Razões que fizeram da TribalTech Enlighten um festival gringo com raízes brasileiras

Se você acompanha a cena eletrônica nacional e curte festivais com um espírito underground mas ao mesmo tempo grande e bem estruturado, deve ter acompanhado a evolução da TribalTech nos últimos anos.

Para quem não sabe, a TT “nasceu” em Curitiba, está na 11ª edição e começou como um festival de psytrance, mas que aos poucos foi acolhendo novos estilos, que acabaram ganhando ainda mais força e destaque. Nos últimos anos as principais atrações passaram a caminhar mais pelas vertentes do techno e no ano passado sofreu uma grande mudança, saindo do formato de “festival em fazenda open air” para um local mais urbano, a assertiva Usina 5.

É comum que as pessoas tenham a sensação de que os festivais de fora são mais estruturados, organizados e prezam pelo conforto e bem estar do público. Foi por esses e outros motivos que escutamos muitos dizerem durante o evento que a TT estava com “cara de festival gringo”. Por isso, resolvemos listar algumas razões que também nos fizeram ter essa impressão.

Antes de ver a lista, recomendamos assistir ao video com nossos melhores momentos pelo festival. Dessa forma é possível visualizar melhor os detalhes que fizeram o festival tão surpreendente:

Organização e estrutura sem economia:

Andar pela Usina 5 era um espetáculo à parte. Para cada canto que você olhasse, notava que tudo havia sido pensado e construído para proporcionar uma ótima experiência. Da entrada sem muita fila à disposição muito bem pensada dos palcos. Das opções de comidas (com cardápio de diferentes países) à decoração super caprichada (destaque para o boneco gigante do palco SuperCool que era movimentado pelo público por cordas). Das áreas de descanso à quantidade suficiente de banheiros (que, diga-se de passagem, estavam a maior parte do tempo limpos e com papel).

Vimos poucos defeitos de organização no festival como uma fila para retirar a ficha de consumação de quem havia comprado o Kit antecipadamente e também algumas pessoas reclamando da sinalização dos palcos. Para esse último, pode-se dizer que a produção do festival ajudou distribuindo mapa na entrada do evento e também considerando que em poucos minutos circulando pela Usina, já dava para identificar onde cada um estava e se movimentar facilmente lá dentro.

Palcos com estilos para diferentes gostos:

Se diversidade é a palavra da vez, pode-se dizer que a TT ousou e trouxe mais do que apenas música eletrônica para o evento. Mesmo vendo festivais cada vez mais nichados, expandir os horizontes e oferecer variedade de estilos foi um tiro certeiro do evento, que misturou diferentes tribos e conseguiu reunir um público de 20 mil pessoas, o que é um feito e tanto!

O melhor de tudo para nós foi poder circular entre os palcos e sentir essa mudança musical, o que nos gerava um certo “respiro” dos sons mais pesados das pistas Tribaltech e Timetech. Assistimos ao show lotado do Planet Hemp e o animadíssimo da Karol Conka, além de vermos B Negão discotecar no palco 351, tudo isso entre dezenas de apresentações de DJs mega conceituados de música eletrônica. Alguns amigos fizeram outro roteiro musical lá dentro e tiveram experiências completamente diferentes e foi isso que fez do festival tão diversificado.

tribaltech enlighten

Área VIP e Backstage com serviços diferenciados:

Muitas vezes a gente defende a bandeira de “todos somos iguais” em um festival e nem sempre aprovamos a separação com áreas VIP, mas entendemos que cada região tem perfil diferente e em alguns lugares esses serviços costumam funcionar bem. De qualquer forma, ficamos impressionados de que a TT fez juz à criação dessas áreas premium e ofereceu serviços e comodidades que faziam valer a pena para quem desembolsou um valor maior.

A área VIP tinha um acesso mais fácil à pista principal e um bom espaço na pista para poder dançar com mais conforto. Para o pessoal do backstage, além de ter acesso às áreas ainda mais restritas, como atrás do DJ, ainda tinham espaços como um lounge super confortável (que tinha até salão de beleza), além de banheiros exclusivos e bares com um cardápio diferenciado com drinks super gostosos.

Atenção aos detalhes e ao inesperado:

Notamos várias coisas que mostraram que a TribalTech pensou em oferecer para o público mais do que o esperado e padrão dos festivais. Começando pelo cartão de consumação, que tinha um formato diferente (ao invés do tradicinal retangular que muitos acabam perdendo), criaram um moderno cartão-colar, que poderia ficar discretamente no pescoço de cada um e ajudava na praticidade na hora de consumir no bar.

Outro detalhe foi a localização do Secret Stage, que foi montado dentro de um “vestiário” que tinha como nome Cadeia e ficava em uma das saídas dos banheiros químicos. Realmente não era algo “fácil” de se encontrar e supreendia a todos que sem querer descobriam que alí era a pista secreta. Isso fez com que ela ficasse ainda mais interessante e por muitos momentos ficou bem disputada!

Mais um ponto que chamou nossa atenção foi a iluminação da Usina 5 (honrando o tema Enlighten), deixando o caminho entre cada palco bem claro, o que ajudava na hora de encontrar os amigos e tirar umas fotos legais mesmo dirante a madrugada! É claro que toda a cenografia e grafites do festival também ajudaram a ficar tudo mais bonito e “instagramável”.

Não podemos deixar de citar que quatro DJs muito aguardados (Dubfire, Modeselektor, Len Faki e Tessuto) não conseguiram chegar ao festival por questões meteorológicas (a forte neblina fechou os aeroportos de Curitiba) e as apresentações foram substituídas por outros DJs que já estavam escalados no festival.

Essa notícia acabou causando um susto e decepção para muitos que estavam no evento e as pistas acabaram esvaziando um pouco antes do esperado, mas nós entendemos que esse problema não gerou impacto negativo suficiente para estragar toda a experiência que a TribalTech proporcionou. Para quem se sentiu lesado com o cancelamento, pode entrar em contato com o festival pelo email: contato@tribatech.com.br.

Saímos da Usina 5 já de manhã e felizes com tudo o que vimos e vivemos por lá. Esperamos que outros festivais tenham como referência o que a TribalTech criou nesse dia iluminado e histórico em Curitiba.

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Administradora paranaense, morou alguns anos em São Paulo e adora as várias opções de festas e eventos que a cidade oferece. É viciada em festivais, não tem medo de encarar um sozinha! Já passou por mais de 15 fora do Brasil, como Creamfields (UK), SXSW (Austin), Coachella (CA), Ultra (Miami e Croácia) e Mysteryland (NL). Divide suas paixões musicais entre techno e indie rock!

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