Do club ao Rock in Rio: Leo Janeiro revela o que muda no set para pistas intimistas e para grandes festivais



No dia 07 de setembro, Leo Janeiro sobe ao palco do Rock in Rio pela sétima vez. No New Dance Order, ao lado de simo not simon., o DJ e produtor carioca dividirá a programação da data com Max Styler, Aline Rocha e Fatboy Slim em uma das gigs mais importantes de sua agenda em 2026.
Mas para um artista que construiu sua reputação ao longo de três décadas transitando entre clubes, festivais e diferentes formatos de pista, tocar para milhares de pessoas em um dos maiores festivais do mundo exige uma abordagem bastante diferente daquela utilizada em ambientes menores e mais intimistas.
Segundo Leo, a principal mudança não está necessariamente nas músicas, mas na forma como a conexão com o público acontece.
“São duas coisas diferentes. Numa pista intimista você tem um contato muito direto com as pessoas. Está ali sentindo a energia delas de uma forma muito próxima. Muitas vezes, consigo tocar coisas que talvez o público esteja mais aberto a escutar e experimentar”, resume.
Essa liberdade é uma das características que mais atraem o artista nos clubes e espaços menores. Para ele, esses ambientes costumam refletir de forma mais fiel a essência do DJ e permitem explorar repertórios menos óbvios, construídos ao longo de anos de pesquisa musical.
“Uma pista intimista traduz muito a essência de um DJ que tem 30 ou 40 anos de carreira. Existem músicas e caminhos que funcionam muito bem nesses contextos e que talvez não façam sentido em um palco gigante”, explica.
Nos grandes festivais, porém, a dinâmica muda. O desafio passa a ser administrar a atenção de uma multidão e construir uma narrativa capaz de envolver públicos com diferentes níveis de familiaridade com seu trabalho.
“Quando você está em um big stage, existe uma outra ótica. Você está diante de um público muito maior e precisa criar dentro do repertório coisas que mantenham a atenção e a conexão das pessoas com você”, afirma.
Isso não significa simplificar a proposta musical, mas entender que a comunicação acontece de outra forma. Em vez de aprofundar nuances para um público que está a poucos metros da cabine, o DJ passa a trabalhar com uma escala diferente de energia, leitura de pista e construção de momentos.
“É uma troca muito intensa. Você recebe energia, devolve energia, filtra aquilo que está acontecendo e vai ajustando o caminho do set. Quanto mais eu recebo conexão das pessoas, mais tento aplicar algo que sei que pode funcionar naquele momento.”
Para ilustrar essa diferença, Janeiro cita como exemplo um dos maiores nomes da música eletrônica mundial:
“Quando você vê Carl Cox tocando no Ultra Music Festival para milhares de pessoas, é completamente diferente do que ele toca em um bar hi-fi em Miami usando vinil. E eu acho isso muito legal. São experiências diferentes que coexistem”.
Apesar das diferenças entre os formatos, existe um elemento que permanece inalterado, seja em um clube para algumas centenas de pessoas ou em um festival para milhares: a busca pela conexão.
“O grande lance é se conectar com as pessoas. A música carrega muito essa capacidade de criar encontros. O flow de energia pode ser diferente, mas a relação é a mesma. Você recebe, você entrega, e vai construindo aquela experiência junto com quem está ali”, conclui.
Essa filosofia acompanha Leo Janeiro desde o início de sua trajetória e ajuda a explicar sua longevidade em uma cena que está em constante transformação. Agora, no retorno ao Rock in Rio, Leo Janeiro leva essa bagagem para o New Dance Order.
Em um palco projetado para grandes multidões, o desafio será diferente daquele encontrado nos clubes que moldaram sua carreira. Mas o objetivo permanece exatamente o mesmo: criar uma conexão genuína através da música e transformar energia em memória.
Leo Janeiro é um artista icônico da cena eletrônica brasileira que já soma 30 anos de carreira como DJ. Hoje encabeçando projetos importantes como a label Cocada Music – que fomenta e expande o território para artistas latino-americanos da cena eletrônica –, já assinou residências em alguns dos principais clubes do Brasil, como Warung, D-EDGE e Beehive.
Amante da house music e de suas vertentes, o artista tem um objetivo claro: se divertir e fazer com que a pista também se divirta, explorando as variedades do estilo sem deixar de acrescentar boas pitadas de deep, soul, funky e disco music.
Hoje e sempre, Leo carrega consigo a originalidade e a liberdade para se manter conectado no campo artístico entregando o que mais importa: música boa e diversidade!


Graduação em Marketing (USP); 1 ano de experiência em Marketing Digital na DHL (Alemanha); 12 anos de experiência nas áreas de marketing, mkt digital e trade. Onde encontrar: comemorando os fogos no mainstage