Troquei minha “carreira de sucesso” pelo mundo do empreendedorismo

Estava tudo certo para os padrões. Me formei na USP, trabalhei um ano em marketing em uma multinacional na Alemanha, voltei e entrei no trainee da Kraft Foods, um dos mais disputados da época. Que belo começo para uma “carreira de sucesso”, não?
Mas aí vem a questão: O que, para mim, significa “carreira de sucesso”?!
Nesses últimos 4 anos pós trainee eu me perguntei quase todo os dias se estava no lugar certo.  Acho que minha geração está em busca constante de “mais alguma coisa”, nunca estamos satisfeitos no lugar que estamos, e sempre nos fazendo mil perguntas. Qual o próximo passo? O que eu preciso fazer para chegar lá? O problema é, que muitas vezes, é tanta cobrança com relação a quem queremos ser que nos esquecemos de viver o presente. De nos perguntar o que nos faz feliz todos os dias, e não o que vai nos fazer feliz algum dia.
Meu motivo de felicidade sempre foi ter uma viagem marcada. Quando eu sabia que eu ia viajar em alguns meses, eu ia colocando marcos do que fazer até lá para me manter motivada. Um show aqui, um festival ali, um feriado que estava chegando. Isso me fazia acordar todos os dias para ir trabalhar. Por mais feliz que eu tivesse com o que eu estava fazendo na empresa, nada comparava a sensação de que eu sabia de que o dia da viagem estava chegando.
E em todas essas viagens eu pensava: o que fazer para esse sentimento durar mais? Era o mesmo pensamento que eu tinha quando estava em algum show ou festival vendo uma banda no palco. O que eu podia fazer para que aquele momento se tornasse mais frequente? Sorte a minha que nos últimos anos eu tinha uma amiga para compartilhar do mesmo sentimento comigo. E para encher a cabeça de ideias toda vez que voltávamos desses eventos.
 
Desde o ano passado eu e a Bru viemos amadurecendo essas ideias. E se abríssemos uma empresa? E se essa empresa fosse sobre shows e festas? E se a gente resolvesse trabalhar com viagens? Assim surgiu a SUMMER (que mais tarde virou A Melhor Balada), e de repente minha vida começou a ter mais sentido. Trabalhar todos os dias a noite, ao invés de dar preguiça, começou a ficar mais interessante e divertido do que o resto do dia inteiro. Cada vez mais as nossas coisas faziam sentido, e, qualquer conquista, por menor que fosse, enchia o peito de alegria como nunca qualquer feedback de uma apresentação bem feita me encheu.
 
Entrar para esse mundo do empreendedorismo, conversar com pessoas que montaram seus próprios negócios e conviver com modos diferentes de pensar faz você abrir a cabeça para mil possibilidades. Depois de muitas conversas, palestras, erros, mais erros, alguns acertos e muito aprendizado, surgiu a vontade de se aprofundar mais nesse mundo e quem sabe nos dedicar única e exclusivamente ao nosso negócio. 
 
E se eu apostasse todas minhas fichas na minha empresa? E se a gente sentasse, e, ao invés de trabalhar algumas horas toda noite, a gente trabalhasse full time? E se desse certo? E se a gente fosse viver todas essas experiências que a gente quer vender, para ganhar conhecimento de causa e voltar estruturadas para nossa empresa aqui? 
Cansei, ou melhor, cansamos dos “e se”. Montamos um projeto para cobrir e criar conteúdo sobre as principais festas e festivais do mundo. Fomos conversar com alguns parceiros em potencial, o feedback foi positivo e começamos nos estruturar. Depois de muito planejamento, conseguimos finalizar a ideia na cabeça de forma que nossos pais não achassem que estivéssemos largando nossos empregos para ir festejar pelo mundo. Não, não mesmo, é muito mais que isso. E nossa sorte foi que eles não só entenderam como nos apoiaram, o que nos deu ainda mais certeza de que estamos no caminho certo.
 
E assim eu abro mão da minha “carreira de sucesso”, da estabilidade adquirida, do meu salário, de viver na minha bolha. Tudo isso em troca de algo totalmente novo e incerto. De algo que faz sentido para mim, pois de jeito nenhum isso é uma crítica para quem gosta do mundo corporativo. Eu tenho muitos amigos que não se veem fora dele e eu mesmo não larguei tudo apenas para nadar contra a maré. Meu ponto aqui é simplesmente não deixar de pensar naquilo que você realmente quer fazer e deixar que o status quo e outras pessoas, como os chefes, tomem as decisões da sua vida por você.
Hoje, uma semana depois de pedir demissão, eu tenho uma certeza: Eu prefiro arriscar e tentar do que daqui a um tempo olhar para trás e ver que continuei com a minha vida do “e se”. Pode não dar certo, e daqui a um ano talvez eu tenha que recomeçar. Mas se esse é o risco que eu preciso correr para viver uma vida com mais sentido, ele é valido.
Eu sei que a partir de agora vou em busca do que realmente me faz feliz. Por que a vida é muito curta para gente acordar todo dia pensando que não quer sair da cama de manhã.

 

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Tem duas paixões na vida: viagem e música. Com mais de 30 países na bagagem e muitas histórias em festivais, escolheu os cinco dias acampada na lama do Glastonbury e a mágica de trabalhar no Tomorrowland Bélgica como as experiências mais incríveis que já teve.

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