e a gigantesca Só Track Boa. O ambiente desses lugares é insano, e a vibe é indescritível.

Você acredita que o Tech House vai seguir firme na cena eletrônica brasileira depois da volta dos eventos?

Considerando um cenário onde tudo volta ao normal (e espero que seja em breve) eu vejo a cena do Tech House no Brasil crescendo demais nos próximos anos. Pensando que a pandemia nos deixou com um espaço de praticamente 2 anos sem pistinha, muitos produtores mudaram as suas sonoridades com tanto tempo livre ou entraram de cabeça na produção, posso citar eu mesmo, que consegui parar pra pensar o que eu realmente queria tocar e produzir e, pelo que podem perceber, a resposta já deve estar bem na cara.

Como você faz para montar seu set e a pandemia mudou em alguma forma seu estilo de produzir ou se apresentar?

A atual situação que estamos vivendo fez com que pudéssemos parar para respirar e entender mais sobre nós, com isso acabei me aperfeiçoando ainda mais nos meus sets, o tempo me fez desenvolver mais as técnicas e pensar que o conjunto das músicas em um set precisam contar uma história envolvente e que cative o público. Os principais fatores que mostram que sou eu quem está lá, tocando e dançando igual um louco, além da paixão pelo que faço é a escolha da música certa no momento certo, mas pensando no futuro. Como assim? Antes de tocar em um show, eu sempre me imagino lá, penso na energia, na felicidade, na euforia, nos momentos. Encaixo as músicas e quando vou tocar, parece que já vivi aquele momento, e tudo dá certo. No início vem aquele frio na barriga, será que as pessoas vão curtir? Mas quando você espeta o pendrive, você é visto pela música que está tocando, parece que tudo sopra a seu favor.

Pra finalizar, como você descreveria a track “Starling”?

A minha grande inspiração para “Starling” foi um pássaro pequeno que possui uma plumagem brilhante, o seu vôo é bem forte e repentino. A música possui as principais características desse pássaro, os leads, sintetizados pensando no seu brilho, o acúmulo de tensão e a liberação de energia foi inspirada no vôo. Sempre que estou produzindo faço diversas alterações que acabam mudando demais algo que era para seguir uma linha e parte completamente para outra. No caso dessa track, o seu processo criativo foi tão rápido que eu meio que já sabia onde queria chegar.

Ouça agora a faixa “Starling” de CZAR, pela Bass Box Recordings, já disponível nas principais plataformas de streaming.

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Administradora paranaense, morou alguns anos em São Paulo e adora as várias opções de festas e eventos que a cidade oferece. É viciada em festivais, não tem medo de encarar um sozinha! Já passou por mais de 15 fora do Brasil, como Creamfields (UK), SXSW (Austin), Coachella (CA), Ultra (Miami e Croácia) e Mysteryland (NL). Divide suas paixões musicais entre techno e indie rock!

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